terça-feira, 26 de junho de 2007

com a bala na agulha

Depois de mais de um ano sem atualizar meu currículo, quinta-feira passada resolvi atualizar (pra uma indicação de vaga). Nessa terça, recebi uma ligação na caixa postal: "Alexandre, somos da fulano de tal, e gostaríamos de entrar em contato contigo.." Retorno a ligação, e acontece uma "mini-entrevista" via celular.

Em 2005/2006, quando me mudei pra SP, levei mais de 5 meses pra participar de uma entrevista séria de emprego. Bom, agora foram 5 dias. Uma mudança sensível, convenhamos. Tomara que continue assim. O mercado está aparentemente esquentando e eu preciso aproveitar isso. Chega de acomodação e letargia (minhas grandes e velhas amigas).

segunda-feira, 25 de junho de 2007

as eternas festas juninas "de antigamente"

(iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiirá!... eu, meu irmão, e minhas primas.. muito tempo atrás, em uma galáxia muito distante..)

Ontem estava lendo no blog da minha amiga Cris uma postagem que falava das festas juninas. Enquanto lia comecei a ter lembranças da minha infância e das festas juninas daquele tempo. Das minhas esquivas em dançar a quadrilha, daquele cheiro bom do "mix" quentão/cachorro quente/pipoca/maçã do amor (ainda existem maçãs do amor nas festas juninas?), dos vinis deliciosamente audíveis do Mario Zan.

Lembrança especial que me veio à cabeça foi a comemoração de um aniversário da minha irmã em Suzano (cidade onde morei), em que meus pais bolaram uma festa junina temática no quintal de casa e convidaram boa parte da minha gigante família (uma verdadeira legião).

Meu pai montou uma complexa parafernália sonora pra abocanhar todo o quintal e deixou rolar a noite inteira um punhado de vinis do Mario Zan (ou era só um que ficou "ralando" a noite inteira, não lembro). Na mesa, doces os mais variados. Todo mundo vestido à caráter. Um frio de lascar (acho que foi um dos dias mais frios que eu já pude sentir na minha vida, sério). Churrasco pra acompanhar.

Todas essas são memórias que eu guardo muito nítidas na minha cabeça. Daquelas especiais, que nosso cérebro faz questão de colocar numa "pasta" diferenciada, pra fácil acesso.

Neste último sábado à noite peguei o busão pra ir na DJClub me encontrar com alguns amigos. No trajeto, passei em frente à Igreja da Consolação e estava havendo uma quermesse. Instantaneamente essa lembrança do "aniversário festa junina" relampejou na minha cabeça. E aquele "mar de sensações" ficou girando um bom tempo pelos meus neurônios, como que me "drogando" com aqueles sentimentos mágicos.

Na postagem dela, a amiga Cris deixou no ar a indagação: ainda são feitas festas juninas como as de antigamente? Eu diria que não. Por um simples motivo. Não existem festas juninas melhores do que aquelas da nossa infância, independentemente de onde e quando elas aconteçam. Elas são únicas. As eternas festas juninas "de antigamente". Ninguém se desfaz delas.

domingo, 24 de junho de 2007

sociologia ambiental

Esses dias fui escrever um recado pra uma amiga no orkut e vi entre as comunidades dela uma que me chamou atenção, e achei bem interessante. O título da dita cuja era "Sociologia Ambiental". Vejamos a descrição: "Comunidade voltada para a discussão entre leigos e pesquisadores sobre a temática ambiental do ponto de vista sociológico."

Nos últimos tempos tenho pensado muito na necessidade imperiosa de voltar a estudar. Mas não estudar pra concursos e tal. Estudar pra valer mesmo. Fazer uma especialização, um mestrado, um doutorado (opa, "easy boy").

Graças a visita e participação nessa comunidade eu até tive um "insight" pra uma possível tese: uma análise do meio-ambiente (o que inclui aí o ambiente de trabalho, o ambiente familiar) na sua relação com as "flutuações" das relações humanas e/ou sociais. Poderíamos incluir aí desde as relação econômicas e a forma como ela atinge o meio-ambiente em larga escala (a intervenção na construção de grandes obras industriais/agrícolas/urbanísticas e o impacto delas na natureza e na "teia de relações econômico-sociais" -muito chique isso-) até as pequenas relações humanas dentro de um ambiente de trabalho comum (um escritório; a saúde psicológica das pessoas, o bem-estar).


