segunda-feira, 31 de julho de 2006

mother nature´s son (2)

E não é que eu posto 5 dias depois usando uma jaqueta pra lá de reforçada, dentro de casa, com as janelas fechadas, e mesmo assim tá um frio de lascar?.. Pra não ser pessimista, poderíamos dizer que o planeta está numa "fase rock and roll"..

quarta-feira, 26 de julho de 2006

mother nature´s son

Hoje eu atualizo esse flog vestindo apenas um short e com a janela do apê arregaçada, em pleno inverno de julho. Lá na Europa, o povo tá literalmente morrendo de calor. E boa parte da elite pensante da comunidade científica e política mundial ainda vê com uma certa distância a questão do aquecimento global.
Independentemente de ser algo resultante diretamente da ação do homem ou se é um movimento natural do planeta (é bem provável que seja as duas coisas juntas) o negócio vai ficar feio. Enfim, já está. 6 bilhões de macacos é muita coisa pra uma bola de terra finita, e com recursos finitos.
É triste, mas a verdade é que não temos saída enquanto espécie. Pelo menos tudo leva nesse sentido.

os dez mandamentos da nova reputação

(A Reputação, na velocidade do pensamento)

Estava passeando pelo blog do Claudio Humberto quando vi o anúncio desse livro (Geração; SP). Não li, então não posso falar sobre o livro em si, do jornalista e escrito Mário Rosa (que eu não conheço) . Porém, essa lista de 10 mandamentos eu achei muito interessante, proveitosa, pertinente e realista. Fala sobre a questão da ética, moral, da visão do indivíduo em relação aos outros nos tempos tecno-estresso-amalucados-egocêntricos atuais. Vejamos:
1. Não desprezarás a tecnologia. A tecnologia não é algo teórico nem distante. Está impregnada em todos os detalhes da vida atual e exige ser compreendida em todos os seus múltiplos impactos sobre a reputação e a imagem pública. Deve estar no topo não só de qualquer planejamento, mas de qualquer forma de pensar o mundo de hoje. Deve, sobretudo, estar refletida em novas ações – e não apenas em novos “diagnósticos”.

2. Romperás com velhos condicionamentos. Fomos criados numa outra Era e somos chamados a interagir com uma realidade em que a lógica é diferente daquela que fomos treinados a entender. Por sermos a primeira geração a enfrentar esse desafio, carregamos condicionamentos ultrapassados em nossa forma de pensar, de avaliar os riscos e de nos posicionarmos diante da nova realidade que surgiu há pouco. Temos que adquirir novos condicionamentos e abandonar aqueles que não funcionam mais.

3. Viverás sempre em público. Deixamos nosso rastro eletrônico praticamente em todo lugar. Mesmo em casa, quando usamos o computador, estamos potencialmente expostos ao olhar de alguém, que pode rastrear nossos passos digitais. No banco, no telefone, na rua, em qualquer lugar temos de entender que todos somos pessoas públicas ou potencialmente públicas, independentemente de nossa posição social. Não existe mais o cidadão comum. Agora somos todos cidadãos incomuns.

4. Obedecerás a uma nova ética. Nova tecnologia significa nova ética, novos conflitos, novas formas de detectar velhas transgressões. Segredos antes invioláveis serão expostos à luz, concordemos ou não. Para evitar transtornos, a melhor atitude é adotar preventivamente uma nova forma de conduta. Não se trata mais de uma opção moralista. Trata-se de uma necessidade concorrencial: num mundo onde o olhar do público está superdemandado por tanta informação, confiar é algo muito mais perigoso e desconfiança é sinônimo de descarte.

5. Não mentirás. Esse é um dos mandamentos que sobreviveram de forma literal, entre aqueles “originais”. Com tantas formas de cruzar informações, com tantos registros que se tornam inevitáveis em nossa forma de viver digital, mentir significa abrir um flanco perigoso e expor-se a um enorme risco de contestação cabal. Há quem julgue ingênuo falar a verdade. Mas ingenuidade crescentemente vai ser imaginar que os outros são todos ingênuos.

