segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

eu estou cansado de roer osso..


..mudanças são necessárias, preciso colocá-las em prática. Pra que sempre desfrutou de bons bifes e carne de qualidade, roer osso é uma experiência fundamental, e enriquecedora. É algo que te transforma muito, no que tange a personalidade, ao mesmo tempo que te faz enxergar o mundo de uma maneira, digamos, muito mais "pesada". E isso é bom.
O problema é que passar a vida mastigando osso também não é uma boa política, a não ser que você seja um ser masoquista/idealista/maluco. Depois que o aprendizado da experiência passa, a coisa precisa voltar a sua trajetória normal. E eu estou pensando em como fazer isso, com os meus próprios pés, braços, cabeça e boca (um desafio).
Fazendo as contas, 1 ano e quatro meses de osso entre os dentes. É hora de mirar o filé.

sábado, 27 de janeiro de 2007

empty spaces dicas: "King Kong" (1976)

(Jessica Lange sofrendo na mão do macaquinho)

Na última quinta-feira, eu estava zapeando os canais quando me deparei com essa pérola das minhas tardes infanto-juvenis na frente da TV. Conheço poucas pessoas que não tenham visto esse filme, normalmente mais novas, pois da minha idade pra cima, todo mundo já viu.

O mais legal foi que tive a oportunidade de ver esse filme por um outro prisma, com uma outra cabeça, e, por conseqüencia, com outras interpretações. Por óbvio, quando eu tinha meus 11, 12 anos de idade eu assistia o dito apenas pensando nas pernas da Jessica Lange e nos efeitos especiais daquele macaco de 30 metros de altura (na época eles eram bem legais, pelo menos eu achava; isso porque o filme já era velho praquele tempo - começo dos anos 90). Isto é, pura diversão num filme de terror-suspense meio kitsch que me distraía e fazia minhas tardes pós-escola da pré-adolescência algo interessante.

Nessa "releitura" que tive oportunidade de fazer, pude reparar melhor nos diálogos do filme, e em toda a carga simbólica que essa história carrega e nós (pelo menos eu) solenemente ignoramos (ou ignorava). Em suma, a questão do relacionamento homem/mulher e todas as suas "facetas".

Um gorila gigante e uma frágil garota, face a face, travando um "diálogo" onde um tenta entender o outro, cada qual ao seu modo "X" ou "Y" de ser.

A seqüencia em que o nosso amigo Kong tenta tirar as roupas (já mínimas) da mocinha Lange enquanto tem que brigar com uma cobra gigante, e ver a sua "amada" escapar com outro (no caso, o mocinho do filme -Jeff Bridges-) é ao mesmo tempo de uma simplicidade e de uma simbologia gritantes.

Enfim, é um filme que ajuda, de uma maneira quase até grotesca, você a entender porque aquela mocinha que você gosta se faz de "difícil" e/ou não dá bola pra você, bem como o porquê de você não entender porque é tão difícil entender as nuances da alma feminina. Em especial pr´alma daquele ser feminino que te faz regredir aos estágios mais primitivos dos seus sentimentos primatas (adorei o pleonasmo dessa frase).

Eu recomendo sim. Pra quem ainda não viu. Tecnicamente não tem nada demais, um filme regular, mas pitorescamente essencial.

Ficha Técnica:

"King Kong" (1976) - 2ª refilmagem (EUA) - 134 min

direção: John Guillermin

elenco: Jeff Bridges, Jessica Lange, Charles Grodin, John Randolph

roteiro: Lorenzo Semple Jr.

gênero: aventura

idioma: inglês

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

thrummmmmmmmmmmmmmmm..!

