segunda-feira, 27 de agosto de 2007

blogueiro viajante


Teacher said
I had my head in the clouds
They directed
I suspected
Disconnected
Had it my way

On the street
I had my feet on the ground
Stood corrected
Well protected
Resurected
Had it my way

I've got my feet in the clouds
Got my head on the ground
I know that I'm not a square
As long as they're not around

But I find it very very very very very very hard
Yes I find it very very very very very very hard

Love is fab
It's like a stab in the the heart
Hidden treasure
Made to measure
For my pleasure
Had it my way

I've got my feet in the clouds
Got my head on the ground
I know that I'm not a square
As long as they're not around

And I find it very very very very very very hard
And I find it very very very very very very hard
Oh I find it very very very very very very hard
Yes I find it very very very very very very hard

I've got my feet in the clouds
Got my head on the ground
I know that I'm not a square
As long as they're not around
But I find it so hard I find it so hard

("Feet in the Clouds" - Paul McCartney)

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

a mais nova musa do pedaço: Lily Allen

(Lily Allen)

Eu já tinha ouvido falar sobre ela no cenário musical, mas ainda não tinha mantido, digamos, um contato visual. Hoje de manhã, acordei, liguei a TV (ainda enrolado no edredon na cama), e dei de cara com essa belezura num clipe simpático na MTV.

Talvez ainda seja cedo pra isso, mas vou arriscar colocá-la no "panteão de musas" pelas quais esse pobre blogueiro saliva insaciavelmente, junto com minhas queridas Angelina Jolie e Natalie Portman (preciso escrever uma postagem especial para cada uma delas).

Foi paixão a primeira vista. O olhar, o jeito de andar, de se expressar. Tá certo que era um clipe, mas por mais que a pessoa "vista" um personagem certas características não têm como fingir. Perdi alguns segundos do clipe tentando desesperadamente achar meus óculos, mas pude degustar da grande maioria do dito cujo.

Inglesa, 22 anos, londrina, altiva, comunicativa, aparentemente inteligente, debochada, e, quem diria, meio encrequeira. Fiz uma busca na internet pra descobrir mais sobre a moça e encontrei essas manchetes:

* Lily Allen tem visto cassado nos EUA
* Lily Allen volta a beber
*Lily Allen pode ir pro xilindró
*Lily Allen diz que Victoria Beckham é medonha

Independentemente de outros fatores, é nessas horas que eu realmente fico puto da vida por não ter nascido londrino. Quem sabe poderia ter esbarrado com esse pedaço de mal caminho em alguma esquina da "city" e hoje seria um homem realizado.

É daquele típico caso de garota que você não se incomodaria nem um pouco em ser usado ou abusado, afetivo-sexualmente falando. E ainda agradeceria a Deus pela dádiva alcançada.


Vendo o clipe, tecnicamente, ela não é nenhuma escultura. Levemente "gordinha", baixinha, um "defeitinho" aqui, outro ali. Mas aí é que tá a graça da coisa toda. Os leitores do sexo masculino desse blog irão concordar comigo.

Vem Lily, vem quente que eu já virei lava.

img: http://www.ramdam.com

o rumo e o dano cerebral

Esses dias estava conversando com uma amiga via internet e comentávamos sobre o fato de eu ter saído da minha senzala, ops, emprego recentemente. Conversa vai conversa vem e ela: "Estou feliz, finalmente você está dando um rumo pra sua vida.." (não lembro se foram exatamente essas palavras, mas algo assim). E eu retruquei brincando: ".. mas como assim? minha vida antes não tinha rumo?". É óbvio que eu sabia o que ela queria dizer, mas essa resposta foi instantânea.

Afinal, o que é realmente ter "um rumo na vida"? O "senso comum" diz: estude, forme-se, "desenvolva" seu trabalho, lute e se estresse o suficiente pra adquirir "respeito" e status através dele, esforce-se ao máximo pra juntar uma boa quantidade de patrimônio (ou pelo menos tente), case-se (ou só engravide alguém ou deixe alguém te engravidar, dá tudo na mesma), crie seus filhos, mate-se de tanto trabalhar (agora em dobro) pra pode sustentar os ditos cujos (e sua esposa/companheira/amante/etc.), prepare-os para a "vida", e saiba envelhecer, adoecer e morrer sem importunar muito os outros (a palavra outros aqui inclue no caso todas as pessoas que de uma forma ou de outra você sustentou/defendeu durante toda a vida).

