sábado, 12 de fevereiro de 2005

acabou...

Pois é pessoal... infelizmente hoje é o dia do "assassinato" do meu blog..hehe. Como já tinha explicado lá no fotolog, e por uma série de outras razões, não tenho mais como mantê-lo "vivo". Foi o melhor blog que já montei (cheguei a montar outros dois que tb não duraram muito tempo.. hehe) e onde acredito ter escrito minhas melhores postagens. Porém, a coisa ficou inviável pra ser feita nos moldes que eu tinha planejado.
De qualquer maneira, continuo no meu fotolog como sempre e, em respeito ao pessoal que lia e comentava por aqui (e tb pq eu não vou apagar 4 meses de textos que eu escrevi como fiz com os outros blogs; chega de "maluquices"..hehe), arquivarei o dito numa página que eu estou montando. Assim, fica guardado um espaço pra ele como uma espécie de "memória póstuma".
Bom, é isso.. o velório já começou.. deixem seus recados no livro de condolências.. hehehe..
Adiós rock!!... : ((

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2005

"slow food"

Esse texto está no blog da minha amiga Liana. Como ela mesmo pede lá e autorizou, estou colocando aqui pra divulgar. Gostei da nova ideologia, e assino embaixo... hehehe..
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Na primeira vez que fui à Suécia a serviço, nos anos 90, um dos colegas me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, com frio leve e nevasca. Chegávamos cedo na empresa e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2000 funcionários com carro). No primeiro dia eu não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã perguntei: "Vocês tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento está sempre vazio e você deixa o carro lá no final..." e ele me respondeu, simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta, você não acha?" Bem, imaginem minha cara naquela hora!... Mas foi ótimo pra que eu começasse, naquela hora, a rever alguns dos meus conceitos. Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol -, tem sua base na Itália (o site é muito interessante). O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A idéia é se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week numa recente edição européia. A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser". Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas, (35 horas/semana) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses. E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%. Essa chamada "slow attitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas e criadores do "Fast" (rápido) e do "Do it Now" (faça já). Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress". Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer e das pequenas comunidades. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo, onde seres humanos felizes fazem, com prazer, o que sabem fazer de melhor. Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só oalcançam quando enfartam, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe. Tempo todo mundo tem por igual. Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon... "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro". Pense e reflita: qual é o valor real de curtir sua família, de ficar com a pessoa amada, de ir pescar no fim de semana? Pense...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005

"o que transformou o mundo não foi a utopia, foi a necessidade"

Grande Saramago!.. (frase proferida no Fórum Social Mundial desse ano).



Coloquei essa frase aqui só pra fazer contraponto a uma das cabeças pensantes do site Abacaxi Atômico que chamou o citado evento de "maior concentração de `losers` por metro quadrado do planeta"...



Só posso dizer uma coisa: ainda bem que existe esse bando de "losers" pra deixar esse mundo um pouco menos chato, afetado, previsível, ácido, atômico e cortado em fatias... hehehehe...

onde estão os irmãos gallagher?!?!



(são esses daqui...)