Depois de muita enrolação eu comprei um liqüidificador pra mim (sim, eu vivia sem um liqüidificador). Bom, pelo menos a minha vida anda mais "cremosa" ultimamente. Desde o nescau batido com leite, até as mais complexas vitaminas a base de frutas tropicais. O difícil está sendo resistir a tentação de usá-lo como ralador de cenouras. Ainda é muito cedo pra eu tentar arrebentar com o coitado.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

"from here (alway) to eternity"

Hoje acordei e sentei direto a bunda na cadeira do computador só pra escrever isso, antes que eu me esqueça (eu nunca lembro dos meus sonhos meia hora depois que eu levanto da cama).
Merece uma postagem aqui no blog (e lá no Sleepy Feeling) pois é um sonho "sui generis", que não acontece sempre. Primeiro, porque ele se repetiu por três vezes exatamente do mesmo jeito, nas mesmas circunstâncias, e com os mesmos detalhes, em dias diferentes. Segundo, porque em todas as noites que eles surgiram eu acordei bem no dia seguinte, e animado.
Basicamente, eu cheguei numa casa, um chalé, parecido com aqueles dos hobbits no filme "Senhor dos Anéis" (só que em versão normal, e não em miniatura como aqueles). Era no entardecer, se não me engano. A casa ficava no alto de uma campina, no meio de um campo (lembro que havia uma serra no horizonte ao fundo, parecida com a Cantareira que eu vejo aqui da minha janela).
Bato na porta, e uma pessoa me recebe. Entro, e encontro uma penca de gente (uma família) fazendo a maior bagunça, e se divertindo. Haviam duas camas num canto, alguns sofás, e uma lareira (acesa) ao fundo. Eu identificava alguns rostos conhecidos nessas pessoas, da minha família inclusive, mas a família na verdade era da pessoa que eu estava procurando (descobri isso no final do sonho).
Olhei para todos, procurei, e perguntei: "Onde está a Bruna?". Uma pessoa sentada numa cadeira de balanço estica o dedo e aponta pra uma menina escondida atrás de duas pessoas, numa das camas, com o rosto enfiado no travesseiro. Era ela.
Nesse ponto, o sonho dá um corte, e lembro de subir algumas escadas com ela e chegar em algo que parecia um sótão, com uma sacada que dava de frente pra essa serra que eu citei. Do nada, começou uma "trilha sonora" no sonho (não tinha aparelho de som no chalé, frise-se, pelo menos eu não vi). Eu lembro que o refrão repetia a frase "rolling to the river", algo assim. Depois me lembrei que existe uma música do Creedance Clearwater Revival com um refrão parecido, ou de uma banda parecida.
Ela chegou numa estante, pegou um livro vermelho vinho, abriu, e começou a ler uma poesia, o título era "from here (alway) to eternity" (o texto era em inglês, mas ela recitou em português mesmo). Eu lembro em detalhes da poesia, mas sinceramente, não sei porque, não consigo escrever aqui. Frase por frase. Só sei que falava sobre a busca por ideais, sobre amizade, as pessoas de quem gostamos, e, no final, sobre a morte (se não me engano a última estrofe, essa parte não lembro bem -- nesse momento do sonho começou a aparecer uns créditos na "tela", como se estivéssemos no fim de um filme no cinema -?-), ou sobre algo muito melancólico.
Interessante que durante todo o sonho a minha querida amiga Bruna não dirigiu uma só palavra a mim (tirando a poesia), só sorria. Todas as outras pessoas que apareceram no sonho também conversavam entre si, mas nenhuma se voltou diretamente falando comigo. Era como se eu estivesse num lugar onde ninguém me conhecia, um forasteiro. Mas todos me aceitavam.
Enfim, esses "créditos" apareceram e o sonho acabou (essa parte eu não lembro bem). Mas o que me deixou encucado foi que o sonho se repetiu exatamente do mesmo jeito em três noites. Na primeira, o sonho parou no começo, enquanto estava no andar debaixo do chalé, na segunda e na terceira, foi por inteiro. Se não me engano, a única diferença é que no segundo sonho não tinham esses "créditos" no final. Aliás, em meio a nomes russos, ou nórdicos (sei lá), haviam nomes de pessoas conhecidas e próximas nesses créditos.
Bom, outra coisa que me lembro muito bem é que depois desses sonhos eu acordei com uma sensação muito boa de bem estar. Inclusive agora (vai dar pra aproveitar bem o feriado). Algo como uma "lavada no espírito".
Alguém aí arrisca desvendar o significado disso tudo?

