quarta-feira, 29 de dezembro de 2004

the lunatic is on the grass..



(Syd Barrett - em foto de 2002)
Encontrei essa foto no fotolog de uma amiga (fotolog.net/bluesgirl). Bom, pra quem não se situou, esse pacato senhor aí é um dos maiores compositores de música pop que já passou pela face da Terra. Aliás, um dos poucos gênios vivos do Rock and Roll. Foi o responsável pelo desenvolvimento de uma singela estética musical chamada psicodelia. Em resumo, boa parte do que se produziu musicalmente nos últimos 34 anos no terreno da música pop tem influência direta do que esse agora discreto inglês produziu em 4, 5 anos de atividade musical no fim dos anos 60/começo dos 70. Em carreira solo, ou nos "early years" da banda Pink Floyd.
Bom, quem ainda não se situou e quiser saber mais, é só entrar em contato comigo que eu "apresento" o nosso caro lunatic.. hehe.. Música de altíssima qualidade.
Segundo boatos, hoje ele vive com a mãe e trabalha com jardinagem. Um poente digno pra um super-poeta que "pirou" um pouco antes dos pobres demais mortais.

recomendando: "Janela da alma" e um (bom) programa novo

Esse final-de-semana assisti ao documentário "Janela da alma". Excelente. O dito filosofa sobre a visão e sua importância (ou não) para as relações humanas. A melhor parte é a da entrevista com um fotógrafo cego francês... pois é.. e a gente ainda reclama das nossas capacidades. Fiquei abismado. Sem falar nas entrevistas com José Saramago e com o Win Wenders (o cineasta; acho que é assim que se escreve). Enfim, um excelente filme. Recomendo.
No mais, ontem estava assistindo TV (coisa que está ficando cada vez mais rara) na Globo quando tive uma boa supresa. Aquele tal de "programa novo". Achei bem interessante a idéia: um programa que fala sobre como fazer um programa. Não sei pq lembrei do Jerry Seinfeld.. hehe. Mas eu gostei. Aliás, qndo comecei a assistir achei que fosse detestar, pois é da mesma turma de atores que fez aquele "sexo frágil" (eu pessoalmente achava uma merda aquele programa.. hehe). Porém, o programa se superou. Tem um roteiro muito bom, é bem criativo. É daquelas coisas que só se vê em tv paga ou na TV Cultura. Não sei, posso tá sendo meio precipitado (é o primeiro programa).. mas pra média do que está aí na nossa programação televisiva, achei muito bom. Também recomendo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2004

quem te viu, quem te vê...

Eu encontrei isso num canto de página da Folha de S. Paulo, a mesma que "soltou os cachorros" encima da nossa cara Marta Suplicy. Interessantíssimo como esses dados não apareceram durante o período eleitoral.. hehehe.. e olha que esse é o meu meio de informação preferido...
Bom, eles deixam num canto de página, mas eu vou colocar na página principal do meu blog. Contra-informação é o que há, meu caro(a)!.. hehehe..
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Prefeitura beneficia mais famílias


DO ENVIADO ESPECIAL
Os programas sociais Renda Cidadã e Viva Leite, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), atendem menos do que o Renda Mínima e o Leve Leite, da Prefeitura de São Paulo, que até o dia 31 é administrada por Marta Suplicy (PT).
De acordo com a Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, 60 mil famílias são beneficiadas pelo Renda Cidadã. Cada uma recebe R$ 60 mensais. No próximo ano, outras 40 mil deverão se somar, oriundas do Alimenta São Paulo (distribuição de cestas básicas), que será desativado gradativamente.
O Renda Mínima, da Prefeitura de São Paulo, atende, de acordo com a Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade, a 178 mil famílias, com um complemento médio de R$ 120, segundo a prefeita Marta Suplicy.
Neste ano, enquanto o Estado reservou R$ 43,2 milhões para o pagamento do benefício, dos quais R$ 39,5 milhões haviam sido gastos, a prefeitura tinha uma dotação de R$ 187,6 milhões, mas, até a semana passada, foram pagos R$ 148,9 milhões. O Estado tem uma população de 37 milhões de habitantes, enquanto a capital abriga aproximadamente 10 milhões de pessoas.
Leite
Na distribuição de leite, o programa municipal também é mais abrangente que seu similar promovido pelo Estado. A assessoria de imprensa da Secretaria do Abastecimento da Prefeitura de São Paulo informou que são atendidas 970 mil crianças. Cada aluno das escolas de ensino fundamental recebe dois quilos de leite (o produto é fornecido em pó; cada quilo dá para fazer, segundo a secretaria, 7,7 litros de leite); os da escola de ensino infantil e creche recebem um quilo.
A prefeitura gasta aproximadamente R$ 90 milhões por ano com o programa, que é mantido durante o período escolar. O 1,4 milhão de quilos distribuídos mensalmente é suficiente para 10,7 milhões de litros por mês, ou 97 milhões de litros por ano.Já o Viva Leite, da Secretaria Estadual da Agricultura, deve atender neste ano a 740 mil pessoas, a um custo de cerca de R$ 147 milhões. Segundo dados do Sigeo (Sistema de Gerenciamento da Execução Orçamentária), disponíveis aos deputados na Assembléia Legislativa, o governo do Estado já gastou R$ 131,7 milhões desse valor. O produto é servido in natura, e não em pó, como faz a prefeitura. O Estado deverá distribuir neste ano 130 milhões de litros de leite tipo C, com teor de gordura mínimo de 3%, enriquecido com ferro.
A Prefeitura de São Paulo não tem um programa similar ao Alimenta São Paulo, que distribui cestas básicas a famílias carentes.
(FSP - 27/12/2004 - caderno Brasil - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2712200403.htm)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