Fiquei tão entusiasmado com a idéia que até andei bolando na minha cabeça um "sumário" com a esquematização do trabalho. Seria um estudo bem abragente, complexo, e interdisciplinar. Com o cruzamento das três áreas de estudo que eu mais gosto: Direito Ambiental, Direito do Trabalho, e Sociologia.

Bom, o negócio agora é manter a idéia viva, pra quem sabe em médio prazo eu conseguir colocá-la em prática.

sábado, 23 de junho de 2007

vida de solteiro (2)

Num cálculo rápido, 1 ano e 9 meses morando sozinho. Estive pensando nesse números, já é um tempo razoável. Interessante que apenas recentemente eu acho que me adaptei plenamente ao fato de que estou vivendo "on my own".

Consegui conquistar, digamos, uma "tranquilidade de espírito" que relutava em chegar. Uma certa ansiedade ficou pra trás, e só agora eu estou conseguindo realmente me organizar e "planejar as coisas que precisam ser planejadas" (momento Luis Inácio Lula da Silva).

Poderia creditar isso ao fato de que estou mais "confortável" no meu trabalho, e seguro sobre o meu potencial e as minhas possibilidades. Aliás, isso me reanimou a prestar concursos públicos, e a enxergar na minha "canoa" um verdadeiro "transatlântico", algo essencial pra quem pretende encarar o "mar-aberto".

Não sei até que ponto isso irá resultar numa real (e necessária) mudança de atitude em alguns aspectos. Contudo, sinto que consegui consolidar a "liquidez emocional" que vinha me atrapalhando severamente desde que resolvi me mudar aqui pra sampa.

Enfim, visualizar mais do que um "nevoeiro de idéias" na minha cabeça deixou de ser uma aberração. Isso é fato.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

yada, yada, yada? (2)

Ainda sobre o seriado "Seinfeld", minha amiga Carol gentilmente indicou um link pra baixar o livro relacionado à serie do famigerado comendiante:

Jerry Seinfeld, o melhor livro sobre o nada

Uma boa opção pra fãs do "enlatado". Quem sabe eu não crie coragem e leia também.

empty spaces dicas: Cachorro Grande (ao vivo)

(Cachorro Grande)

Eu queria escrever um texto legal aqui mas tô com muito sono pra isso. Só pra deixar registrado, que depois de muito atraso, eu fui conferir a banda Cachorro Grande ao vivo. Sinceramente, é bem melhor (e animado) do que eu achava que fosse. Isso porque eu já tinha uma idéia de que o dito cujo (o show) era bom, e bem animado.

O vocalista Beto Bruno é provavelmente um dos melhores "frontman" do rock and roll nacional atualmente. Um roqueiro que sabe ser ao mesmo tempo "badboy", divertido, simples, simpático, e "blasè" (na frente do palco). Poucos roqueiros conseguem criar essa química. Aliás, esses adjetivos cabem bem para a banda como um todo.

Depois de ter assistido a performance eu pude confirmar por definitivo, que, junto com o Ira!, são as duas melhores bandas de rock brasileiras em atividade. Por sinal, eu acho as duas bandas muito parecidas, na proposta sonora e na "filosofia" roqueira. Algo que busca aquele meio termo entre ser musicalmente autêntico e razoavelmente popular.

img: http://revistatrip.uol.com.br/

sábado, 16 de junho de 2007

yada, yada, yada?

(George Constanza, Elaine Benes, Cosmo Kramer, e Jerry Seinfeld)

O orgasmo feminino é como a batcaverna. Poucas pessoas sabem onde fica. E se você tiver a sorte de encontrar, provavelmente não saberá como chegou lá.. e não vai saber voltar depois (...).
Há dois tipos de orgasmos femininos. O real e o falso. E vou lhe dizer uma coisa: um homem não sabe distinguir. Não sabemos. Para os homens, sexo é um acidente de carro.. e determinar o que é o orgasmo feminino é como perguntar.. "O que você viu depois de perder o controle do carro?". "Ouvi ruídos de derrapagem.. lembro que passei para o outro lado da pista.. e, no final, fui jogado para fora do carro."

