domingo, 28 de novembro de 2004

coloque o seu nariz de palhaço tb..

(o quarto poder...)




Ontem fui no hipermercado que fica aqui perto de casa comprar um pote de sorvete pra aliviar o calor insuportável que fez nesse sábado. Bom, estava eu lá na fila do caixa, pensando na vida, tranqüilo, observando o povo, qndo passei um olhar rápido sobre aquelas bugigangas que eles colocam na boca do caixa pro forçar o babaca a levar mais alguma coisa além do previsto.



De repente, me deparo com a capa da revista Exame desta semana, com o senhor Edmar Cid Ferreira fazendo pose de galã, num terno impecável.. com um leve sorriso discreto no rosto. E coisas começaram a vir na cabeça: como que um senhor que acabou de colocar um banco sob intervenção federal posta-se numa situação dessas?.. totalmente sem constrangimentos... Eu não via outra coisa naquele olhar senão uma mistura de ironia com soberba.. no final, eu que acabei ficando constrangido com aquela capa. Comecei a enxergar um nariz de palhaço no meu rosto, mas fui embora.
Hoje abro o jornal e descubro que, ao mesmo tempo que o Banco Santos "quebrava", algumas empresas da mulher e familiares do nosso amigo Edmar (o dono do dito, pra quem não sabe) cresciam. Segundo a Folha de S. Paulo, o capital dessas empresas aumentam em R$420 milhões nos últimos tempos.
Infelizmente, o nariz de palhaço é real.

sexta-feira, 26 de novembro de 2004

Verão

Ele definitivamente chegou.. pelo menos em terras campineiras ele apareceu.
Hoje o dia foi insuportavelmente quente, ainda mais que passei o tempo inteiro na rua.. ora resolvendo certas pendências, ora servindo de motorista pros outros.. hehe. Dentro de um carro preto, sem ar-condicionado (apesar que nem ligo pra isso - só que nesse momentos você clama pra ter um..hehe), sem qualquer líquido pra colocar na boca. Foi difícil.
O mês de novembro dava a pinta de que o verão ia ser meio esquisofrênico, variando entre dias quentíssimos e "frentes-frias" poderosas. Clima aliás ótimo pra contrair "resfriados". Mas a virada de mês parece apontar pra um verão daqueles ferozes, provavelmente com muita chuva.
Ainda bem, tudo tem o seu lado bom. Muito sorvete, suco.. a mulherada agitada e vestida muito bem à vontade na rua.. hehehe.. Sem falar que dá aquela impressão de que as pessoas ficam bem mais simpáticas e comunicativas qndo o dia está quente e ensolarado. São os hormônios atuando.. hehehe. Ainda bem.
É noite, está quente, sem brisa.. e eu conclamo por uma praia, uma sombra, uma cerveja, e uma das "guloseimas" aperitivas marítimas... Alguém aí falou camarão frito??.. por favor!.. hehehe.

"gripe espanhola"? - ação/reação

Toda ação tem a sua reação. Sou da teoria de que o planeta, apesar de não ser um ser orgânico (no sentido tradicional que a gente usa) é um ser "vivo" (entre aspas, pq vivo num sentido não-tradicional). Achar que todo o impacto que a gente causa como civilização no planeta não afeta o mesmo é de uma ignorância "busheniana" (esses ignorantes exitem, e são muitos).
Assim como qndo um vírus nos atinge nós reagimos com a febre, o planeta tb tem os seus momentos de "febre" pra tentar controlar esses macacos desvairados. Um exemplo foi a "gripe espanhola" do começo do século, uma "febre planetária" que se seguiu ao impacto causado pela revolução industrial no planeta: uma forma de controlar esse "vírus homo-sapiens", num extermínio natural em massa (pra diminuir a população e evitar que o planeta imploda).
Pois bem, parece que estamos chegando numa fase dessas novamente. Uma nova "onda" de controle natural dos "macaquitos" no planeta.. hehe. Já houve indícios alguns anos atrás.. e se a coisa continuar nesse ritmo, logo ela vem forte. Vejamos a notícia, fresquíssima:


25/11/2004 - OMS alerta que gripe do frango pode virar epidemia


A OMS - Organização Mundial da Saúde advertiu nesta quinta-feira (25) que a gripe do frango está prestes a se transformar em epidemia generalizada, que pode atingir 30% da população mundial. "Existem estudos que situam o número de mortes entre dois e sete milhões. E o total de pessoas afetadas, em milhões, já que de 25% a 30% cairão doentes", disse Klaus Stohr, coordenador do programa da OMS para o controle da gripe do frango.
A advertência foi feita em Bangcoc (capital da Tailândia) no início de uma conferência de dois dias com a participação dos ministros da Saúde da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), China, Coréia do Sul, Hong Kong e Japão, para garantir a cooperação na luta contra a gripe do frango. A reunião, promovida pela OMS, é realizada quando ainda na Ásia são registrados esporádicos surtos da gripe do frango, que causou 20 mortes no Vietnã e outras 12 na Tailândia desde o início do ano.
"Este vírus é, certamente, o que tem mais probabilidades de ser o causador da epidemia", destacou o especialista da OMS. Os ministros da Saúde esperam aprovar um documento no qual detalham os preparativos e as medidas de controle e acompanhamento que os 14 governos participantes deverão adotar para erradicar a gripe avícola.
A OMS informará os participantes sobre o estado da pesquisa de uma vacina para proteger os seres humanos da gripe do frango que, em princípio, pode começar a ser testada na Tailândia em 2007. "O assunto da vacina é extremamente complicado em termos de produção e efetividade", observou o representante da OMS na Tailândia, William Aldis.
Na conferência também estão presentes especialistas da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, assim como da Organização Mundial de Saúde Animal, que participaram da elaboração do documento. As autoridades de saúde da Tailândia admitiram que irão demorar pelo menos três anos para erradicar a gripe do frango no setor avícola nacional, apesar das medidas de controle que já são adotadas, como o sacrifício das aves doentes ou em perigo de contrair a doença. (Terra.com)


fonte: (www.ambientebrasil.com.br)

segunda-feira, 22 de novembro de 2004

Dica 1: "Pink Floyd Live at Pompeii"

(capa do DVD)
Algumas dicas de coisas boas (pra mim pelo menos.. hehe) que vi esse final-de-semana.
Primeira delas, esse DVD. Já faz um tempinho que tenho o dito, mas esses dias peguei ele e botei pra rodar do começo ao fim. Vai melhor no breu noturno, mas deitar no sofá num final de tarde assistindo o dito com uma xícara de café (ou um copo de vinho) vai bem também.. hehe.
Normalmente assisto com meu pai, outro grande apreciador do material do Pink Floyd (não preciso nem dizer da onde comecei a escutar e gostar disso..hehe). Pois bem, esse é o melhor material deles, pelo menos em termos de apresentação ao vivo. Ainda não vi nada melhor. Os caras estavam no auge, tocando pras "almas penadas" da histórica cidade de Pompéia na Itália (explico: a cidade de Pompéia foi alvo da erupção de um vulcão na antiguidade; agora não estou me lembrando bem, mas acho que foi no auge do Império Romano; todos os habitantes foram pegos de surpresa, sem chance de escapar; muitos morreram ali no meio da bagunça, petrificados).
E o melhor do DVD é justamente isso, as imagens (o filme foi reeditado recentemente com uma edição e cenas novas excelentes). O dito começa com o batimento cardíaco e a respiração de uma pessoa, sem nenhuma imagem.. logo em seguida surge uma sonda vagando no espaço, seguindo a câmera por imagens de planetas do sistema solar, até chegar à terra (nesse ponto, "Echoes" já está tocando, com aquele início inconfundível do "som de sonar" tirado do sintetizador). Nesse ponto corta pra banda, aparecendo os músicos tocando pra absolutamente ninguém (apenas os técnicos e câmeras) num antigo colisseu da cidade italiana, e por aí vai... com a banda tocando entremeadas com imagens de esculturas e pinturas romanas antigas e a "boca" do vulcão em atividade.
Em suma, pra quem gosta de "som viajandante", é imperdível.. hehe.. Rock psicodélico, progressivo, "space rock".. pode chamar do que quiser, mas é bom. A banda ainda estava na sua fase mais "alternativa" e prestes a lançar o clássico The Dark Side of The Moon. Isto é, estava no cume.. antes de lentamente descer a ladeira.
Mas é isso, assistam.. "achável" nas melhores locadoras tupiniquins.. hehe..


