segunda-feira, 4 de setembro de 2006

"Hay que endurecer, pero sin perder la ternura jamás"

Lembro dos tempos em que era criança que meu pai tinha um quadro com essa foto pendurado na parede de um quartinho no quintal de casa. Quartinho aliás que resguardava todo o acervo cultural da família, uma mini-biblioteca e um canto pra estudos.
Quando estava por lá eu sempre observava aquela figura e nunca entendia o porquê daquele olhar profundo e distante, que parecia lançar-se sobre um horizonte que não existia. Eu procurava, de uma forma inocente, visualizar o que havia por de trás dos olhos daquela "esfinge", mas não conseguia captar nada.
Desde a época dessa lembrança até os dias atuais já se vão mais de 10 anos, e, aos poucos, eu pude compreender e sentir um pouco do significado envolto naquela imagem, mas sempre de forma incompleta e distante.
Nesse começo de mês, no meu trabalho, eu pude "revisualizar" essa imagem na minha cabeça e captar, por completo, todo o sentimento que ela transmite. Em meio a choros, olhares de despedida, de resignação, e de impotência.
Eu diria que foi algo revelador (apesar de já revelado), algo que trouxe um sentimento que veio lá do estômago, de forma visceral, e tomou conta da minha cabeça, como se eu tivesse dando um grito histriônico pra dentro de mim mesmo. (?) Acho que nunca vou esquecer disso.

Um comentário:

Cristina disse...

Sinceramente, não entendi esse post... :/