6. Serás uma marca. Marcas deixaram de ser empresas. Passaram a ser pessoas. Todos somos marcas e devemos buscar construir um significado claro e positivo perante a percepção alheia. Essa nitidez é ainda mais crucial porque competimos hoje muito mais pela atenção do outro. Uma marca é a expressão de um conceito previamente definido na realidade. Ela fala ao coração; deve despertar um sentimento. E suas virtudes devem estar ligadas a um valor maior que transcenda apenas à qualidade ou à eficiência.

7. Serás mais transparente. A tecnologia decretará a morte de segredos que, no passado, até podiam passar incólumes. O melhor a fazer é se antecipar, porque do contrário quando esses fatos, dados ou atitudes vierem à luz poderão ser vistos como transgressão a normas, ainda mais num momento em que os valores éticos deverão estar em transformação. Será preciso também encontrar novas formas de despertar percepção sobre os compromissos com os valores mais corretos.

8. Não esquecerás o passado. Por vivermos num novo estágio do conhecimento humano e ter de incorporar uma nova forma de lidar com a realidade que se transformou, devemos evitar a tentação de agir como se a História estivesse começando agora. Carregamos muitos condicionamentos de tempos imemoriais e jogá-los fora não é o mais apropriado porque nem todos os condicionamentos antigos deverão ficar desativados. O desafio é encontrar um novo ponto de equilíbrio entre nosso pensar primitivo e o nosso pensar “ponto.com”.

9. Viverás em duas dimensões. Viveremos cada vez mais nossa realidade concreta, mas estaremos crescentemente também vivendo e interagindo com uma outra dimensão: a dimensão da informação em tempo real, que nos transporta para qualquer lugar. Estaremos mais próximos de fatos geograficamente distantes, ao mesmo tempo que distantes de fatos fisicamente ao lado de nós. Se estamos mais próximos dos outros, os outros também estão mais próximos de nós. Principalmente de nossos erros.

10. Aprenderás a ver e a se expor. Uma nova forma de ver implica uma forma nova de ser visto, numa nova forma de se expor. Isso significa que teremos de repensar nossos conceitos sobre exposição e também sobre não exposição. O que antes era de domínio privado pode ser um novo espaço público. Do mesmo modo, o que antes era público, mas nos parecia longe do olhar alheio, agora pode não ser mais. Há uma nova esfera pública na qual teremos de praticar uma nova forma de percepção. Uma nova forma de provocar a percepção nos outros. E uma nova forma de compreender a percepção em nós.
Alguém duvida que esses "mandamentos" estão aí agindo a pleno vapor?..

segunda-feira, 17 de julho de 2006

tic-tac, tic-tac, tic-tac..


Bom, já fazia um tempinho que não escrevia por aqui. Lapso aliás causado justamente por uma "coceira" que me fez escrever hoje: o fator tempo.

Não que esteja faltando tempo, mas eu ando brigando com ele. E também ainda não descobri o motivo. Só sei que ando olhando muito para os relógios. Não sei até que ponto isso é algo interessante.

Em especial aqui em São Paulo isso anda me incomodando um pouco. Talvez seja mais uma das minhas idéias sem pé nem cabeça, mas estava conversando sobre isso com pessoas próximas e elas também visualizaram a nebulosa.

Todos nós sabemos que o tempo é algo relativo, matematicamente falando aliás. Mas estava eu notando que essa relatividade é tal que aquele velho duelo tempo-espaço ganha ares megalomaníacos nas idéias que ando tendo.

Pode ser total maluquice, mas o tempo aqui na terra da garoa tem uma "velocidade" diferente da dos ares campinólios, e vertiginosamente discrepante da dos tic-tac dos ponteiros na aprazível itapevolândia, por exemplo.