(Jerry Seinfeld)

E hoje eu comprei "clandestinamente" a 5ª temporada do "Seinfeld" (o seriado). Dinheiro (curto) pra lá de bem investido. Nem os títulos do tesouro americano são páreos em confiabilidade pra um investimento como esse. Pena que vocês não possam visualizar a minha cara de felicidade nesse momento.

img: http://employeecomedy.typepad.com/

sexta-feira, 15 de junho de 2007

como se desestressar em São Paulo em 120 minutos

É possível. Porém, não é simples, requer um forte poder de concentração e muita força de vontade.

Estou falando do final de tarde em São Paulo ("hora do rush") numa sexta-feira, com o metrô fechado em plena Avenida Paulista. Quem conhece essa cidade, já conseguiu visualizar e "sentir" o grau do estresse do qual estou falando.

Eu sinceramente não sei o que aconteceu. Ouvi alguns comentários de alguma relação com a greve, outros de que teria faltado luz no metrô, e outros ainda dando conta de um problema nas linhas. O fato é que sem metrô a Paulista vira um inferno. Um verdadeiro formigueiro de "baratas tontas" tentando achar uma forma de ir embora. Ônibus lotados, calçadas lotadas. Um porre.

Como sempre faço, saí do meu trampo e parei no "Tenda Paulista" pra deglutir uma dupla das sagradas e deliciosas esfihas de carne de lá. É religioso. Contando no relógio, isso era por volta de 17h45min. Tudo tranquilo, tudo na santa paz. Passei pra pagar algumas contas no banco e segui em direção ao ponto de ônibus do cruzamento com a Rua Consolação.

Já na rua, percebi que algo estava fora do normal. Mais gente que o normal, Gente falando mais que o normal. Cheguei no ponto e pude visualizar aquela horda de paulistanos ávidos pra voltar pra casa. Fiquei um tempo por ali e vi que a coisa estava desumana. Não tinha um ônibus que não passasse e levasse o povo feito sardinha enlatada. Saquei o "plano B", fui pegar o ônibus na Bela Cintra, aí o problema foi que não passava ônibus. Desisti denovo. Segui para o "plano C" e fui pro metrô consolação (nessas alturas eu ainda não sabia do problema no metrô): estação fechada, e aquele povo subindo e descendo procurando informações. "Plano D", uma tentativa suicida de pegar algum ônibus ali na Paulista mesmo, desisti rapidamente depois que visualizei o ponto do Trianon-MASP.

Nessa altura do campeonato, a incipiente dor-de-cabeça que me incomodava no trabalho virou uma tempestade intracraniana que começou a fazer meu cérebro pulsar. Estava começando realmente a me sentir mal. Lembrei do "plano E" e desci em direção à Av. 9 de julho, para uma última tentativa. Foi só descer a ladeira atrás do MASP e já deu pra ver a dita avenida com o trânsito todo parado e os pontos de ônibus cheios. Pra ajudar, naquele exato momento acabou a bateria do meu MP3 (o salvador dos meus fins de tarde).

Poderia ter seguido por ali, mas aí que veio a "iluminação". Eu já estava a "ponto de bala", cansado, com minha cabeça "rachando" e super-estressado depois de uma sexta onde só escutei cobranças no trabalho. Enquanto encarava a subida de volta à Paulista comecei a lembrar de uma reportagem que vi na TV falando sobre as principais situações de risco pra um AVC (Acidente Vascular Cerebral), e a lembrar também do histórico cardíaco e de pressão alta da minha família. Eu comecei a matutar, matutar e cheguei a conclusão de que não iria "surtar" por causa daquilo. A decisão final: eu não fui embora. Atendendo a pedidos da nossa caríssima ministra Marta Suplicy, eu resolvi "relaxar e gozar". Enfim, passar o começo da noite ali na avenida mesmo até que as coisas começassem a se normalizar.

Primeiro passo, passei na drogaria e comprei um analgésico dos bons. Só com o "efeito placebo" de ter entrado na farmácia minha dor-de-cabeça já começou a diminuir. Aproveitei e comecei a bater um papo com uns hipocondríacos que passavam por lá sobre o caos no trânsito. Conversa vai, conversa vem, e eu fui relaxando mais.

Segundo passo, fui gastar dinheiro. Aproveitei que estava perto de alguns estabelecimentos de "manufatura de produtos audiovisuais de 2ª linhagem" (se é que vocês me entendem) e fiz algumas aquisições. Meu estresse que já estava mais baixo diminuiu sensivelmente (definitivamente, o ato de consumir é a maior "droga" da pós-modernidade).