"rapidinhas" musicais..





("Plastic Fang" -Jon Spencer Blues Explosion- e "R" -Queens of the Stone Age-)
Hoje estava rodando essas duas "figurinhas" na minha vitrola (tb conhecido por toca-cd.. hehe).
Pra quem curte um bom rock and roll de raíz, são duas dicas interessantes. Não é nada novo, mas de extrema qualidade. O da esquerda é de 2002, o da direito de 2000.
Pra quem curte algo numa linha mais Blues, bem cru, Jon Spencer é excelente. Pra mim, esse é um dos melhores álbuns de rock-blues que eu já escutei. O som é guitarra-bateria-voz, não tem baixo. Uma espécie de "proto-white stripes"..hehe. Toques rápidos, básicos. Excelente. Se tem um som que me faz "eletrificar" na hora é esse. Em suma, o essencial do rock.
Já pra quem gosta de algo mais pesado, QOTSA é a banda. Bom, pelo menos pra mim não tem nada melhor que seja ao mesmo tempo pesado (meio metal) e extremamente sofisticado. Tem algumas músicas que até me lembram Beatles. Aliás, acho o som deles um cruzamento de toques a la Beatles com uma "pegada" metaleira. Guitarras pesadas junto com palminhas e vocais trabalhados. Na verdade é isso que me atrai, pois nunca fui um fã de som pesado (generizamente falando). Eles conseguem fazer um som forte sem ter aquela aura, digamos, "messiânica" das bandas de metal..hehe.
Bom, uma boa parte das pessoas que lêem esse blog já tão carecas de saber sobre o som aí decima. Mas para aqueles que não conhecem e gostam de rock, são dois Cds de primeira linha. Não me canso de escutar, muito pelo contrário.

"Antes do verbo, era o silêncio"

Achei excelente essa crônica do Rubem Alves. Faço questão de transcrever aqui. Assino embaixo cada linha. Precisamos aprender a contemplar mais os espaços vazios e o silêncio. É tão simples.. e difícil ao mesmo tempo.
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Ouvir para aprender


Rubem Alves colunista da Folha


De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, da vida em conjunto e da cidadania é a audição. Disse o escritor sagrado: "No princípio era o verbo". Eu acrescento: "Antes do verbo, era o silêncio". É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim -para ouvir as vozes do silêncio.
Veja esse poema de Fernando Pessoa, dirigido a um poeta: "Cessa o teu canto!/ Cessa, que, enquanto/ O ouvi, ouvia/ Uma outra voz/ Com que vindo/ Nos interstícios/ Do brando encanto/ Com que o teu canto/ Vinha até nós.// Ouvi-te e ouvi-a/ No mesmo tempo/ E diferentes/ Juntas cantar./ E a melodia/ Que não havia./ Se agora a lembro,/ Faz-me chorar". A magia do poema não está nas palavras do poeta. Está nos interstícios silenciosos que há entre as suas palavras. É nesse silêncio que se ouve a melodia que não havia. Aí a magia acontece: a melodia me faz chorar.
Não nos sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa pára por não haver o que dizer, tratamos logo de falar qualquer coisa, para pôr um fim ao silêncio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, nós dois, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o chão? Nada temos a falar. Esse silêncio é como se fosse uma ofensa. Aí falamos sobre o tempo. Mas nós dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.
Os orientais entendem melhor do que nós. Se não me engano, o nome do filme em que vi esta cena é "Aconteceu em Tóquio". Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras. A filosofia ocidental é obcecada pela questão do ser. A filosofia oriental, pela questão do vazio, do nada. É no vazio da jarra que se colocam flores.
O aprendizado do ouvir não se encontra em nossos currículos. A prática educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. A menininha, Andréa, voltava do seu primeiro dia na creche. "Como é a professora?", sua mãe lhe perguntou. Ao que ela respondeu: "Ela grita...". Não bastava que a professora falasse. Ela gritava. Não me lembro de que minha primeira professora, dona Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esganiçados que vinham da sala ao lado. Um único grito enche o espaço de medo. Na escola, a violência começa com estupros verbais.
Milan Kundera conta a estória de Tamina, uma garçonete: "Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo? Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra -"É exatamente como eu, eu...'- e começa a falar de si, até que a primeira consiga, por sua vez, cortar -"É exatamente como eu, eu...".
Essa frase parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar, à força, o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro".
Será que era isso o que acontecia na escola tradicional? O professor se apossando do ouvido do aluno (pois não é essa a sua missão?), penetrando-o com a sua fala fálica e estuprando-o com a força da autoridade e a ameaça de castigos, sem se dar conta de que no ouvido silencioso do aluno há uma melodia que se toca. Talvez seja essa a razão por que há tantos cursos de oratória, procurados por políticos e executivos, mas não de "escutarória". Todo mundo quer falar. Ninguém quer ouvir. Todo mundo quer ser escutado. (Como não há quem os escute, os adultos procuram um psicanalista, profissional pago do escutar.) Toda criança também quer ser escutada. Encontrei, na revista pedagógica italiana "Cem Mondialità" a sugestão de que, antes de iniciarem as atividades de ensino e aprendizagem, os professores se dedicassem por semanas, talvez meses, a simplesmente ouvir as crianças. No silêncio das crianças, há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência.
A inteligência é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar as crianças para que a sua inteligência desabroche.
Sugiro então aos professores que, ao lado da sua justa preocupação com o falar claro, tenham também uma preocupação com o escutar claro. Amamos não a pessoa que fala bonito, mas a pessoa que escuta bonito. A escuta bonita é um bom colo para uma criança se assentar...