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

part of the plan

(por Hubble)
Trying hard to speak and
Fighting with my weak hand
Driven to distraction
It's all part of the plan
(por Coldplay - "X&Y")

sábado, 20 de janeiro de 2007

sanduíche prensado


Nessa última sexta eu e minha amiga Cris, num dos nossos muitos papos "cabeça" involuntários, começamos a discutir e filosofar sobre, afinal, qual seria a razão de ser da nossa existência (reparem como somos modestos).

Bom, esses dias eu saí do meu trabalho, coloquei meu MP3 no ouvido (rolando uma seleção de britpop carinhosamente preparada) e comecei a pensar muito nisso. Em como nossa existência é pobre, limitada, alienante e blasè (eu pensei em vários outros adjetivos, mas não quero deixar os parcos e nobres leitores desse blog ainda mais "deprês").
Estava observando como nossa vida gira em torno de um "fino fio" de frustração, satisfação de pequenos prazeres materiais, pressão (com um sopro de alívio no final do dia - aquela cervejinha básica) e descompressão (não o suficente pra que você acalme seu espírito). Na prática, o "sistema" me dá um trabalho que supre as minhas necessidades básicas de alimentação, vestimenta, e locomoção. Deixa uma "sobra" pra que eu gaste um mínimo com os "prazeres da vida", e depois me joga contra as cordas denovo, manda um direto de esquerda, alguns "jobs", e no final do dia eu tô no chão denovo. Aí vem o juiz, deixa que eu me recupere na lona, e me manda pra mais um round. E assim vai.
Eu na hora me lembrei do sanduíche prensado que o pessoal vende no centro de SP. Na verdade é um cachorro quente. Eu sempre passava em frente a uma lanchonete que vendia o dito na Av. Ipiranga, e um dia estava passeando por lá com minha amiga Tais e resolvi experimentar (imaginava que fosse bom). E me decepcionei. É seco, sem gosto, o pão esfarelava na minha boca, um dos piores lanches que eu já experimentei na vida.
Talvez eu esteja forçando um pouco a barra fazendo essa comparação, mas às vezes é assim que me sinto. Aliás, cada vez mais freqüentemente. Um sanduíche prensado, e levemente irado. E tão ruim e sem gosto como esse "hot-dog" do centrão paulistano.

domingo, 14 de janeiro de 2007

o advogado etéreo

Essa semana passada eu fiz a minha primeira petição "etérea". E nem adianta tentar explicar do que se trata porque seria impossível. Mas quem enxerga no sol mais do que uma simples bola de gás pegando fogo no espaço irá me entender, tenho certeza.
Como em toda petição etérea, a causa não era das mais simples. Qualquer advogado de bom senso e com pragmatismo no coração diria que é uma causa perdida. Causas com valores inestimáveis são causas perdidas, diriam eles.
Bom, eu fiz, e protocolei. Em que pese o cliente ser eu mesmo, o que torna tudo mais difícil, acho que fundamentei bem o "libelo" e lancei os argumentos de uma forma coerente e relativamente bem centrada. Pelo menos não corro o risco de levar um despacho fulminante por inépcia (falta de pressupostos de validade), o que já é algo relevante num pedido desse naipe, tudo estava no seu devido lugar.
No que tange ao pedido em si, a coisa é diferente. Na verdade não faço a mínima idéia do que o juiz irá decidir, e nem se ele irá decidir (por incrível que pareça, nesse tipo de caso o juiz não é obrigado a decidir nada; o mínimo que ele precisa fazer é dar um despacho de ciência, o que já foi feito). De qualquer maneira, eu testei mais uma vez a minha capacidade desengonçada mas ao mesmo tempo sincera de demonstrar meus sentimentos.
Eu na verdade prometi a mim mesmo que não voltaria a me expor assim, das outras vezes que tomei atitude semelhante no final eu dei com os burros n´água (como era previsível). Mas eu tenho um problema sério com um lado pretensamente romântico desvairado da minha alma que parece ser incorrigível. A sapiência diz também que advogados não podem ser românticos, advogado romântico não funciona, a carteirinha da OAB vira um enfeite (isso eu sinto realmente na pele).
Enfim, em que pese o bom trabalho da petição, eu esqueci de me preparar para a sustentação oral ("que raio de advogado é esse?" diriam alguns). Tive mais de 4 horas ininterruptas (isso sim é que é prazo!) para transformar em voz todos aqueles argumentos mas fiquei a maior parte do tempo em silêncio, sorrindo abobalhadamente pra outra parte (se não tivesse advogando em causa própria, já teria sido destituído do feito).
Hoje eu acordei e fiquei pensando sobre o quanto vale a pena abraçar causas "etéreas". Por mais que meio mundo tente me convencer do contrário (realmente não são poucos), eu ainda sou maluco o suficiente pra isso.