Setlist:


1- Echoes (parte I)
2- Careful with that Axe Eugene
3- Us and Them (cenas de gravação em estúdio)
4- One of these days
5- Mademoiselle Nobs
6- Brain Damage (cenas de gravação em estúdio)
7- Set the controls for the heart of the sun
8- Echoes (parte II)

Dica 2: "Janela Secreta"

(cena do filme "Janela Secreta")
Assisti esse final-de-semana também. Muito bom filme. Nosso amigo Johnny Deep sempre trabalhando muito bem e levantando qualquer película. A história não tem nada de espetacular, muito pelo contrário.. é bem simples.
O caro Deep interpreta um escritor de romances "meia-boca" que vive isolado em uma casa à beira-lago em uma cidadezinha do interior dos EUA. A partir de um certo momento, ele passa a receber ameaças de um "caipira" que diz ter tido seu romance plagiado pelo dito escritor.. alterando o final do libelo da história original. Desse ponto em diante, a vida do coitado (que já não era boa) vira um inferno.. e o enrendo segue.
O melhor do filme não é a história em si, mas como ela é contada. O cara que dirigiu (não me lembro o nome agora) foi muito competente, pois o filme é de um suspense latejante do início ao fim. É daqueles que você não consegue dar pausa pra estourar uma pipoca na cozinha.. hehe. O silêncio domina, você percebe todos os detalhes acontecendo em cada cena. Sempre aparecendo uma tensão emocional no ar.. em suma, película das boas.
Recomendo aos nobres leitores desse espaço.. hehe.
P.S.: o filme saiu de cartaz no cinema; tem que ir pra locadora mesmo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

Dois pesos, duas medidas..

É interessante, durante toda a campanha eleitoral na cidade de São Paulo, 90% das notícias sobre os então candidatos no jornal Folha de S. Paulo eram críticas à gestão da Marta Suplicy. Não tô dizendo que não tem que criticar, tem que criticar e muito.
A gestão da Marta teve vários defeitos, assim como inúmeras qualidades (ainda não engoli aquela foto que o dito jornal publicou sobre o "passa rápido" na rebouças durante a campanha, mostrando os ônibus passando livre e os carros parados no congestionamento.. como se isso fosse algo ruim. Muito pelo contrário, eles esqueceram de citar que um ônibus leva em média 40 pessoas, enquanto um carro, no máx, 5). O problema é que o lado da plumagem tucana não era mostrado, pelo menos eu nunca vi. Dá pra se contar nos dedos a quantidade de reportagens críticas que a Folha fez sobre a gestão do Geraldo Alckmin no governo do Estado, por exemplo (o grande tutor eleitoral do Serra).
Aliás, é difícil ver alguma reportagem sobre o que se passa na administração estadual no jornal.. não tem nada. Nem parasse que a Folha é um jornal paulista.. ou se fala da prefeitura (falava-se; pq agora, passada a eleição, a prefeitura sumiu das páginas do jornal) ou do governo federal. É intrigante..
Pois bem, qndo abro o jornal hj, menos de 1 mês do fim do segundo turno, deparo-me com isso: "TCE vê falha em modelo tucano para a saúde"; subtítulo: "Auditoria aponta falta de controle em hospitais geridos por entidades; Serra estuda expandir o sistema" (FSP; 19/11/2004 - p. C1, caderno Cotidiano).
Interessante como essa notícia só surgiu agora, já que não há mais possibilidade de impacto eleitoral... hehehe..
Por isso que eu sou adepto da teoria de que não existe mídia imparcial. O que existe é mídia plural e mídia sectária. Sendo que a Folha está na primeira categoria (por isso que continuo lendo ela todo dia, faço questão).. ainda bem. O que não autoriza a dizer que seja um jornal imparcial.. longe disso. Quem lê o jornal com freqüencia e acompanha os editoriais sabe disso.

quinta-feira, 18 de novembro de 2004

Negócios, Negócios..

Estava lendo o jornal hoje qndo me deparei com esse texto; muito interessante. Tem uma relação muito grande com a minha postagem anterior. Pelo menos o que eu ando sentindo faz algum sentido (ficou estranha essa frase, mas não é nenhum trocadilho não..hehe..) :
Dulce Critelli
Vivemos sob a pressão do desempenho e de ações previamente definidas
Uma questão de negócios?