Quando minha amiga proclamou "o rumo da minha vida" ela inconscientemente estava me lembrando de todo esse "ciclo" que age como um gigantesco ímã sobre todo e qualquer ser humano habitante da face do planeta. Aqueles poucos que conseguem ou tentam escapar desse grande "centrifugador existencial" são dilascerados e espelidos socialmente ou simplesmente perdem alguns "parafusos" da própria cabeça.

Uma antiga canção de rock alertava (e ainda alerta) ironicamente sobre o "dano cerebral" que sofrem aqueles que tentam fugir do mastodôntico furacão chamado "o rumo da sua vida". O que mais incomoda é a impossiblidade de visualizar uma saída apaziguadora e redentora para esse impasse metafísico.

E eu não sei porque resolvi escrever sobre isso. Talvez pela consciência do fato de que logo logo eu precisarei descer a montanha, caminhar pelo pântano, e encarar de frente a bestial tormenta que varre a planície.

sábado, 18 de agosto de 2007

empty spaces dicas: "Memory Almost Full" (2007)

("Memory Almost Full" - 2007 - Paul McCartney)

Estava enrolando um pouco pra comentar sobre o último disco solo do "Macca" aqui. Queria escutar bastante antes pra emitir um juízo de qualidade (afinal, é um tópico onde eu me meto a querer fazer pretensas resenhas musicais). Acho que cheguei no ponto certo.

Tudo o que eu escrevi no post em que comentei sobre o "Chaos and Creation.." vale aqui pra esse álbum. É tão bom quanto. Talvez a principal diferença seja que o "Memory Almost Full" seja um disco mais animado, criativo, aberto, e sofisticado, enquando o anterior é mais triste, conservador, fechado, e denso. De qualquer maneira, eu ouso dizer que são dois dos mais autênticos (e melhores) álbuns que Sir McCartney já produziu em carreira solo, seguindo a mesma filosofia dos já clássicos "McCartney" (1970) e "RAM" (1971). Álbuns em que ele não tentou fugir do "fantasma" dos Beatles e deixou a coisa fluir.

Esse disco talvez tenha um certo esmero musical que o diferencia dos outros três. Percebe-se ali um esforço pra fazer um trabalho superior, com músicas muito bem "desenhadas" e que exalam requinte. As letras também (assim como no "Chaos..") estão num nível mais elevado, saindo um pouco da superficialidade daquelas canções mais "grudentas" que o "Macca" fazia com os Wings e nos seus discos mais fracos.

Basicamente, como bem demonstra a capa do disco, Paul senta na "poltrona do avô" e encara o fato de que as coisas estão chegando ao fim. A temática que domina é o "diálogo" com a própria maturidade, as memórias, e uma certa crítica ao excesso de informação da nossa vida atual (palavras do próprio).

Eu particularmente gostei muito das faixas "Dance Tonight", "Ever Present Past", "You Tell Me", "Vintage Clothes", "That Was Me", "Feet in the Clouds", "End of the End" (um verdadeiro "testamento poético") e "Why So Sad".

O álbum vem com três faixas bônus (não sei se em todas as edições): "In private", "Why So Sad" e "222".

Pros viciados em cafeína como eu, o CD foi distribuido por um selo musical da rede de cafeterias Starbucks. E o melhor, as lojas deixam o dito cujo de trilha sonora de fundo enquanto você toma o seu cafézinho.

Setlist:

01- Dance Tonight
02- Ever Present Past
03- See Your Sunshine
04- Only Mama Knows
05- You Tell Me
06- Mister Bellamy
07- Gratitude
08- Vintage Clothes
09- That Was Me
10- Feet in the Clouds
11- House of Wax
12- End of the End
13- Nod Your Head

Bônus:

14- In Private
15- Why So Sad
16- 222

meus vizinhos são um terror

Nunca tive problema com meus vizinhos, mas alguns deles conseguem ser bem escrotos. Em uma análise generalista, poderíamos dizer que minha vizinhança é bem eclética. Esse "ecumenismo condominial" traz muitos aspectos positivos, por outro lado, acarreta em certas situações dignas daqueles clássicos filmes que passam na "sessão da tarde".

