quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

"Creative Commons"

Acho essa iniciativa excelente, faço questão de transcrever a reportagem aqui.
O conceito tradicional de direito autoral está fadado a sumir do mapa. Com toda a tecnologia de informação e troca das mesmas hoje em dia, não há como estabelecer um controle nos moldes tradicionais. O artista musical que quiser sobreviver hoje em dia tem que esquecer o "copyright" e partir pra ganhar dinheiro com shows, DVDs.. outras iniciativas de sustento que impliquem em espalhar a sua arte e ganhar dinheiro encima do alcance da mesma, principalmente na internet.
Ademais, gosto de uma resenha do Tom Zé que vem na contra-capa de um de seus álbuns e que eu tenho aqui em casa ("Jogos de Armar -faça você mesmo"). Lá ele diz que nesse início de século o artista inovador da lugar ao artista "plágio-combinador". Nada mais se cria, tudo são "colagens", de onde surge algo novo e artisticamente relevante. É isso aí...
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ENTRETENIMENTO
Licença permite ao usuário distribuir e remixar arquivos; veja sites com canções nacionais para baixarArtistas divulgam música sem restrição


JULIANO BARRETO FREE-LANCE PARA A FOLHA
Músicos brasileiros famosos e menos conhecidos já começaram a aderir ao formato de distribuição da licença Creative Commons. Criada para servir como opção à troca ilegal de músicas pela internet e impulsionar a criatividade dos artistas, a licença permite que os usuários copiem e troquem os arquivos de música digital e, em alguns casos, possam até mesmo editá-los."A Creative Commons permite um acesso mais amplo à música. O consumidor não fica restrito a ouvir um CD. Ele pode distribuir a música pela internet, fazer mixagens ou até compor uma nova letra usando a canção original", afirma Carlos Afonsso Pereira de Souza, coordenador-adjunto do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas, entidade responsável pela adaptação da Creative Commons para as leis vigentes no Brasil.
Onde encontrar
Entre os artistas brasileiros que já dispõem de músicas para download nesse formato de distribuição, os mais diversos estilos estão representados. Quem aprecia batidas dançantes deve visitar sites como o do DJ Dolores (www.candeeiro.com.br/djdolores.html), o de Alex Mono & Modal Transgress (www.alexmono.com.br) e o do grupo Gerador Zero (www.geradorzero.com). Outra opção é o site www.recombo.art.br, que traz canções, textos e vídeos de diferentes artistas.
Quem prefere ritmos mais calmos deve acessar as páginas do Axial (www.axialvirtual.com) e da banda alternativa Luísa Mandou um Beijo (www.luisamandouumbeijo.8k.com). Outras canções podem ser baixadas em www.mombojo.com.br e em www.invernia.com.br.
Apesar da maioria de artistas alternativos, a Creative Commons também atrai músicos mais famosos, como o ministro da Cultura, Gilberto Gil (que colocou uma música sob esse tipo de licença). "A Creative Commons é aberta a todos os artistas e serve como um meio de divulgação que atinge uma gama de usuários muito maior", acredita Souza.
É importante lembrar, no entanto, que a licença protege os direitos autorais e não permite a comercialização das músicas.No site oficial da Creative Commons (creativecommons.org), há um sistema de busca para encontrar músicas, vídeos e livros que usam a licença de livre divulgação. Na mesma página, também há informações para artistas que tenham a intenção de utilizar a licença para distribuir suas músicas.
Novo Napster
Enquanto a Apple domina o mercado de venda de músicas on-line com o site iTunes, o Napster (serviço pioneiro de trocas ilegais, que se transformou em sistema de loja virtual) adota estratégias mais agressivas para ganhar espaço. Segundo o site The Register (www.theregister.co.uk), a empresa passará a vender músicas em papelarias e lojas de conveniência na Inglaterra.
As lojas reais venderão planos de assinatura mensais que, de acordo com o valor pago, permitirão que o usuário baixe de dez a 33 músicas.
Acordo de gigantes
As músicas das gravadoras Universal, Sony BMG e Warner serão vendidas por um único site no início de 2005. A empresa responsável pela futura loja anunciou que o serviço funcionará de forma parecida com os programas de troca de arquivos P2P, como o KaZaA e o antigo Napster.

3 comentários:

Carrie Bradshaw Tupiniquim da Silva disse...

É, realmente, já não tem mais jeito... vão ter que aderir mesmo ao "no copyright" porque, na verdade, quem sempre ganhou rios de dinheiro foi a gravadora e nem tanto os artistas... aí vão dizer que tem milhões de empregados indo pra rua... mas não tem jeito, se continuarem fechando sites de troca de música nunca vai resolver... fecha um, abre outro... (que saudade do AudioGalaxy! era o melhor! rss)
beijo!
p.s. gostei da citação do Tom Zé: é a mais pura verdade!

Anonymous disse...

Alexandre, vou tentar descobrir onde eu copiei o link que se faz aquele quadro pra exibir o flog no blog, ok?! Aí eu te aviso!
Vou linkar vc lá no blog... link eu aí tbm, meu velho!!!
[]'s

Caroline Witt disse...

that's life.