O que me entristeceu na maneira fria e técnica com que o recente processo político eleitoral foi tratado foi que, nele, se reproduziu o que acontece com cada um de nós na vida comum e diária. Tudo não passa de uma questão de negócios. Já há algum tempo os negócios deixaram de ser um tema exclusivo das empresas e dos governos. Eles se tornaram nosso modo de vida cotidiano. Tudo o que pensamos, queremos, necessitamos, acreditamos e fazemos é moldado e arrumado dentro do esquema dos negócios. Casar, nos divertir, escolher o que estudar, que profissão seguir, rezar, fazer planos para o futuro, cuidar da sobrevivência, da velhice e da morte são coisas que só podem acontecer se nos adequarmos ao sistema dos negócios. Até mesmo a caridade, que poderia ser o contrário, se não se submeter a tal sistema não poderia ser praticada.O problema decorrente dessa situação não está propriamente nos negócios, mas no fato de ele ter se tornado a única maneira disponível para se lidar com a existência. É a parte tomando o lugar do todo. Uma questão de proporções. É a complexidade da existência limitada ao simples esquema de operações dos negócios.O esquema dos negócios é um jogo. Pressupõe metas, meios e estratégias para atingí-las, normas a serem cumpridas pelos jogadores, certos princípios (por exemplo: não roubar). A tática fundamental do jogo é a competição. O resultado é a vitória, o atingimento da meta prevista. O que motiva os jogadores é o prêmio que se ganha com a vitória: dinheiro, prestígio, fama... De modo geral, sempre algo tangível, externo, visível a todos, impessoal.Como se negocia é hoje como se vive. Competência, controle, liderança, influência, auto-confiança, entre outros, eram comportamentos e atitudes exigidas aos "homens de negócio", em "situações de negócio". Hoje, são esperados dos cidadãos comuns, nas situações mais comuns da vida familiar e social. Vivemos sob a pressão do desempenho e de ações previamente definidas. Conseqüentemente, sob a pressão de uma avaliação desse desempenho, que pode ser feita por qualquer um, e pela incumbência de vencer.Mas, só ganham o jogo os mais competentes e adaptados para se conduzir de acordo com suas regras. Nunca quem pensa haver outros meios para se chegar aos mesmos fins. Ou quem tenha outros fins. Nunca os mais virtuosos. De alguma maneira, as cartas já estão marcadas. Não é à toa que há tantas pessoas com sintomas crônicos de cansaço, estresse, baixa auto-estima, depressão e sentimento de inadequação. Elas não têm aptidão para esse tipo de jogo. Não é à toa que a violência cresce tanto, pois ela tem se mostrado o meio mais garantido de virar o jogo. E não é à toa que as empresas têm dificuldade em motivar empregados. O que todas as pessoas querem, porque são criaturas humanas, é o que está para além da limitação do seu papel de jogadores. Querem o reconhecimento de sua existência singular tal como elas são e não como elas têm que ser. Querem arriscar, experimentar, inovar. Poder contribui com suas próprias qualidades e o testemunho de seus virtuosismos. Não querem ser aplainadas e empobrecidas pelo previsível esquema dos negócios. Por trás do jogador há uma pessoa. Se seqüestrada de sua singularidade, ela murcha. Não se envolve, não colabora, não assume, não tem motivos...Nascemos como indivíduos únicos, exclusivos. Não somos coisas ou puros objetos. É nossa singularidade de ser e lidar com a vida que queremos reconhecida, testemunhada. Essa é a base de todo nosso existir e agir. Sem o reconhecimento dos outros, sem a compreensão do significado do que sou e faço, sem a percepção da minha contribuição para o mundo e para os outros, não há razão nem motivos para coisa alguma. Uma saída? Talvez muitas. Entre elas, revalorizar o humano sob o papel do jogador. E deixarmos a existência recuperar sua amplitude e diversidade.


DULCE CRITELLI, professora de filosofia da PUC-SP, é autora dos livros "Educação e Dominação Cultural" e "Analítica de Sentido" e coordenadora do Existentia - Centro de Orientação e Estudos da Condição Humana; @> dulcecritelli@existentia.com.br

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

Under Pressure







Feriado, final-de-semana alongado, reunião de família. É hora de fazer o balanço, traçar perspectivas.. enfim.. mais pressão.

