quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

"pai, eu quero falar com você.."

Foi a frase que eu ouvi ontem no recado da secretária eletrônica do meu telefone, quando cheguei do trabalho. Assim, na lata, direto, e depois desligou o fone. Era um moleque que devia ter seus 5, 6 anos, não mais que isso, e falava com uma voz embargada de choro.
É interessante como nessas horas você leva um susto, como se estivesse recebendo algum tipo de "mensagem cifrada". É lógico que não é nada disso, mas fica aquela sensação estranha. Uma comunicação "surda", perdida e sem sentido, por um milionésimo de segundo, ganha significado dentro da sua cabeça, como se fosse algo direcionado a você. Logo depois, ato contínuo, você começa a indagar: "onde? porque o choro? será que ele está sozinho? porque busca o pai? onde estará o pai? e a mãe?".
Mais fascinante ainda é perceber a necessidade que nosso cérebro tem de dar um significado a qualquer mensagem e comunicação, e ele busca isso inconscientemente, instintivamente, assim como um filho busca o pai na hora do aperto.
Parece bobagem, mas eu acho isso o máximo. Até porque somos um dos poucos animais que desenvolveram e souberam trabalhar essa capacidade de forma tão complexa.

3 comentários:

Cristina disse...

Pergunta: você retornou a ligação pro seu filho?

É verdade isso de a gente querer encontrar explicação pra tudo... às vezes alguma coisa bem simples que acontece me deixa encucada - mas acho que sou meio paranóica mesmo rs.

beijo!

Bruna_ disse...

adota um cachorro.
; )

Carol disse...

Q lindo!