segunda-feira, 19 de junho de 2006

miocárdio (-1)


Antes de mais nada, eu quero dizer que estou puto. Fiquei 40 minutos escrevendo um texto que fiquei refletindo horas e horas e que a merda do editor do blogger fez eu perder em um piscar de olhos.

Enfim, já de saída, a constatação óbvia: nunca abandone o "bloco de notas" do seu computador, pois ele é (e sempre será) o seu fiel escudeiro no mundo das letras internéticas.

De uma certa forma, foi até bom, pois o texto era de uma "singeleza paranóica" gritante. Idéias esparsas para preencher o espaço de abertura desse "post temático" que estava pedindo já faz um tempo pra ser "cuspido" da minha cabeça.

Daqui a menos de um mês completarei 25 anos de idade. Os entendidos diriam que estou no auge da minha plenitude física, o "ponto de vergência" daquela famosa curva da saúde física que qualquer ser do reino animal percorre. Curva essa que incomoda muita gente, e é o terror de qualquer alma feminina. Nesse ponto, para elas, a força da gravidade finalmente deixa de ser uma teoria física do colégio e passa a ganhar um sentido angustiantemente prático.

Nos últimos tempos tenho sentido os efeitos do "andar" dessa curva também. Nunca tinha parado pra pensar nisso antes, mas sinto e noto cada vez mais que tudo parece estar mais "pesado" e "lento" no que se refere a relação do meu corpo com a minha mente.

Talvez seja a constatação óbvia de que deixei de vez de ser um "meninão" e mergulhei de cabeça no mundo físico e psicológico adulto. Mas tal mudança não deixa de trazer uma sensação inquietante de que o "disco está saindo de rotação" e fazendo a música ficar distorcida, ou ainda, saindo daquela rotação alta que você estava acostumado a "tocar" sua vida e o obrigando a uma mudança na velocidade do "motor da vitrola".

E o mais interessante é o local onde você começa a sentir que esta "distorção" está acontecendo a pleno vapor: o coração.

Volta e meia vem aquela "palpitação" leve, aquela sensação de que o seu coração vai explodir e sair do seu peito. Tudo isso ali no dia-dia, vivendo emoções, digamos, normais. É como se, de tempos em tempos, ele virasse pra você e dissesse: "Alexandre, agora não sou só eu sozinho.. também dependo de você.."

Enfim, some-se a esse "diálogo interno" toda a predisposição do histórico cardíaco da minha família e temos um quadro, no mínimo, interessante. Algo que me fez dar conta, como um soco no estômago, de que a contagem regressiva começou.

5 comentários:

Cristina disse...

Aí eu troco tudo o que você escreveu pela frase: "você está ficando velho!"
:p

brincadeirinha

alessandra disse...

aaii nem me fale.. prox. ano eu faço 20 ;~~
poxa... um dia desses eu era a garota de 16 anos da música do travis, td passa tão rápido ;(

enfim... C'est la vie!

SLIDET disse...

nem vem querendo presente pq a situação financeira do mundo dos presentes está dificultosa. e vai me consultar o cardiologista. bj ;]

Jac disse...

A contagem regressiva começou no dia 11 de julho de 1981.

JuliJuli disse...

Tô sentindo este peso desde o dia 8 de abril deste ano rs..A gravidade eu ainda não senti, mas a sensação de tempo passando rápido demais, esta está sempre presente. O pior é achar que a única coisa que anda é o tempo e as coisas pra você parecem nunca acontecer.