Rubem Alves, 71, que um menininho descreveu como "um homem que gosta de ipês amarelos", e um outro, como "um velhinho que conta estórias", relê bem devagar o "Livro do Desassossego", de Bernardo Soares (Fernando Pessoa), uma obra que nunca se termina de ler.
www.rubemalves.com.br - (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/sinapse/sa2112200415.htm)

domingo, 19 de dezembro de 2004

Placebo no Brasil

Essa notícia é pra deixar a minha amiga Carol W. angustiada (hehe..) :
As casas indies paulistanas já podem preparar sem maiores constrangimentos um "especial Placebo" por semana, daqui até meados de março. Chegou a confirmação nas EMI sul-americanas da bendita vinda para o terceiro mês de 2005 da banda de mr. (?) Brian Molko. Saiu na revista "Les Unrockuptibles" argentina a notícia de que finalmente o Placebo vem excursionar por Chile, Argentina e Brasil.O Placebo é uma das bandas indies mais queridas dos indies latinos. Aqui no Brasil DJs de toda festa de rock é assombrado com o pedido de "Toca Placebo", a versão anos 90 para o "Toca Raul".No Chile, amigo meu jura que a banda é mais popular que o Radiohead. Na Argentina, chamam o grupo de Molko de "o novo The Cure".A primeira vinda do Placebo para estes lados de cá se dá para a promoção da coletânea "One More with Feeling", a compilação de singles de 1996-2004 que acaba de ser lançada no Brasil.O disco traz 17 lados A da banda, tipo as campeãs "Nancy Boy", "Every You Every Me" e "Especial K", além de duas inéditas: "I Do" e "Twenty Years".
A cópia que sai aqui é a inglesa, só com um CD. A americana traz um disco extra de remixes. Tem dez versões dance, como "Special K" remixada por Timo Maas; "Without You I'm Nothing", com David Bowie e mexida pelo Unkle e "Pure Morning", "tratada" pelo Les Rythmes Digitales, entre outras.
E eu fui um ignorante em Placebo todo esse tempo. Só agora estou (re)descobrindo. Aliás, graças a esse ser aí decima que está me abastecendo com as MP3s dela. Por que se dependesse de mim, a preguiça domina.. hehe.. mas estou gostando. É da linha de som que eu sou fã: melancolia, "angústia sonora", letras consistentes. Enfim, música pop de primeira linha.





(Brian Molko e sua trupe)

duas leis, duas polêmicas

Estão tramitando no Congresso dois projetos de lei que vão dar pano pra manga. Coloco aqui pra que os doutos se informem e emitam opinião. Só pra constar, sou a favor e concordo com as duas.
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Projeto de Lei: Institui a profissão de trabalhadores da sexualidade e dá outras providências.
Fonte: Câmara dos Deputados 13/12/04

PROJETO DE LEI Nº 4244/2004

( Do Sr. Eduardo Valverde)

Institui a profissão de trabalhadores da sexualidade e dá outras providências.

O Congresso Nacional Decreta:


Art.1º - Consideram-se trabalhadores da sexualidade toda pessoa adulta que com habitualidade e de forma livre, submete o próprio corpo para o sexo com terceiros, mediante remuneração previamente ajustada, podendo ou não laborar em favor de outrem.