notas cotidianas

Nota 1: a "boca do lixo"
Hoje estava reparando o quanto o bairro onde eu moro é insalubre. Não é à toa que a cercania é conhecida pelos paulistanos mais antigos como a "boca do lixo". Era a antiga "zona" de São Paulo, poderíamos dizer assim. A extinta rodoviária municipal ficava aqui, os hotéis, e tudo aquilo que sempre acompanha esses logradouros: "mulheres da vida", mendigos, travestis, pessoas "deslocadas" e vagabundos em geral.
Enfim, eu saí hoje no começo da noite (sábado) pra ir no supermercado e as ruas cheiravam mal. Em cada esquina tinha um entulho de lixo abandonado invariavelmente sendo alvo de um mendigo procurando por comida. Cruzei com uma meia dúzia de "bebuns" que mal conseguiam manter um ângulo mínimo de longitude pra ficar em pé, sendo que um deles quase caiu em cima de um desses acúmulos de lixo.
Bom, isso aqui já foi muito pior do que era antes, mas a prefeitura parece que está abandonando o trabalho de recuperação que foi iniciado e desenvolvido pela Marta Suplicy e pelo Serra aqui na cidade. Não sei, andando pelas ruas da pra sentir que as coisas pararam, em especial no final-de-semana.
Serviço de limpeza, assistência social, cada vez mais rarefeitos. Essa última na verdade eu nunca vi por aqui. O único agente que eu acho que era da assistência social que eu vi em quase 1 ano e meio de morada nessa cidade estava embaixo do "minhocão" cadastrando uma horda de pedintes que se instalou por lá recentemente, e só. Porque a coisa estava realmente crítica.
Um lugar tão belo, historica e culturalmente vital pra cidade, abandonado e sujo. Uma pena.
Nota 2: a cozinha
E por falar em insalubridade, minha "cozinha" anda um trapo (bom, acho que podemos chamar uma pia e um fogão de cozinha). Eu não devia confessar essas coisas aqui, mas faz séculos que não limpo meu fogão decentemente. Estou até imaginando a crosta de gordura que vou encontrar em certas cavidades. Como diz minha amiga Cris: "medo, muito medo...".
Nota 3: Eu preciso de um "Wilson" pra mim
Desde que me mudei pra SP, eu sempre convivi bem com a solidão. Eu gosto dela, até certo ponto. Mas tem horas que qualquer ser humano nessas condições (ou mesmo fora dela) precisa se tornar um autista e/ou esquisofrênico. Hoje estava pensando que preciso arranjar um "Wilson" pra mim. Sim, estou falando da bola de vôlei daquele filme com aquele ator que você conhece.
Primeiro pensei numa planta, como no girassol que eu ia trazer pra cá mas morreu antes mesmo da viagem (será que ele se suicidou antes ao saber que iria dividir apê comigo?). Depois pensei num peixe, mas aí eu me dei conta que pra não ter despesa teria que ser um peixe-beta (aquele ser aquático carrancudo, mal-humorado e que precisa de pouco oxigênio e espaço pra viver), o que não sei se seria uma boa idéia, pois não é muito saudável duas almas com personalidade parecidas conviverem juntas. Diz a sapiência que, cedo ou tarde, dá merda.
Bom, aceito sugestões.