Estive refletindo, e pior seria se ela não existisse. É natural. O que incomoda são certas atitudes e aquela perspectiva de que a visão do outro está deturpada. E pior, é ter que conversar com você mesmo e se sentir impotente, mesmo tendo uma potência latente explodindo dentro do seu crânio.

Vontade de buscar a autonomia e tomar as rédeas das próprias variáveis, e vendo o sistema todo te dizer não.. qndo não acontece de você per si negar as próprias iniciativas. De um lado a negação, do outro a pressão.. e você encurralado ali no meio. Às vezes surge aquela dor de cabeça do nada e você pensa: "Será que sou tão fraco assim?". Acredito que não. Meu ego não me deixa olhar por esse prisma, já notei isso. Ainda bem..

Como dizem os sábios orientais, é hora de respirar fundo e sentir o peso do vento no rosto. Hora de sacar a espada e cortar cabeças.. e depois se refugiar nos amigos (aqueles que estão sempre com um balde d´água e um pano na mão, para limpar as feridas). Não há outro caminho. Cedo ou tarde a engrenagem te espreme.. e com certeza vai doer.

Tenho no máximo um mês de estudo para afiar a espada e remoldar a armadura. Ganhei novas armas, o que ajuda, mas não ganha a batalha. A verdade é que o relógio anda disparando cada vez mais cedo, e isso é o que mais assusta. O pior de tudo é fingir que ele não estala. Dessa vez pelo menos eu não tapei os ouvidos.. um avanço.

O mais importante é não perder o controle. Ninguém consegue arrancar uma cabeça sem antes sentir a espada leve nas próprias mãos. Talvez seja esse o maior desafio.

domingo, 14 de novembro de 2004

"menino maluquinho" 1 x 0 blogger

Aeeee....!! marquei o primeiro.. hehehe..
Depois de passar um bom tempo no "switch-over" de janelas no meu windows, consegui carregar um servidor de imagens aqui pro blog. Até que deu pouco trabalho, achei que fosse ser mais complicado.. e que perdesse meu humor nesse domingão, mas deu tudo certo.
O único inconveniente é a "frescura" da formatação desse template. Tive (e terei) que diminuir as imagens pra poder ajustar as ditas aos parâmetros do espaço aqui, mas tá bom. Melhor do que nada..

sexta-feira, 12 de novembro de 2004

TIM Festival

Não vi nem ouvi o pessoal comentando muito sobre o dito. Pelo menos das listas de discussões que participo na net, os comentários foram esparsos.
A apresentação do Libertines eu pude acompanhar pela TV (a Globo às vezes acerta à mão), pelo menos um trecho. Depois que vi comecei a apreciar mais o som deles. Não sei, gostei mais das músicas ao vivo do que as que pude escutar do álbum. Posso não ter escutado o suficiente as originais de estúdio, mas eles parecem ser muito mais uma "banda de palco" do que de bons álbuns. Pelo menos foram muito mais competentes no show que eu vi do que nas músicas que escutei na net.
Dizem que show da P.J. Harvey foi muito bom também. Bom, não conheço quase nada dela então não posso me meter a emitir opinião.
Um que parece ter sido excelente foi o do Brian Wilson. Esse eu estou arrependido de não ter visto, assim como o do Kraftwerk (foto abaixo). Mesmo que me roubassem por lá (parece que teve um "arrastão" de celulares e câmeras digitais), acho que teria valido a pena.. hehehe.. Assim como os Beatles e o The Clash, o Kraftwerk é uma das bases da música pop, uma das bandas mais importante e influentes. Mancada.. as condições de t$mp$ não ajudaram mas não era nada impossível. Faltou se programar melhor.



Kraftwerk na apresentação do TIM Festival - 05/11/04 - foto: Carola González/Showlivre