Parágrafo Único: Para fins dessa lei, equiparam-se aos trabalhadores da sexualidade, aqueles que expõem o corpo, em caráter profissional, em locais ou em condições de provocar apelos eróticos, com objetivo de estimular a sexualidade de terceiros.

Art.2° - São trabalhadores da sexualidade, dentre outros:

1 – A prostituta e o prostituto;

2 – A dançarina e o dançarino que prestam serviço nus, seminus ou em trajes sumários em boates, dancing’s, cabarés, casas de “strip-tease” prostíbulos e outros estabelecimentos similares onde o apelo explícito à sexualidade é preponderante para chamamento de clientela;

3 – A garçonete e o garçom ou outro profissional que presta serviço , em boates, dancing’s, cabarés, prostíbulos e outros estabelecimentos similares que tenham como atividade secundária ou predominante o apelo a sexualidade, como forma de atrair clientela;

4 – A atriz ou ator de filmes ou peças pornográficas exibidas em estabelecimentos específicos;

5 – A acompanhante ou acompanhante de serviços especiais de acompanhamento intimo e pessoal de clientes;

6 – Massagistas de estabelecimentos que tenham como finalidade principal o erotismo e o sexo;

7 – Gerente de casa de prostituição.

Art.3º- Os trabalhadores da sexualidade podem prestar serviço de forma subordinada em proveito de terceiros, mediante remuneração, devendo as condições de trabalho serem estabelecidas em contrato de trabalho.

Art.4º- São direitos dos trabalhadores da sexualidade, dentre outros:

a – Poder expor o corpo, em local público aberto definido pela autoridade pública competente;

b – Ter acesso gratuito aos programas e ações de saúde pública preventiva de combate às doenças sexualmente transmissíveis;

c – Ter acesso gratuito aos esclarecimentos das autoridades de saúde pública sobre medidas preventivas de evitar as doenças socialmente previsíveis;

Art.5º - Para o exercício da profissão de trabalhador da sexualidade é obrigatório registro profissional expedido pela Delegacia Regional do Trabalho. §1º - O registro profissional deverá ser revalidado a cada 12 meses.

§2º - Os trabalhadores da sexualidade que trabalham por conta própria deveram apresentar a inscrição como segurado obrigatório junto ao INSS, no ato de requerimento do registro profissional.

§3º - Para a revalidação do registro profissional será obrigatório a apresentação da inscrição como segurado do INSS e do atestado de saúde sexual, emitido pela autoridade de saúde pública.

Art.6º- É vedado o labor de trabalhadores da sexualidade em estabelecimentos que não tenham a autorização das autoridades públicas em matéria de vigilância sanitária e de segurança pública.

Art.7º - Os trabalhadores da sexualidade poderão se organizar em cooperativas de trabalho ou em empresas, em nome coletivo, para explorar economicamente prostíbulos, casas de massagens, agências de acompanhantes e cabarés, como forma de melhor atender os objetivos econômicos e de segurança da profissão.

Art.8º - O trabalho na prostituição é considerado, para fins previdenciário, trabalho sujeito às condições especiais.

JUSTIFICAÇÃO

As opiniões acerca da prostituição são diversas, tanto na sociedade brasileira como em outros países, do mesmo modo como são variadas as concepções políticas em relação ao tema. Na Holanda, por exemplo, a prostituição é legalizada e ordenada juridicamente afim de adequá-la à realidade atual e de melhor controlá-la, impondo regras para sua pratica e penas aos abusos e transgreções.

Assumindo a premissa de que milhares de pessoas exercem a prostituição no Brasil, proponho este projeto com intuito de regulamentar a atividade, estabelecer e garantir os direitos destes trabalhadores, inclusive os previdenciários. Fica estabelecido ainda o acesso gratuito aos programas e ações de saúde pública preventiva de combate às doenças sexualmente transmissíveis, bem como à informação sobre medidas preventivas para evitá-las.

A prática da prostituição em território brasileiro passará a ter, entre outras exigências, a necessidade de registro profissional, a ser emitido pela Delegacia Regional do Trabalho e renovado anualmente. Esta e outras medidas previstas neste projeto de lei visam dotar os órgãos competentes de melhores condições para controlar o setor e, assim, conter os abusos.



Sala das Sessões em,


EDUARDO VALVERDE Deputado Federal
Projeto de Lei: Fica extinto o pagamento de assinatura básica e taxa de consumo mínima para as empresas prestadoras de serviços de telefonia, água, energia elétrica, gás, e televisão por assinatura.
Fonte: Câmara dos Deputados 13/12/04

PROJETO DE LEI Nº 4269/2004

(Do Senhor Alberto Fraga)

Fica extinto o pagamento de assinatura básica e taxa de consumo mínima para as empresas prestadoras de serviços de telefonia, água, energia elétrica, gás, e televisão por assinatura.