tiozão

Algumas pessoas amigas íntimas mais novas me chamam de "tio". Apesar dos meus parcos 25 anos de idade, dentro de um certo padrão contemporâneo sócio-econômico-estético-cultural-comportamental, essa classificação não é equivocada, e faz sentido.
A questão é que talvez isso esteja atigindo um pouco meu ritmo de vida de uma forma excessivamente não metafórica. Ou talvez eu esteja apenas trabalhando demais. Enfim, ando me sentindo muito cansado, no sentido mais amplo que a palavra pode ter. E eu reparo que isso tem atingido também o meu convívio, digamos, afeto-social com as pessoas.
O problema é que não estou num nível de estresse/atividade que dê uma razão forte pra isso. Conheço pessoas no meu trabalho que estão em situações muito mais críticas que a minha e, no entanto, passam o dia alegres, brincalhonas e sorrindo pra vida. Aí eu fico com "fama" de mal-humorado e anti-social.
Estou aqui, às 3 horas da matina, escrevendo no blog, após chegar do meu trabalho e desabar na cama e só acordar agora. Algo está errado. Eu não era assim. Em que pese as condicionantes da noite passada.
Minha grande dúvida é se eu estou ficando velho mesmo ou minha vida está tomando um rumo não muito saudável, ou as duas coisas juntas. Sei lá, preciso refletir mais a respeito disso.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

óculos (reprise)

Estou de volta com meus óculos. Lentes zeradas. E sem custo. Algo em que eu não botava muita fé. Ainda bem que tem gente de bom senso e honestidade por aí. Podiam botar a culpa em mim e tascar 120 pilas da minha conta bancária. Mas não fizeram isso.
Aliás, só por esse motivo, vou fazer propaganda deles aqui: Ótica "Maria", Rua Major Sertório, em frente a praça Rotary, perto do Mackenzie. Quando precisarem de óculos comprem lá, porque eles respeitam seus clientes. E parcelam em 8 vezes.
O bom mesmo é que tudo voltou a ficar mais claro, brilhante, e nítido novamente. Enfim, estou refém dessa coisa, não tem jeito.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

retirante nordestino

Eis que o blogueiro que vos fala desce do busão na aprazível Praça Princesa Isabel, todo tranquilão carregando duas malas gigantes cheias de roupas, depois de voltar da lavanderia.
Atravessando a praça, chego no não tão belo e aprazível cruzamento da Avenida Rio Branco com a Duque de Caxias quando aproxima um sujeito com o celular no ouvido: "Ei amigo, vai pra São Luis?".
Sim, eu fui confundido com um retirante nordestino querendo ir embora pra casa. O que um par de malas e a cara de necessitado não faz com uma pessoa.

D´You Know What I Mean?