Dormi muito mal na noite retrasada. Não seria algo tão ruim se não fosse pelo fato de ter acordado as 6:40h da manhã com alguém esmurrando uma porta. Fiquei assustado, com a primeira hipótese de estarem tentando arrombar a porta do meu apê. Porém, logo percebi que se tratava do meu vizinho lateral, ou melhor, minha vizinha.

Tentei voltar a dormir, mas ela batia cada vez mais forte na porta, ao mesmo tempo em que desesperadamente forçava uma chave na fechadura. Resolvi levantar e ir ao banheiro (cuja janela é vísivel da porta do meu vizinho), até porque estava apertado. Seguia lavando o rosto quando escuto uma voz vindo da janela:

V:"Ei Moço!"
A:"Sim? Quem é?"
V:"Desculpa, antes de começar o seu banho (?) será que você poderia interfonar lá embaixo pedindo pra chamarem no apartamento aqui do lado?"
A:"Aconteceu algo?"
V:"É que esqueci minhas chaves e não consigo entrar.."

(pausa para ´deglutir´ o pedido)

A:"OK, espera só um pouquinho.."

(interfonando na portaria)

A:"pronto, já estão chamando"
V:"obrigada."

Voltei meio zonzo ainda pra debaixo do edredon. A joça do interfone tocava lá dentro do apartamento (deu pra escutar da minha cama) e ninguém atendia. E aquele ser lá fora continuava tentando derrubar a porta na mão. O pior, ela não falava nada, não chamava ninguém. Isso porque tinha alguém dentro do apartamento (eu ouvia ruídos). Foram mais uns 5 minutos nessa babaquice (e eu já a ponto de bala pra sair lá fora e tirar satisfação) quando baixou um silêncio mortal. Cessou o interfone, as batidas, mas a porta não se abriu. E eu lá olhando pro teto tentando entender alguma coisa.

Depois disso não consegui dormir mais, só fui voltar a pegar um pouco no sono já era umas 8h da matina.


É difícil, mas prefiro ficar com aquela máxima: vizinhos a gente não entende, aceita que eles existem e pronto.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

bloco de notas

Bom, eu costumo ir cortar meu cabelo num lugarzinho razoável que eu descobri na Santa Cecília. Sempre gostei do corte de uma senhora que trabalhava lá (frise-se 'trabalhava'). Pois só ontem, na verdade, descobri que ela não trabalha mais lá. Quando cheguei não havia ninguém pra cortar meu cabelo, a moça da recepção pediu pra eu aguardar enquanto chamava a "moça do corte". Fique olhando as revistas até que vindo na minha direção surgiu um ser que parecia a versão feminina do "ovelha", usando um óculos "fundo de garrafa", e vesga! (tô falando sério): "Vamos lá?!". Acho que nunca passei tanto apuro na minha vida e me preocupei tanto com minha integridade física. O pior é que o corte parece que ficou bom (ainda estou analisando).

***
Já virou um clássico, até tirei uma foto pra registro nos "anais" do blog. Se tem uma coisa que me acompanha incansavelmente nessa recente vida de "home alone" na metrópole é essa belezinha:


A rotina de solteiro preguiçoso na cozinha demanda uma certa agilidade. É prático, barato, não suja muita louça, é nutritivo. Só tome cuidado pra não comer umas 4, 5 vezes seguidas na mesma semana porque você pode desenvolver um certo "complexo".

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E a noite rendeu ontem, em sonhos bizarros. Virei alvo de bombardeio da Força Área Britânica da década de 40. Dêem uma conferida aqui: Sleepy Feeling.

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Zapeando os canais de TV hoje de manhã descobri que minha cara "Jo-jo" (Angelina Jolie) fará uma pequena passagem pelo Brasil juntamente com o "exterminador" Arnold Schwarzenegger, em um evento relacionado ao meio-ambiente e desenvolvimento sustentável (achei muito bizarra essa combinação) na capital Brasília no mês de setembro. Estarei por lá no começo do mês, quem sabe não rola um café a dois, uhu!.

