quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

empty spaces dicas: "Mutantes ao Vivo - Barbican Theatre, Londres" (2006)

Queria escrever essa postagem sem esse sono acachapante que me atinge, mas ela tem que sair agora, com imagem na tela e som na vitrola.
Bom, eu sempre soube da importância dos Mutantes na música brasileira, mas nunca tinha escutado a fundo o som deles. Tudo se resumia a "Panis et Circenses". E nem visto uma performance ao vivo. Ainda mais sem a Rita Lee.
Aliás, é lógico que o grupo sem ela não é o Mutantes que ficou pra história, mas eu sinceramente não senti muita falta dela nesse show. De alguma forma, eles se superaram e supriram a falta dela. E acabaram acertando a mão ao convidar a Zélia Duncan pra fazer a voz feminina.
Bem, estou soniferamente muito lesado pra escrever tudo o que vi, escutei, e achei desse show mas, em resumo, depois de alguns séculos, os caras (Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Dinho Leme) resolveram se unir e fizeram essa apresentação especial num teatro em Londres, com ingressos esgotados.
Montaram uma banda excelente pra acompanhar e enfileiraram uma sequência deliciosa de clássicos do grupo. Detalhe: eu não conhecia 80% deles (santa ignorância!). Liricamente, um som sofisticado, mas sem deixar de trabalhar com versos simples. Musicalmente, algo que faz jus ao nome do grupo: vocais a la Beatles, Beach Boys, passagens numa mesma música que vão de uma levada as vezes "medieval" pra algo que lembra um hardrock refinado "puxando" Deep Purple e Led Zeppelin. Outras vezes, saem de uma harmonia bossa-nova e partem pra umas viagens psicodélico-progressivas desvairadas.
Poderia comentar uma a uma aqui, mas achei excelentes faixas como "Caminhante Noturno", "Ave Gengis Khan", "Cantor de Mambo", "El Justiciero", "Dois Mil e Um", "Ave Lúcifer" (essa é primorosa), "A hora e a vez do cabelo nascer" (psicodélica e deliciosamente ufanista), "A minha menina" (pop nacional perfeito, do Jorge Ben, anos-luz de distância de Jota Quest e similares), "Bat Macumba".
Enfim, a finalidade da postagem é essa: recomendação. Procurem na internet, comprem o DVD (pra quem tiver um dinheiro sobrando). Pra quem gosta de boa música, é material necessário.
E por último, queria agradecer meu pai por ter descoberto e trazido de presente esse trabalho diferenciado. Natal com som classudo na vitrola, e no vídeo.
na foto: Dinho Lemes, Arnaldo Baptista e Sergio Dias.

2 comentários:

Bruna_ disse...

eita.. bobby pai acerta mesmo, hein?
quero ver..
^^
besitos

Cristina disse...

Eu ainda confundo Mutantes com Secos & Molhados... sou uma negação pra música brasileira mesmo, tsc...