Aparentemente, aqui em São Paulo, de uma forma geral, talvez pelo gigantismo e pelo estresse meio que inerente ao ambiente tudo parece que passa mais rápido, e de uma forma angustiante. Enquanto que em Itapeva city, uma cidade mediana e relativamente pacata, o problema é oposto, tudo é angustiantmente lento.

Não sei se é pelo fato de eu morar sozinho por aqui, mas eu tenho uma sensação muito presente de que a vida por essas bandas passa rápido demais. Rapidez essa que diminui sensivelmente quando eu vou pra Campinas.

Sei lá que ráio de lógica sensorial (?) é essa, mas ela existe. Ou eu definitivamente sou um sujeito piradaço. E ando viajando e gerundiando além da conta.

The Lunatic is in the sky...

(Syd Barrett)

* 06/01/1946

+07/07/2006



Com um certo atraso, eu deixo a minha homenagem aqui.

Morreu no dia 07 passado um dos maiores expoentes que a música pop já teve. Roger "Syd" Barrett foi guitarrista e fundador da banda Pink Floyd. Aquela mesmo que vocês sabem que eu sou fã.


Deixou como legado um álbum que é um dos maiores clássicos do rock and roll: The Piper at the Gates of Dawn (1967). Junto com todo um jeito de se fazer música que se seguiu às suas "pirações" musicais. Só pra se ter uma idéia, Thom Yorke, Bjork, Sigur Rós e companhia limitada nem sonhariam em existir sem aqueles acordes distorcidos e viajantes que saíam das suas guitarras.

Sem falar no próprio Pink Floyd, que baseou toda a sua carreira no "modelo musical" desenvolvido pelo nosso caro lunatic.

Pena que sua produção musical foi curta devido ao descontrole com as drogas. O exemplo típico de como qualquer vício (tantos os necessários quanto os desnecessários), quando levado ao extremo, detona com qualquer corpo vivo.

Bom, em resumo, o cara era um gênio. Quem já ouviu os quatro minutos e pouco de viajem sonora provocados pelos acordes da canção Astronomy Domine sabe do que eu estou falando. Ademais, convoco a quem ainda não escutou as músicas do rapaz a descolar pelo menos essa música. Vale a pena.

E que o sujeito mais romântico e pirado que já surgiu no mundo da música descanse em paz. Pois ele merece. Esse sim, um verdadeiro "Che Guevara" do rock and roll.

domingo, 2 de julho de 2006

fascinante

É clichê dizer que a internet é algo fascinante, mas não deixa de ser uma constatação sensata. Diria também que é uma ferramenta que, se hipnotiza e entorpece, também tem seu lado levemente assustador.

Eu pergunto: o que o meu humilde blog e um ex-prefeito da cidade de Los Angeles teriam em comum?.. Se você não acha uma resposta, muito menos eu a tenho. Só sei que o referido sujeito andou passeando pelo meu blog.

Algum tempo após ter iniciado o blog instalei um contador no "rodapé" da página. O mesmo possui todo um "rol" de configurações e telas de análise que possibilitam pra gente "rastrear" as figurinhas que visitam aqui o espaço (por favor, sem paranóia, eu não fico seguindo todo mundo que passa no blog, só quando percebo alguma visita "anormal". rs). Num dos links de acesso que apareciam lá havia a remissão pra um blog de um "ex-major" da cidade de Los Angeles (?).

Pior que era um blog sério mesmo, no melhor estilo daqueles blogs politizados americanos, falando de políticas afirmativas, desenvolvimento social, e outras firulas. Mas isso me encucou. O que levaria uma proeminência política yankee a visitar o meu humilde espaço? Como ele me achou? Que ferramentas usou? Que idéias, "palavras- chaves" o trouxeram a minha humilde morada? Que ponto na "teia" da net (olha que pleonasmo redundante chique. rs) fez com que os interesses dele e os meus se colidissem?..

Se isso não é fascinante, por favor, achem uma palavra melhor e coloquem aí. Ser um sujeito relativamente "nerd" possibilita presenciar esses grandes pequenos feitos culturais da humanidade.