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Não sei se estou ficando maluco, mas tenho reparado em algumas "sensações" pelas quais passo antes de entrar em sono profundo à noite (bem, reparar nisso é coisa de maluco). Já notei que o meu cérebro parece que passa por uma fase de "estalos", como se ele aumentasse ou diminuísse de tamanho (?), ou pelo menos algum tipo de movimento ocorre na minha caixa craniana que dá essa impressão. Lembrei daquele filme "Efeito Borboleta" e parei de divagar sobre isso na hora.

***
Minha mãe me chama no msn enquanto edito essa postagem e me mostra essa notícia, referente a minha ex-empresa, nas palavras de uma juíza da Vara do Trabalho local: "a empresa deve entender que seu ‘colaborador’ é uma criatura humana e como tal deve ser tratado e não como máquina. O dano moral é tão inequívoco, tão notório e evidente, que dispensa maiores comentários, tamanha a perplexidade que causa". Eu também acho que não preciso comentar mais nada.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

empty spaces dicas: "Derecho de Familia"

(pragmatismo X idealismo)

Muito bom filme, fui ver ontem no cinema. Acho que foi o primeiro filme argentino que eu assisti (se não me engano). Desconhecia essa (boa) vocação cinematográfica dos "hermanos". A gente tenta evitar, mas sempre fica aquela visão preconceituosa e alienada de que a única coisa interessante que sai daquele pedaço do planeta é o futebol.

Independentemente da técnica do filme, eu fique fã do dito cujo por conta de dois fatores maravilhosamente básicos e vitais pra mim: café e Direito. O roteiro trabalha em cima desses dois elementos pra desenrolar a estória. Pai e filho, operadores do Direito, mas com visões opostas sobre a referida ciência jurídica. O pai, um tradicional e experiente advogado que usa dos seus bons relacionamentos e de métodos heterodoxos (no limite ou além da ética) pra ganhar as causas. Já o filho, um professor universitário e defensor público idealista, reservado e tímido. Ambos com um traço em comum: uma rotina metódica e levemente tediosa.

O grande mote do filme é refletir sobre as relações familiares. Seja no dia-dia entre marido e mulher, seja delineando a curva temporal ascendente e descendente entre pai e filho. A comunicação (ou a falta dela) entre ambos, a construção e desconstrução dos vínculos. Tudo tratado de uma forma muito sutil, e trabalhando sempre com o silêncio (outra coisa que eu gostei muito nesse filme).

Recomendação total. Pra quem está com o cinema fácil, em vez de pagar pra ver Harry Potter, o surfista prateado, ou o ráio que o parta, é só se deslocar àquela sala menor (normalmente a última do corredor, especializada em filmes "alternativos"), levando uma pipoca e um refrigerante, e se entreter com cultura de bom gosto.

OBS: em português, o filme se chama "Leis de Família" (2006 - Argentina/Itália/Espanha/França).

img: http://adorocinema.cidadeinternet.com.br

levantamento sobre métodos violentos de tortura: faxina na própria residência

(é mais eficaz do que arrancar unha com alicate..)

Eu não sei como as outras pessoas que cuidam sozinhas de uma casa ou apartamento lidam com isso, mas eu tenho uma certa dificuldade com a tal da faxina. Ô coisa chata. Aliás, tenho uma baita inveja das pessoas que limpam casas de dois, três quartos em meia, 1 hora, enquanto eu levo umas 3 horas pra limpar uma kitnet. Chega a ser constrangedor até, mas eu estou me aperfeiçoando.

Pior que tem gente que gosta dessa atividade, já ouvi declarações nesse sentido (não digo das profissionais do ramo, porque garanto que a maioria delas gostaria de estar trabalhando com outra coisa). Enfim, tem gosto pra tudo. Masoquismo sempre é uma opção.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

São Paulo, a grande fênix


Esses dias estou podendo observar melhor (e com mais tranquilidade) as manhãs aqui da minha vizinhança. Noto cada vez mais que a coisa está começando a mudar no pedaço, e para melhor. Reformas nos prédios, novas pinturas, até o "hall" do meu prédio tá cheio de plantas, vasos, tapete vermelho (!) (parece uma verdadeira floresta, mas muito mais agradável que a palidez anterior).