Depois de uma noite me revirando feito uma lagartixa na cama, eu estranhamente acordei bem no meu dia de folga. E com uma sensação que não sentia a bastante tempo.
Meio que automaticamente, liguei o computador e coloquei o disco "Be Here Now" do Oasis pra tocar, a todo volume. E denovo, uma sensação antiga me arrebatou. Dos tempos em que eu acordava de manhã em Campinas e essa era minha trilha sonora obrigatória, enquanto vivia minha vida de pequeno burguês desocupado, me enchia de café o dia inteiro, e tinha idéias mirabolantes, megalomaníacas, ridículas, e volta e meia inúteis. Devorava livros jurídicos, e passava boas tardes conversando no msn com pessoas que carrego até hoje encravadas no peito.
Eu achei ótimo, e preciso manter isso. Tanto que ainda não tirei o disco da vitrola. Não sei porque, tenho a sensação de que aqueles dias carregam o melhor de mim. Eu ainda tinha o meu óculos escuros (que de uma forma sinistra sumiu aqui em SP), deixava meu cabelo rebelde pra poder sentir o vento (aliás, ele está voltando a ficar assim), "pisava leve" pelas ruas de Campinas, olhava direto para o céu, encarava o pôr do sol as vezes de uma forma até arrogante, e deixava tudo e todos "passarem" por mim, sem focar demais as coisas.
Sinto que essa "energia" está me permeando hoje, agora, nesse exato momento. Eu preciso agarrá-la, com urgência. E eu vou.
"Pisar leve" pelas ruas de São Paulo. Ah, eu vou.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

óculos

Bom, mal deu um mês de uso e as lentes do meu óculos foram para o vinagre. Isso conseguiu me aborrecer e azedar meu começo de ano. Sem nenhum motivo aparente, as lentes riscaram de uma forma bizarra. Segui a risca todos os procedimentos de um bom "usuário" de óculos, mas.. não houve efeito.
O pior é ter que ficar com essa estranha sessão de que meus olhos parecem uma câmera de vídeo ajustada com foco reduzido. Tudo depois de 10 metros de distância é embaçado e obscuro.
Enfim, o que mais me angustia é ter que torcer para que o povo da ótica resolva a situação e eu não tenha que bancar um novo par de lentes. Seria um maravilhoso começo de ano azarado.

empty spaces definições (em parceria involuntária com "Desciclopédia"): o capitalismo


História do Capitalismo

Idealizado originalmente por um escocês chamado Adam Smith, que passava seus dias gastando o seguro-desemprego em Whisky. Ele era estupidamente preguiçoso e queria que qualquer imbecil (de preferência algum com tendências homossexuais) fizesse tudo por ele em troca de pequenos pedaços de papel colorido com a cara de rainha na frente. Ele dizia que devemos todos explorar o pobre e o imbecil, e que o resto à mão onanista do mercado há de ferrar. A partir dessas idéias, criou o que "Klaus Marx" chama de mais-valia: um imbecil produz 10 contos pra você, em troca de cinco. Por essa idéia, os mais malandros e sacanas enganaram uma porrada de trouxas alegando que tudo era deles. Assim também teve início o comércio de almas em grande escala.

O capitalismo moderno começa com a Revolução Industrial e as chamadas revoluções "burguesas" (do Mc Donald’s e da Coca-Cola). No século XIX a economia capitalista era um tipo de gincana, onde cada ramo de atividade econômica era ocupado por um grande número de empresas, normalmente pequenas, que concorriam intensamente entre si. O Estado quase não interferia na economia, limitando-se apenas a roubar dinheiro do contribuinte e dar desfalques na previdência (que de tão divertido continua até os dias de hoje, principalmente no Brasil).

A partir da Primeira Guerra Mundial, o capitalismo passou por várias mudanças: primeiramente a União Soviética passa a liderar o mercado capitalista, e o capitalismo deixou de ser competitivo para brincar de banco imobiliário com o mundo.

Com as grandes crises econômicas ocorrida principalmente entre 1912 e 1929, o Estado passou a interferir intensamente na economia, exercendo influência decisiva em todas as atividades econômicas. Agora o Estado passou a controlar os créditos, os preços, as exportações e importações, a venda de cerveja, maconha e de escravos sexuais.

