terça-feira, 27 de março de 2007

humor negro faz bem ao coração

Bom, seguindo na temática relacionada a água, ela se tornou elemento central de um pensamento não muito engrandecedor que eu tive esses dias. Eu reparei que quanto mais velho você vai ficando, passando por certas experiências, vivências, acontecimentos, mais sarcástico e irônico você fica. É quase como se fosse uma lei natural, como aquela maçã atrevida caindo na cabeça do Newton.
Pois bem, estava eu voltando de ônibus pra casa, por volta de umas 18 horas, enlatado e encurralado dentro daquela jeringonça, em pleno horário do "rush" paulistano, quando comecei a pensar sobre quais seriam "os grandes problemas" da cidade de São Paulo.
Violência, poluição, todos os grandes temas críticos vieram a minha cabeça. Mas eu pensei, analisei, depurei, e cheguei a conclusão de que o grande problema de São Paulo era (é) o trânsito. É o que ferra e detona com essa cidade. Tirando um pouco do brilho e do prazer de todas as coisas boas que se pode fazer nessa megalópole (e não são poucas).
Depois de ter localizado/determinado o "grande problema", eu passei a pensar na solução. E simplesmente não achei nenhuma que funcionasse a curto/médio/longo prazo, apenas a longuíssimo prazo (e de uma forma muito complexa, o que me fez desistir de continuar "pensando").
Do nada, enquanto olhava da janela do busão as colunas gigantes que sustentam aquela "cagada arquitetônica" chamada "minhocão", um sorrisão gigante surgiu no meu rosto, e arrematou: é simples, é só dizimar algo em torno de 1/2 a 2/3 da população da cidade que tudo vira uma maravilha.
Aí eu me animei e pensei nos "planos" que poderiam ser executados pra colocar esse "insight" maquiavélico em prática. Sem muito esforço, veio o tal elemento água na cabeça (tão bem conhecido dos paulistanos). E a arquitetura da utilização do sistema de abastecimento de água pra envenenar uma porcentagem determinada da população, de forma rápida e certeira.
Tudo começaria por localidades como o prédio da Daslu, ou os arranha-céus "sem sal" da Faria Lima. Algumas quadras de Higienópolis, Pinheiros, Itaim-Bibi e Jardins. Outras áreas teriam que ser integralmente preservadas, como a Av. Paulista, os barzinhos da Vila Madalena, e claro, o condomínio do meu prédio.
O mais interessante é que depois de toda essa "viagem", o estresse que eu estava carregando comigo embora pra casa simplesmente sumiu. E eu me senti extremamente leve. Uma leveza de espírito que me deixou até meio abobalhado (é sério). E completamente convencido da minha capacidade de extravazar o meu lado "Dick Vigarista" de uma forma plena e sem constrangimentos.

6 comentários:

Reka disse...

Pois te entendo perfeitamente. Curitiba às vezes me faz dar risadas "Mutleyanas" e juntar os dedos no melhor estilo Burns.

Cris disse...

Lex Luthor... rs

doug disse...

a idade é fundamental, tenho 19 e prefiro conversar com pessoas de 25,30,40... Perdi as contas de quantos pensamentos desse tipo já passaram pela minha pérfida mente. Ajuda p/ concretizar o plano? :O

Carol disse...

Vc me lembrou a frase chave do nosso departamento:

Usuário bom é usuário ....
....
.....
......
........
..........MORTO!
(imagine 17 pessoas em coro falando!)

Carol disse...

Vc me lembrou a frase chave do nosso departamento:

Usuário bom é usuário ....
....
.....
......
........
..........MORTO!
(imagine 17 pessoas em coro falando!)

Menina Enciclopédia disse...

eheheheh isso parece pensamento de terrorista em 24horas! olha q a Cris chama o jack bauer! uaauha
mas é normal, ninguém é de ferro, a gente acaba tendo pensamentos assim pra não ficar como o Michael Douglas em um dia de fúria rss
beijo!