quarta-feira, 17 de novembro de 2004

Under Pressure







Feriado, final-de-semana alongado, reunião de família. É hora de fazer o balanço, traçar perspectivas.. enfim.. mais pressão.

Estive refletindo, e pior seria se ela não existisse. É natural. O que incomoda são certas atitudes e aquela perspectiva de que a visão do outro está deturpada. E pior, é ter que conversar com você mesmo e se sentir impotente, mesmo tendo uma potência latente explodindo dentro do seu crânio.

Vontade de buscar a autonomia e tomar as rédeas das próprias variáveis, e vendo o sistema todo te dizer não.. qndo não acontece de você per si negar as próprias iniciativas. De um lado a negação, do outro a pressão.. e você encurralado ali no meio. Às vezes surge aquela dor de cabeça do nada e você pensa: "Será que sou tão fraco assim?". Acredito que não. Meu ego não me deixa olhar por esse prisma, já notei isso. Ainda bem..

Como dizem os sábios orientais, é hora de respirar fundo e sentir o peso do vento no rosto. Hora de sacar a espada e cortar cabeças.. e depois se refugiar nos amigos (aqueles que estão sempre com um balde d´água e um pano na mão, para limpar as feridas). Não há outro caminho. Cedo ou tarde a engrenagem te espreme.. e com certeza vai doer.

Tenho no máximo um mês de estudo para afiar a espada e remoldar a armadura. Ganhei novas armas, o que ajuda, mas não ganha a batalha. A verdade é que o relógio anda disparando cada vez mais cedo, e isso é o que mais assusta. O pior de tudo é fingir que ele não estala. Dessa vez pelo menos eu não tapei os ouvidos.. um avanço.

O mais importante é não perder o controle. Ninguém consegue arrancar uma cabeça sem antes sentir a espada leve nas próprias mãos. Talvez seja esse o maior desafio.

4 comentários:

Carrie Bradshaw Tupiniquim da Silva disse...

A pressão tá forte, né, Alê? Sei como é... não só dos outros mas do nós mesmos, de nos sentir uma potência por dentro e sem chance de mostrar isso... por convenções, burocracias e preconceitos...
Bem, eu estou para tomar uma séria decisão... depois te conto. Não vou abrir o jogo no blog.
beijos e se cuida!
p.s. fiquei curiosa sobre as duas armas rss

Carrie Bradshaw Tupiniquim da Silva disse...

A pressão tá forte, né, Alê? Sei como é... não só dos outros mas do nós mesmos, de nos sentir uma potência por dentro e sem chance de mostrar isso... por convenções, burocracias e preconceitos...
Bem, eu estou para tomar uma séria decisão... depois te conto. Não vou abrir o jogo do blog.
beijos e se cuida!
p.s. fiquei curiosa sobre as duas armas rss

Cristina disse...

Posso te falar uma coisa que ouvi essa semana?
"Nós somos nosso próprio obstáculo"
Tanto para o bem qto p/ o mal, quer dizer, a gente se cobra demais e às vezes se esquece dessa "energia potencial". O mesmo vale qdo ficamos encontrando a culpa de tudo o que dá errado fora de nós mesmos. Auto-conhecimento é a chave, o começo de tudo.
Vixi, filosofei, hein?
Tudo de bom pra vc!
beijos! ;]

Caroline Witt disse...

o problema é querer sem sacrifício.
é passar pelos outros sem compreensão.
e exigir que te entendam.
todos somos assim. é a lei do menor esforço. é aquela vontade de não sentir dor (excluindo o masoquismo da história). é todo aquele troço de interpretações, que faz com que as pessoas não pensem iguais e daí surgirem as "falhas de comunicação".
é tudo aquilo que tu exige de ti mesmo, com mais convicção e fervor que os outros (eles estão preocupados com o próprio umbigo, a exigência alheia não é tão dirigida assim para ti).

e o "tu" usado nas frases acima pode ser qualquer um de nós. eu, tu, os outros, todos nós, ou mesmo ninguém, por que não? :o)