Teoria Capitalista

É o direito que todas as pessoas possuem de trabalhar a vida inteira, pagar impostos abusivos e que em um futuro breve vão acabar parando na conta de algum político, serem exploradas e receber um salário que não vai cobrir nem 10% das suas necessidades e depois morrer por não existir mais vagas no hospital que é sustentado pelos seus impostos. Olhando para o lado positivo, você é livre para comprar qualquer carro importado que desejar!
Entendendo o Capitalismo Mundial
Capitalismo Ideal: Você tem duas vacas. Vende uma e compra um touro. Eles se multiplicam, e a economia cresce. Você vende o rebanho e aposenta-se, rico!
Capitalismo Americano: Você tem duas vacas. Vende uma e força a outra a produzir leite de quatro vacas. Fica surpreso quando ela morre. Então você invade um país árabe dizendo que eles ameaçam a democracia mundial porque têm armas de destruição em massa, e rouba as vacas deles.
Capitalismo Francês: Você tem duas vacas. Entra em greve porque quer três.
Capitalismo Canadense: Você tem duas vacas. Usa o modelo do capitalismo americano. As vacas morrem. Você acusa o protecionismo brasileiro e adota medidas protecionistas para ter as três vacas do capitalismo francês.
Capitalismo Japonês: Você tem duas vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produz 20 vezes mais leite. Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro.
Capitalismo Italiano: Você tem duas vacas. Uma você mata, quando tenta forçar ela e fabricar queijo diretamente da teta e com a outra você resolve experimentar salame de vaca. Vende o salame de vaca para todo o mundo e fica rico.
Capitalismo Britânico: Você tem duas vacas. As duas são loucas.
Capitalismo Holandês: Você tem duas vacas. Elas vivem juntas, não gostam de touros e tudo bem.
Capitalismo Alemão: Você tem duas vacas. Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa. Mas o que você queria mesmo era criar porcos.
Capitalismo Russo: Você tem duas vacas. Conta-as e vê que tem cinco. Conta de novo e vê que tem 42. Conta de novo e vê que tem 12 vacas. Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca.
Capitalismo Suíço: Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar a vaca dos outros.
Capitalismo Espanhol: Você tem muito orgulho de ter duas vacas.
Capitalismo Polonês: Você tem duas vacas. Seu time perde, você bebe, briga com as duas e as mata.
Capitalismo Português: Você tem duas vacas. E reclama porque seu rebanho não cresce...
Capitalismo Chinês: Você tem duas vacas e 300 pessoas tirando leite delas. Você se gaba de ter pleno emprego e alta produtividade. E prende o ativista que divulgou os números.
Capitalismo Hindu: Você tem duas vacas. Ai de quem tocar nelas.
Capitalismo Mexicano: Você tem duas vacas, sobe em uma e vai para os EUA.
Capitalismo Etíope: Você não tem duas vacas.
Capitalismo Sul-Coreano: Você tinha duas vacas, com a divisão das Coréias, você passou a ter apenas uma. Então os Americanos doam 3 mil vacas para você fazer inveja no seu vizinho do norte.
Capitalismo Porto-Riquenho: Você não tem duas vacas, mas é cidadão estadunidense.
Capitalismo Israelense: Você tem duas vacas. As duas foram tomadas dos Palestinos.
Capitalismo Iraquiano: Você tinha duas vacas. Com a invasão dos EUA você perde uma. Então troca sua única vaca por um carro bomba e mata aqueles filhos da puta.
Capitalismo Gaúcho: Você tem duas vacas. As vende e compra carne de vaca argentina.
Capitalismo Argentino: Você tem duas vacas. Você se esforça para ensinar as vacas mugirem em inglês. As vacas morrem. Você vende uma delas para os gaúchos, e a outra você faz um churrasco de final de ano pros diretores do FMI.
Capitalismo Brasileiro: Você tem duas vacas. Uma delas é roubada. O governo cria a CCPV- Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca. Um fiscal vem e te autua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. A Receita Federal, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro e botões, presumia que você tivesse 200 vacas e você vende a vaca restante para pagar as multas e os acréscimos legais e ainda adere ao programa do governo chamado REFIS para parcelar o restante da dívida com atualização da TR mais juros por 120 meses.

"entendo o capitalismo mundial": texto antigo que já circulou muito pela internet, mas é um dos mais criativos que eu já li.