Art. 1º Fica extinto o pagamento de tarifas e taxas de consumo mínimas ou de assinatura básica, cobradas pelas concessionárias prestadoras de serviços de água, luz, gás, tv a cabo e telefonia, devendo o consumidor arcar apenas com o pagamento do efetivo consumo ou uso do produto ou serviço disponibilizado pela concessionária.

Parágrafo único: As concessionárias de que trata o caput somente poderão cobrar pelo serviço disponibilizado, aferido individualmente por cada consumidor, ficando impedidas da cobrança de tarifa, taxa mínima ou assinatura básica de qualquer natureza e a qualquer título.

Art. 2º O não cumprimento do disposto no art. 1º implicará na aplicação, pelo órgão responsável das penalidades previstas na lei

Art. 3º O Poder Executivo regulamentará a presente Lei no prazo de sessenta dias, a contar de sua publicação,

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO


A cobrança de assinatura básica e o pagamento de taxas mínimas de consumo são comuns nas empresas de telefonia, energia elétrica e de água entre outras que também disponibilizam produtos ao consumidor.

Ocorre que a cobrança da tarifa mínima, penaliza o consumidor que economiza na utilização do produto, mas paga pelo que não consome.

A cobrança da forma como é feita desequilibra ainda mais a relação empresa e consumidor, sendo esse severamente prejudicado. Tal fato atinge principalmente a parcela mais pobre da população e traz efeitos reflexos para a qualidade de vida de toda a família.

O valor corretamente cobrado, pela exata quantidade consumida não onera as empresas operadoras dos serviços, mas contribuirá para uma forma mais justa da cobrança das suas tarifas.

Já existe norma semelhante aprovada no Distrito Federal, com resultados que indicam a perfeita exequibilidade em todo o país.

Por entender que o presente dispositivo significará sensível e justo benefício para toda a sociedade, solicito o apoio dos nobres colegas parlamentares

Sala das Sessões, 18 de outubro de 2004.

DEPUTADO ALBERTO FRAGA

(fonte: OAB-SP)

terça-feira, 14 de dezembro de 2004

pequenos grandes momentos do meu cotidiano entediante..

Estava eu passeando pelo Extra (hipermercado) ontem à noite, dando uma geral, quando resolvi entrar na sessão de Cds (meu ponto fraco). Reparo num "estande" de promoções por R$9,90 (coisa de pão-duro..hehe). Aproximo-me e visualizo uma miragem.. ou melhor, isto aqui:





(John Lennon - Imagine, o álbum)

Dei uma olhada geral em volta pra ver se outros interessados também o haviam localizado. No fundo, na minha frente, uma gordinha me fita nos olhos por alguns segundos.. e vai em direção ao CD. Eu não perdi tempo, saí na direção oposta, em alta velocidade. Ela também aumentou a velocidade... pensei: "não pode ser.. ela não tem cara de fã dos Beatles.."

Por sorte minha, ela parou duas "fileiras" antes e sacou um CD do Wando. Fiquei aliviado. Catei o dito cujo aí de cima (único exemplar) e parti pro caixa, mas no caminho fui refletindo: Alguma coisa está fora do lugar.. ou as lojas de varejo realmente pegaram pesado na queima de estoque ou as grandes pérolas da música pop estão perdendo o seu valor e sendo renegadas. Enfim, o descuido com a memória musical é maior do que eu imaginava.

Eu me recuso a aceitar que o melhor álbum solo de um ex-beatle e um dos clássicos da música pop tenha o mesmo valor que um sanduíche "Big Mac" do McDonalds. Isso não entra na minha cabeça. De duas uma: ou o sanduíche tá sobrevalorizado ou o CD tá hiperdesvalorizado.

Não tô fazendo apologia nem defendo CD caro. Porém, não vejo aí nenhuma política de preços baixos, mas sim um definhamento da boa memória musical.

sábado, 11 de dezembro de 2004

"jus postulandi"

Finalmente.. desde o final da tarde desta sexta-feira passada eu sou oficialmente advogado.
Poxa, durante a cerimônia estava refletindo. Relembrando de mim mesmo no começo de 1999: "Será que lá em 2003, 2004 eu serei um advogado? Será que vou conseguir? Já pensou?".... e hoje estou aqui. Formado, com o poder constitucional de postular em juízo. Enfim, aquilo que a própria Carta Magna denomina como um agente essencial à administração da Justiça.
Agora estou num ponto de encruzilhada, e com outros desafios. O que farei da vida?.. Vou atrás dos escritórios e tento começar do zero, trabalhando como um "escragiário" de luxo? (esses dias estava passeando pela comunidade da OAB na orkut e tem advogado com especialização e com 6 anos de experiência procurando trabalho!.. desanima..) ..ou parto de vez para os concursos mais "pesados", descolando um emprego temporário pra sobreviver (e ajudar em casa) esperando pelo belo dia que poderei me tornar um agente público e gozar de um mínimo de estabilidade profissional?
São as variáveis... mas a verdade é que não tenho muitas opções. Não posso deixar as oportunidades passarem, como já deixei outras vezes. Não posso me acomodar, como já fiz várias vezes. Tenho que aproveitar que estou com as cartas boas na mão e joga-las na mesa.. sem medo de perder o jogo.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2004

spotless mind..



(Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças - capa da trilha sonora)

Assisti nesse final-de-semana passado.. muito bom! Acredito que o melhor papel que o Jim Carrey já fez.. roteiro bem feito.. segundo minha mãe, "maluco".. hehe.. Resumindo, a história de um pacato cidadão que resolve apagar da sua memória um relacionamento amoroso.. pra isso contrata uma empresa especializada no assunto. O problema é que no meio do processo, o rapaz desiste da idéia (no contrato, a empresa limparia as recordações numa noite de sono) e fica preso nas próprias memórias, sem poder acordar... tentando de alguma maneira reverter o processo e vendo suas memórias sendo deletadas uma a uma..

Já imaginou? que situação angustiante? Alguém apagando suas memórias e você tentando salvá-las? Não consigo imaginar tortura pior... hehehe.. (recomendo! ..já tem nas locadoras).

o arquivo morto II..

Pois é, nada como a presença física pra resolver as coisas.. hehe. É engraçado como as pessoas mudam qndo em vez de só escutar a sua voz, enxergam a sua cara.
Baixei em Itatiba ontem. Chegando na escola, as duas secretárias sentadas na escadaria de entrada.. conversando e fumando (uma delas). O expediente devia estar beeemmm agitado..hehe. Entrei, me identifiquei, disse que era o chato do telefone (não literalmente óbvio, não cheguei a ser tão irônico assim..hehe): "Então fulana, eu sei que vocês estão em final de ano, mas eu preciso com grande urgência dessa certidão.. vou prestar um concurso e se eu passar e não estiver com o diploma da facul em mãos eu não vou poder assumir o cargo.. ou seja, vou ficar no prejuízo.."; conversa vai, conversa vem.. eu:"Vou prestar o concurso do INSS.." ela: "ah é?.. eu também!.." Putz!!... era só o que me faltava.. além de torrar minha paciência, a dita vai ser minha concorrente!!!.. é mole? hehehe..
"Então Alexandre, o problema é que como você se formou em 98 o histórico está fechado no arquivo morto..." (ráios!! eu quase não me contive em perguntar o que há de tão temeroso nesse arquivo morto.. mas fiquei na minha; estava quase com a certidão em mãos, obtendo progressos, não ia ser agora que eu ia estragar as coisas.. vai que a mulher tem algum surto psicótico se eu tentasse desvendar o enigma..hehe) "..de qualquer maneira, eu vou deixar um recado pro fulano e ele vai providenciar pra amanhã, pode ser?.. ele já vê cedo pra você isso" (tinha dito que precisa sem falta até o final da semana) "ok fulana, obrigado.. amanhã eu passo aqui pra pegar então.. você vê um protocolo de requerimento pra mim?"; fui embora.
Voltei hoje. Ela cheia das gracinhas: "Tá pronto.. olha só o tamanho do recado que eu deixei pra ele.." -e dá uma risadinha irônica, mostrando uma folha com a anotação do pedido-. Eu não entendo, afinal... é obrigação dela. Esse histórico é um documento público (a escola é particular, mas a educação é um serviço público.. no caso, cedido em concessão pra eles), e ela não pode se negar a extrair a certidão nem cobrar pela dita (isso tá disposto em lei; aliás, até pensei em levar junto a dita caso a coisa esquentasse mas desisti..). Bom, pelo menos ela foi educada.. até descobri que o filho dela estudou junto comigo, na mesma época..
Enfim, ela me deu a certidão e eu fui embora tranqüilo. Mas eu fiquei refletindo.. como as pessoas são idiossincráticas. Como deixam coisas simples se tornarem um tormento que fica entulhando a nossa cabeça. Falta um mínimo de exercício de empatia, de se colocar no lugar do babaca e pensar: "Poxa, isso deve ser algo importante pra ele lá.. imagine se eu estivesse numa situação dessas?"..
Talvez seja um reflexo de algo maior, de uma indiferença coletiva.. algo que se exacerba numa sociedade que ao mesmo tempo infla seu ego e esvazia.. deixando uma grande bolha amorfa e sem sentido.. como diz uma amiga minha, "that´s it".

segunda-feira, 6 de dezembro de 2004

o arquivo morto..