Essa "questã" anda me atormentando esses dias.. hehehe. Podem me chamar de saudosista precoce ou o escambau, mas eles estão fazendo falta. Não sei se eu estou ficando maluco, mas o dito "cenário musical" do rock/pop no ano passado (e nesse ano tb, até agora) está muito morno e chato. Um revival dos anos 80 anda tomando conta de tudo. Com exceção de Franz Ferdinand (que apesar de ter muitas referências dos anos 80, trouxe algo novo e "refrescante" na música deles) e Jet (que "bebem" diretamente no Oasis e não escondem isso; por isso gosto dos caras.. hehehe), só tem banda dessa época ressurgindo ou influenciando diretamente as bandas novas.
Vejamos:
The Cure - levei um susto qndo vi o vocalista deles (que eu já esqueci o nome.. hehe..) falando na MTV esses dias. Não tenho nada contra os caras, é até um som legal.. mas vi um monte de crítico e gente que diz que entende de música "babando" pro disco novo deles como se fosse a "nova salvação" do rock and roll. Tá loco.....
Ira! - sou fã número 1 do som dos caras. Assisti um show deles na terra dos parentes no interior, e foi um dos melhores shows que eu vi na minha vida (com direito a ver o Scandurra fazendo um solo de guitarra com o cabo de ligação sonora da mesma). Mas aí a eles serem "a banda" de 2004 em termos de repercussão (com o CD acústico da MTV deles; com a Pitty ainda por cima!), é sinal que algo está fora do lugar no rock brasileiro... hehehehe.
Orkut - é um fenômeno da internet aqui no Brasil, e não tenho nada contra tb (tb uso o dito de forma viciante..hehehe).. mas não sei pq ráios ele me lembra dos anos 80 e da minha infância.. talvez seja pq tenha (e estou) reencontrando vários colegas de ginásio e colegial...(apesar de essa fase da minha vida ter se passado nos anos 90.. hehehe..) .. talvez seja o sentimento saudosista que me faça lembrar de coisas daquela época como He-Man, Jaspion e minha bicicleta caloi (que eu, por sinal, consegui destruir numa dessas quedas mirabolantes e traumatizantes.. hehehehe..).
Esses são alguns exemplos dentre vários que me remetem a ver imagens da Xuxa, do "capitão-caverna" e da "formiga atômica" em algumas das minhas alucinações noturnas... hehehehehe...
Isso tudo me faz ter saudade da época em que comecei a escutar os caras aí do título da postagem... biênio 96/97... tardes na frente da MTV acompanhando alguns clipes... o meu favorito: Do you know what I mean? ... aquela introdução com pitadas psicodélicas.. a batida seca da bateria... as guitarras distorcidas.... a banda cantando em meio àqueles helicópteros militares... aquela altivez saudável que a música e o clipe transmitiam... aquela postura "bad boy fake" e sarrista (pois nunca levei a sério as encrencas dessa dupla).... enfim, todo aquele rock and roll.... pois é, onde está aquele rock and roll??!!...
Depois dessa postagem eu só posso chegar a uma conclusão: eu estou ficando velho!!!... hehehehehehe..

está chegando o "dia D", Lula...

Desde que comecei a votar, sempre votei no Lula pra presidente (ou seja, duas eleições: 1998-2002). Aliás, de todas as eleições que participei, 90% dos meus votos foram para o PT.. por uma infinidade de razões que eu não tô saco pra dissertar agora.. hehehe.
Bom, tb sempre tive um pé atrás com a política econômica do Palocci. Contudo, tenho que admitir que ela está dando certo. Está custando muito pra todos nós (nosso dinheiro basicamente está indo pra pagar juros da dívida e manter o Estado funcionando no mico), estamos pagando uma carga tributária elevadíssima e sem nenhum retorno em investimentos estruturais e sociais no mesmo nível, mas pelo menos não está havendo disperdício de dinheiro público. Acho que esse é um dos grandes méritos do governo Lula, a corrupção está diminuindo muito simplesmente pq não tem o q roubar. Como há um controle rígido de gastos (até excessivo), os ASPONES da vida corruptos não tem onde enfiar a mão.
Então, enrolei tudo isso pra dizer que, devido a essa política feita nesses dois anos de governo, o Brasil está numa situação econômica em que, se quiser, pode abrir mão da ajuda financeira do FMI sem causar nenhuma muvuca no tão mistificado e enigmático "mercado" (financeiro internacional). O acordo do Brasil com o dito fundo vence em março desse ano. O governo tem duas opções: renovar o acordo e continuar emprestando dinheiro e pagando juros pra esse povo (pq esses acordos não são de graça, são empréstimos q tem q ser pagos), e seguindo esse modelo financeiro suicida (e sem saída) que eles pregam; ou não renovar o acordo e começar a andar com as próprias pernas, e ver que isso não é difícil.
Pra mim, esse é o ponto crucial do governo Lula. Dependendo da posição que eles tomarem eles entrarão para história como o governo de esquerda que conseguiu se livrar da política financeira monetarista do chamado "consenso de washington" (uma praga ideológica que surgiu no começo doa anos 90 e que pregava um neo-liberalismo econômico radical e globalizado) sem causar uma crise política e econômica, ou como o governo conservador e centrista que "ajeitou" e deu uma azeitada (pra melhor, claro; com algumas pequenas e parcas idéias progressistas) na política econômica do nosso caríssimo (isso foi irônico) FHC.
A questão é se eles optarem pela segunda via (a conservadora). Surgindo algo melhor e novo no cenário político, com certeza, eles não terão o meu voto em 2006... torço pra que o Lula lembre da sua história e das pessoas e movimentos que o apoiram na hora que estiver sentado com os "comissários do norte" decidindo o rumo do país daqui a três meses.