Terceiro passo, fui jantar sozinho. Pedi um prato de picanha grelhada, no ponto, que serviu como toque final no meu processo de "descoagulação cerebral". Nisso, já se passava das 20h e a coisa parecia que tinha acalmado um pouco no trânsito. A "massa paulistana" em sua maioria já havia se deslocado, e pude ir embora com uma certa tranqüilidade (apesar de uma movimentação muito atípica pro horário ainda).

Bom, foi a primeira vez que passei por uma situação como essa aqui em SP. Nem quando o PCC resolveu bancar o IRA! aqui na cidade eu fiquei tão sem alternativa e estressado como hoje. E foi também a primeira vez que eu tomei a atitude de não me importar em nada com isso, com esse "pulsar caótico" dessa cidade espetacularmente maluca. Preciso tomar essa atitude com mais freqüencia.

No fundo, bem lá no fundo, todo morador de São Paulo consciente da complexidade desse aglomerado de gente em ponto de combustão é um monge em processo de "iluminação".

quinta-feira, 14 de junho de 2007

"hay que endurecer.. pero.." (microfonia)

"Aquela reforma agrária com que o MST sonhou durante 20 anos não existe mais. Se ficarmos só na pauta da terra, seremos derrotados." - João Pedro Stédile, no 5º Congresso Nacional do MST (Movimento dos Sem Terra).

Li essa frase no noticiário e fiquei refletindo sobre ela. Não vejo outro sentido que não o de um amadurecimento. Primeiro, porque, de uma certa forma, o Brasil perdeu o "momento histórico" pra fazer aquela reforma agrária que todos os países ditos desenvolvidos de uma forma ou de outra fizeram um, dois séculos atrás. Segundo, porque o MST se tornou algo mais complexo e metamórfico do que um simples e pequeno movimento agrário, e tem que "ampliar a pauta" realmente. Não que não seja mais necessária uma reforma agrária no Brasil, é preciso sim. Mas como o líder do grupo político disse lá em cima, não é "aquela" mais. Tem que se pensar em outra, que leve em conta uma gama de fatores muito maiores que antes eram desprezados. Ideologicamente falando, inclusive.

domingo, 10 de junho de 2007

empty spaces dicas: "Dance Tonight" (Paul McCartney, Memory Almost Full, 2007)



"Macca" salvando meu final-de-semana. Rock and roll, chá, uma casa no campo, Natalie Portman fazendo uma visitinha. Não há nada melhor pra jogar o desânimo do 17º andar lá pra baixo.

momento ombudsman (3)

"(Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band: eles tocam em qualquer dia, qualquer horário, e qualquer lugar.. é só chamar)" - comentário inserido na legenda da postagem anterior.

Mais clichê, impossível.

A postagem abre espaço pra críticas (construtivas ou não) em relação ao andamento do blog. Editoração, produção, escrita. Podem descer a lenha. Enquanto não tiver meu "personal ombudsman", preciso da opinião dos nobres, parcos, e fiéis leitores desse espaço para a continua melhora.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Sargento Pimenta quarentão.. (um brinde)

(Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band: eles tocam em qualquer dia, qualquer horário, e qualquer lugar.. é só chamar)

A postagem de hoje é só pra registro. Aliás, um senhor registro. Nesse dia 1º de junho de 2007 completam-se 40 anos de existência daquele que é considerado por muitos (uns 99%, digamos) o maior e melhor álbum de música pop já produzido no planeta.

Eu, como um bom apreciador de música pop, abri uma garrafa de Caracu em homenagem ao nosso condecorado Sargento Pimenta e seu gigantesco "clube dos corações solitários", uma das maiores e mais veneradas instituições do planeta.

Pra ilustrar, uma foto com os quatro rapazes da banda que sempre anima esse clube. Seja dia, seja noite. Seja qual for o dia da semana, as condições de temperatura, pressão, e estado de espírito. Eles sempre estão preparados. É só botar o "bolachão"/CD/mp3 pra rodar na vitrola.

Então vamos lá: um brinde ao bom gosto musical, e à existência da "bíblia" daqueles que acreditam numa vida banhada a muito rock and roll, afeto, e empatia!..