É impressionante como existem certas situações, muitas vezes estupidamente simples, que são capazes de estressar a gente de uma forma violenta.
Bom, no começo da semana passada fui dar entrada na papelada para retirar o meu diploma de formado na PUC (isso pq faz quase 1 ano que me formei; já tinha a papelada toda juntada mas deixei de lado por causa da OAB e esqueci..). Seguei lá, o rapaz começa a conferir a papelada: "bom Alexandre, tá faltando aqui a cópia autenticada do histórico escolar do 2º grau.. esse que está aqui é do 1º (...) peraí que eu vou verificar lá nos arquivos.."; cinco minutos depois: "realmente, não consta nada lá.." (qndo entrei na facul, somente me exigiram o certificado de conclusão do 2ºgrau; o histórico escolar eu nem tinha recebido); "bom, você vai ter que pegar uma certidão com o pessoal do colégio.." ..e volto eu pra casa com toda a papelada.
Chego, pego a lista telefônica de Itatiba (fiz o último ano do 2º grau lá).. viro, viro, viro.. e nada de achar o número da escola. Apelo pra moçinha-robô da Telefonica. Depois de uns 5 minutos falando com uma gravação, eu consigo o número.
Ligo lá (isso terça-feira da semana passada) a moça me atende, eu me explico, e: "ah sim... mas você tem que falar com a Ana, ela é a responsável por isso.. ela tá em horário de almoço.. você pode ligar denovo na parte da tarde?". --- Ligo por volta das 4 da tarde: "Cleyton, boa tarde.." (explico a situação denovo); "Ela já foi embora, mas deixa seu nome que eu passo pra ela.." --- Ligo novamente, na quarta. Cleyton atende novamente e eu explico denovo: "Pois é.. vc se formou em 98 né?.. é que a gente tem que ver lá no arquivo morto.. mas nos entraremos em contato." --- (passa quinta, sexta.. o final-de-semana) Ligo hoje, segunda: "Gabriela, pois não?" (a mocinha da primeira ligação); explico-me mais uma vez.. "Só um minuto.." (escuto um murmurinho de vozes ao fundo no telefone) "Então Alexandre, é que a gente tem que subir lá no arquivo morto pra tirar a certidão.. você não pode ligar mais pro final da semana?".
Nem preciso dizer que eu já estava puto. Nessa altura, eu já tinha dito várias vezes que precisava dessa certidão com uma certa urgência pra poder dar entrada no diploma, sem o qual eu não tomo posse se passar no concurso que estou prestando (a prova é dia 30/01 - no sistema da extremamente ágil sacrosanta Pontíficia Universidade Católica de Campinas, um diploma fica pronto em 165 dias, ou seja, 6 meses!!!!... entrando com um requerimento de urgência, eu consigo diminuir esse prazo; mesmo assim, temo que não dê tempo).
Afinal, é tão difícil assim subir no ráio do arquivo morto e pegar o histórico?????????!!!!!... a decisão: quarta-feira eu baixo lá em Itatiba e só saio de lá com a certidão.
Parece aqueles contos de suspense de segunda categoria... "ohh!.. o arquivo morto..." "é uma área proibida.." "cuidado!.. quem subiu lá nunca mais voltou.." "no arquivo morto.. não pode ser?!.. será?!.. é isso mesmo?!.." .. é de deixar qualquer um com o saco na lua (desculpem a expressão, mas é a realidade). Tão simples, tão fácil... se tem que subir, é só subir uma escada.. ninguém vai morrer.. ou vai? Será que os excelentíssimos funcionários do Objetivo de Itatiba vão cansar muito de dar alguns parcos passos, conferir o arquivo... letra "A", ano 98, formandos..
Definitivamente, ser humano é um bicho complexo..... (e estressado também....)

nariz de palhaço, o retorno..

"A polícia de São Paulo tem informações desde setembro de 2003 de que o Banco Santos fazia remessas de dinheiro para fora do país, ' legais ou não', como descreve um relatório. Duas empresas eram usadas na operação: a European e o Bank of Europe.
A European foi aberta em setembro de 2002 pela irmã do banqueiro Edemar Cid Ferreira (Edna Ferreira de Souza e Silva) e por um ex-executivo do Banco Santos (Ricardo Russo Candido de Souza), segundo o cadastro da empresa na Junta Comercial.
As investigações iniciais do Banco Central no banco de Edemar, sob intervenção desde 12 de novembro, confirmam algumas das informações da polícia. O Bank of Europe era um dos principais canais usados pelo Banco Santos para remeter dinheiro para paraísos fiscais."
( trecho de reportagem da Folha de S. Paulo - 06/12/2004 - p. B8)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

"Creative Commons"

Acho essa iniciativa excelente, faço questão de transcrever a reportagem aqui.
O conceito tradicional de direito autoral está fadado a sumir do mapa. Com toda a tecnologia de informação e troca das mesmas hoje em dia, não há como estabelecer um controle nos moldes tradicionais. O artista musical que quiser sobreviver hoje em dia tem que esquecer o "copyright" e partir pra ganhar dinheiro com shows, DVDs.. outras iniciativas de sustento que impliquem em espalhar a sua arte e ganhar dinheiro encima do alcance da mesma, principalmente na internet.
Ademais, gosto de uma resenha do Tom Zé que vem na contra-capa de um de seus álbuns e que eu tenho aqui em casa ("Jogos de Armar -faça você mesmo"). Lá ele diz que nesse início de século o artista inovador da lugar ao artista "plágio-combinador". Nada mais se cria, tudo são "colagens", de onde surge algo novo e artisticamente relevante. É isso aí...
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ENTRETENIMENTO
Licença permite ao usuário distribuir e remixar arquivos; veja sites com canções nacionais para baixarArtistas divulgam música sem restrição