Arafat

Estava vendo na TV hoje de manhã o enterro do líder palestino Yasser Arafat. Um negócio surpreendente. Milhares de pessoas se empurrando e gritando, cercando o helicóptero. Ninguém conseguia segurar a massa. O pessoal da guarda palestina não conseguia colocar um mínimo de organização pra conseguir fazer o cortejo. Tentavam abrir caminho atropelando a população, sem nenhuma cerimônia. E uma interminável saraivada de tiros pro alto (os caras são doidos; tudo que sobe, caí..), e uma ode de gritos de "Arafat!.." sem parar. Foi uma das cenas mais surpreendentes que eu já vi. E também uma das cenas mais irracionais.. assim como aquelas cenas dos tanques israelenses derrubando casas e mirando civis palestinos. Tudo ali era instinto e emoção. Assim como as razões desse conflito besta, onde os dois lados batem no peito e deixam o cérebro de lado.
Aliás, estava vendo hoje na internet e meu pai já havia comentado comigo. O pessoal está com uma suspeita forte de envenenamento. Se isso for provado aquilo lá vai virar um inferno e a coisa vai descambar de vez. Pelo menos o nosso amiguinho "Sir" Tony Blair está tentando compensar a cagadinha política que fez ao apoiar a invasão do Iraque e tá tentando recriar um plano de paz pra região. Segundo os ingleses, eles querem uma recompensa por ter apoiado os EUA na guerra. Seria a vez deles. Quero ver mesmo se eles têm essa moral toda com Walker Bush, "the cowboy".. hehe..

Agradecimento

Queria fazer um agradecimento público à minha amiga Cris, que me ajudou (e ajuda) a entender os meandros do HTML do blogger.. hehe..

quarta-feira, 10 de novembro de 2004

The Bravery of Being Out of Range

Faz uns dois dias que o exército americano está detonando Fallujah, no Iraque. Segundo a Folha de S. Paulo, hoje a "infantaria McDonald´s" (gosto dessa expressão pq ajuda a me lembrar sempre que nós financiamos tudo isso, somos co-responsáveis de alguma maneira) atingiu o centro da cidade. De brinde, vem uma foto de um terrorista com a cabeça estourada caído no meio de uma rua. Deu até pra identificar os pedaços de cérebro junto com os pedregulhos do asfalto. Lógico que não vou colocar aqui.. até pq meu servidor de imagens ainda está inoperante.. hehe..
Até aí tudo bem.. Pode-se dizer: guerra é guerra, algúem vai ter que ser abatido. Essa é a regra. Agora o que normalmente não vem estampado nas manchetes é o que acontece com os civis (pelo menos até algum tempo atrás, qndo a Convenção de Genebra ainda era respeitada entre os países, civil não era considerado combatente, nem alvo). Lendo nas entrelinhas da reportagem (não dessa, mas de uma outra anterior que eu li), descobre-se que como conseqüencia da ofensiva, cerca de 300 mil civis foram obrigados a escafeder-se da cidade de um dia para o outro.
Estou citando isso pq hoje fiquei pensando enquanto estava lendo o jornal e pondo-me na situação de um civil iraquiano. Depois me imaginei caminhando por uma daquelas estradas áridas e dando de encontro com todo esse povo.. Fiquei pensando como eles iriam reagir à minha presença, como iriam olhar pra minha cara.. O que eles iriam dizer?.. e depois.. O que eu posso dizer pra mim mesmo?..
Quando refleti sobre isso me deu vontade de colocar na vitrola essa música do Roger Waters, que retrata de uma forma bem perspicaz o quanto nós cidadãos ocidentais comuns temos de culpa nisso tudo:



The Bravery of Being Out of Range
You have a natural tendency
To squeeze off a shot
You've good fun at parties
You wear the right masks
You're old but you still
Like a laugh in the locker room
You can't abide change
You're at home on the range
You opened your suitcase
Behind the old workings
To show off the magnum
You deafened the canyon
A comfort a friend
Only upstaged in the end
By the Uzi machine gun
Does the recoil remind you?
Remind you of sex
Old man what the hell you gonna kill next?
Old timer who you gonna kill next?
I looked over Jordan and what did I see
Saw a U.S. Marine in a pile of debris
I swam in your pools
And lay under your palm trees
I looked in the eyes of the Indian
Who lay on the Federal Building steps
And through the range finder over the hill
I saw the frontline boys popping their pills
Sick of the mess they find
On their desert stage
And the bravery of being out of range
Yeah the question is vexed
Old man what the hell you gonna kill next?
Old timer who you gonna kill next?
Hey bartender over here!
Two more shots
And two more beers
Sir turn up the TV sound
The war has started on the ground
Just love those laser guided bombs
They're really great
For righting wrongs
You hit the target
And win the game
From bars 3.000 miles away, 3.000 miles away!
We play the game
With the bravery of being out of range
We zap and maim
With the bravery of being out of range
We strafe the train
With the bravery of being out of range
We gain terrain
With the bravery of being out of range
We play the game
With the bravery of being out of range
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A Bravura de Se Estar Fora de Alcance