Bom, de uma maneira geral, o centro de São Paulo está aos poucos voltando a "pulsar". Pena que os paulistanos mesmo estejam observando isso de longe, tirando a própria administração da cidade, claro. Por enquanto, os moradores da região ainda se resumem a "renegados" sociais e imigrantes de baixa renda de tudo quanto é tipo. Dá pra achar dos clássicos retirantes nordestinos até uma safra recente de africanos (só tem homem aliás, deve ser aquele povo que vem escondido em navios cargueiros). Sem falar nos maravilhosamente simpáticos coreanos (isso foi irônico) e os bolivianos.


Existe um projeto da prefeitura pra desapropriar boa parte da chamada "cracolândia". Não sei até que ponto isso é bom, ou irá resolver a situação, mas é melhor do que nada, do que a inércia. A verdade é que essa zona da cidade só vai voltar a se valorizar quando o paulistano "médio", aquele dito formador de opinião, voltar a frequentar essas ruas. Infelizmente esse "back to the egg" dos nativos da terra da garoa parece estar longe de acontecer. Pelo menos já existe um movimento de "curiosidade" desse grupo em desbravar a região. Afinal, coisas interessantes pra se descobrir/freqüentar aqui não faltam.


Num dia desses eu, meu irmão, e a namorada dele descemos à pé da Liberdade até a região da Praça Ramos de Azevedo. Passando pela Praça da Sé, rua 15 de novembro, Pátio do Colégio, Largo São Bento. Eu fiquei reparando e contando a quantidade de localidades culturais pelo qual a gente passava, e é impressionante o número de opções. Visitar a Catedral, a Bolsa de Valores, o Pátio do Colégio, o Edifício Martinelli, a torre do Banespa, o canto gregoriano dos monges beneditinos, o Centro Cultural do Banco do Brasil, Teatro Municipal, e por aí vai.


Essa cidade me deixa fascinado por isso. Por mais que a maltratem, a desconfigurem, mutilem suas ruas, seus parques, seus edifícios, ela reage. É algo cíclico, mas ela sempre se levanta. E com ela se levantam milhares de pessoas que acreditam na "sopa efervecente" de cultura e valor humano que essa terra "cozinha". Aqui não tem praia, belezas naturais, cartões postais românticos, mas tem uma concentração abismal de gente interessante, batalhadora, sonhadora, e receptível. Lá de Campinas eu sempre lia no jornal os artigos do Gilberto Dimenstein na Folha de SP enaltecendo a vocação energética dessa "aldeia", e agora estou podendo comprovar isso com meus próprios olhos.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

o ciclo

Depois de alguns dias congelantes, anteontem (01/08), esquentou. Fui trabalhar com um vento frio batendo no rosto, e saí do prédio do Conjunto Nacional na Av. Paulista, no meio da tarde, com uma leve brisa acalorada amaciando meus cabelos.

O céu estava claríssimo, límpido, e eu caminhava com uma antiga frase de uma antiga música de uma antiga banda martelando na minha cabeça: "Breathe, breathe in the air.." Pois bem, lá estava eu, enchendo o peito pra engolir aquele dióxido de carbono que o meu cérebro fazia questão de transformar no mais puro oxigênio por dentro das minhas veias em questão de segundos.

Um ciclo se fechou. Essa é a sensação que ficou nessa tarde. Não sei explicar, mas é o que senti, e sinto. O que esse ciclo representa ainda não está bem nítido, mas não foi um simples semestre que acabou, foi algo mais. Algo que trouxe um amadurecimento pessoal inestimável, e tirou uma imensa nuvem de fumaça da minha mente. Talvez uma mente ainda cheia de pensamentos confusos, mas levemente voltados pra um mesmo "norte espiritual". Norte esse ao mesmo reconfortante e desafiador.

Bom, os cronômetros zeraram novamente, e é hora de realinhar as trincheiras. Sem perder o brilho nos olhos, sempre (como recomendam os melhores manuais).