JULIANO BARRETO FREE-LANCE PARA A FOLHA
Músicos brasileiros famosos e menos conhecidos já começaram a aderir ao formato de distribuição da licença Creative Commons. Criada para servir como opção à troca ilegal de músicas pela internet e impulsionar a criatividade dos artistas, a licença permite que os usuários copiem e troquem os arquivos de música digital e, em alguns casos, possam até mesmo editá-los."A Creative Commons permite um acesso mais amplo à música. O consumidor não fica restrito a ouvir um CD. Ele pode distribuir a música pela internet, fazer mixagens ou até compor uma nova letra usando a canção original", afirma Carlos Afonsso Pereira de Souza, coordenador-adjunto do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas, entidade responsável pela adaptação da Creative Commons para as leis vigentes no Brasil.
Onde encontrar
Entre os artistas brasileiros que já dispõem de músicas para download nesse formato de distribuição, os mais diversos estilos estão representados. Quem aprecia batidas dançantes deve visitar sites como o do DJ Dolores (www.candeeiro.com.br/djdolores.html), o de Alex Mono & Modal Transgress (www.alexmono.com.br) e o do grupo Gerador Zero (www.geradorzero.com). Outra opção é o site www.recombo.art.br, que traz canções, textos e vídeos de diferentes artistas.
Quem prefere ritmos mais calmos deve acessar as páginas do Axial (www.axialvirtual.com) e da banda alternativa Luísa Mandou um Beijo (www.luisamandouumbeijo.8k.com). Outras canções podem ser baixadas em www.mombojo.com.br e em www.invernia.com.br.
Apesar da maioria de artistas alternativos, a Creative Commons também atrai músicos mais famosos, como o ministro da Cultura, Gilberto Gil (que colocou uma música sob esse tipo de licença). "A Creative Commons é aberta a todos os artistas e serve como um meio de divulgação que atinge uma gama de usuários muito maior", acredita Souza.
É importante lembrar, no entanto, que a licença protege os direitos autorais e não permite a comercialização das músicas.No site oficial da Creative Commons (creativecommons.org), há um sistema de busca para encontrar músicas, vídeos e livros que usam a licença de livre divulgação. Na mesma página, também há informações para artistas que tenham a intenção de utilizar a licença para distribuir suas músicas.
Novo Napster
Enquanto a Apple domina o mercado de venda de músicas on-line com o site iTunes, o Napster (serviço pioneiro de trocas ilegais, que se transformou em sistema de loja virtual) adota estratégias mais agressivas para ganhar espaço. Segundo o site The Register (www.theregister.co.uk), a empresa passará a vender músicas em papelarias e lojas de conveniência na Inglaterra.
As lojas reais venderão planos de assinatura mensais que, de acordo com o valor pago, permitirão que o usuário baixe de dez a 33 músicas.
Acordo de gigantes
As músicas das gravadoras Universal, Sony BMG e Warner serão vendidas por um único site no início de 2005. A empresa responsável pela futura loja anunciou que o serviço funcionará de forma parecida com os programas de troca de arquivos P2P, como o KaZaA e o antigo Napster.

Viola, minha viola...

Hoje finalmente tomei vergonha na cara e levei meu violão pro concerto.
Descobri que uma pessoa aqui perto fazia o "remendo". Uma casa simples, com um anúncio discreto, escrito numa tinta amarela opaca junto à maquete de um violão antigo. Aperto a campainha e surge um senhor, com certeza com mais de 70 anos, bem simpático... olha pro violão e sentencia: "Isso é simples, já vi coisas bem piores.." (meu violão está com o braço quebrado; e as cordas estão em péssimo estado). Pensa um pouco e diz o preço: "faço por 50 reais pra você.."
Sinceramente, não achei caro. Ainda mais levando em conta os preços atuais dos violões. Se o meu voltar a tocar, mesmo que com uma desafinação congênita, já está bom. Ando sentindo falta das dedilhadas toscas que fazia antigamente, tentando sem sucesso tocar alguma coisa. Quem sabe agora a coisa não desanda de vez.. hehe.
Antes de sair, ele saca um cartão de visitas ("Simon Moreno - Especialista em Reforma de Violões - rua Germânia, 627 - Bonfim, Campinas - SP - tel. 3241-2625 - 'Seu violão novo de novo') e encerra: "não se preocupe, faço isso a 44 anos...".
Eu me senti um blastócito... hehehe.