Você tem uma tendência natural
A curtir um drink
Você se diverte nas festas
Você usa as máscaras certas
Você está velho mas ainda
Gosta de uma risada no vestiário
Você não agüenta mudanças
Você está em casa no campo
Você abriu sua mala
Atrás da velha mina
Para mostrar a magnum
Você ensurdeceu o canion
Um conforto, um amigo
Apenas derrotado no fim
Pela metralhadora Uzi
O recuo não te lembra?
Te lembra de sexo
Velho, o que diabos você vai matar agora?
Velha guarda, quem você vai matar agora?
Olhei sobre o Jordão e o que eu vi
Vi um fuzileiro americano em uma pilha de destroços
Nadei nas suas piscinas
E deitei-me sob suas palmeiras
Olhei nos olhos do índio
Que se deitava nos degraus do Federal Building
E através da mira eletrônica por sobre a colina
Vi os garotos na linha de frente tomando suas pílulas
Enjoados da bagunça que encontram
No seu palco do deserto
E a bravura de se estar fora de alcance
É, a questão é controvertida
Velho, o que diabos você vai matar agora?
Velha guarda, quem você vai matar agora?
Ei barman, aqui!
Mais dois drinks
E mais duas cervejas
Senhor aumente o som da TV
A guerra começou no solo
Adoro estas bombas guiadas a laser
São realmente demais
Para se consertar o errado
Você atinge o alvo
E ganha o jogo
De bares a 3.000 milhas de distância, 3.000 milhas de distância!
Jogamos o jogo
Com a bravura de se estar fora de alcance
Zapeamos e aleijamos
Com a bravura de se estar fora de alcance
Bombardeamos o trem
Com a bravura de se estar fora de alcance
Ganhamos terreno
Com a bravura de se estar fora de alcance
Jogamos o jogo
Com a bravura de se estar fora de alcance
(Roger Waters - "The Bravery of Being Out of Range")


Com certeza alguém vai dizer que eu sou um grande hipócrita. Eu retruco: vamos fazer um turismo rápido em Fallujah esse final-de-semana? Quem topa?

Anti-estresse

Não sei o que se passa, ando irritado além da conta essa semana. Ontem discuti com meu irmão, e quase atropelei um PM no trajeto pra ir buscar o dito. Sem falar que no começo da semana tratei mal uma amiga minha, talvez sem um motivo que justificasse.
O pior é que nem tenho razões sérias que pudessem me levar a ficar estressado. Minha vida anda tão pacata e tediosa que o estresse só pode ter surgido pela falta de fatos estressantes. É bizarro.. estou numa espécie de situação "anti-estresse" estressante..
Por outro lado, posso não ter me apercebido dos motivos reais. Pior, eles podem estar tão evidentes que eu os estou ignorando, até de forma meio inconsciente. Seria uma hipótese..
Bom, vou pegar minha segunda xícara de café.. hehehe..

segunda-feira, 8 de novembro de 2004

menino maluquinho em ação...

Salve, Salve!... hehe...
Voltei a ser um blogueiro...
Comentei um tempo atrás com a encliclopédia que estava sentindo falta do meu extinto blog. Pra ajudar, ontem a bidulina me diz que está fazendo um pra ela também. Não resisti.. hehehe.. Em vez de ressuscitar o extinto A Rush of Blood to Our Heads, achei mais interessante respirar novos ares. E dessa vez não vou mais ficar nesse vai-e-vem; agora é definitivo. Nesse ritmo, eu já estava fazendo jus à alcunha de menino maluquinho.. hehe.. agora vou baixar a poeira e ver se consigo fazer esse blog durar mais de um semestre.
Com relação ao dito, ele ficou bem parecido com o da minha amiga guria sulina. Espero que ela não fique brava.. hehe.. mas não achei um outro layout mais interessante que este. No mais, achei muito bom o servidor, um dos melhores que eu já vi. O único defeito é a ausência de um servidor de imagens próprio. Vou ter que solicitar a ajuda da minha amiga e blogueira Cris pra solucionar esse pequeno entrevero.. hehe.. mas acho que não haverá problemas.
Por hora é isso, entrem.. sintam-se à vontade.. que logo o café será servido.. hehe..