sexta-feira, 28 de setembro de 2007

pausa para o informe publicitário (3)


Thich Quang Duc, nascido em 1897, foi um monge budista vietnamita que se sacrificou até a morte numa rua movimentada de Saigon em 11 de junho de 1963. Seu ato foi repetido por outros monges.

Enquanto seu corpo ardia sob as chamas, o monge manteve-se completamente imóvel. Não gritou, nem sequer fez um pequeno ruído. Thich Quang Duc protestava contra a maneira que a sociedade oprimia a religião Budista em seu país. Após sua morte, seu corpo foi cremado conforme à tradição budista. Durante a cremação seu coração manteve-se intacto, pelo que foi considerado como quase santo e seu coração foi transladado aos cuidados do Banco de Reserva do Vietnã como relíquia.

fonte: enviado por e-mail pelo primo Luiz Mário.
mais info: http://www.marceloperine.com.br/noticias.php?indice=132

Existe aquela famosa máxima que diz que, muitas vezes, pra se alcançar a paz é necessário promover a guerra, em outras palavras, partir pra porrada. Fica registrado aqui o meu apoio aos monges budistas da Myanmar (Birmânia), que estão "levando chumbo" na luta pela liberdade de religião e crença. Não desistam.

Juliete (R.I.P.)

* 05/11/1994
+ 28/09/2007


Praticamente um 6º membro da família. Nesse fim de tarde a nossa amiga canina virou "poeira cósmica", como diria meu pai. Eu sempre brinquei que ela estava mais para um ser humano do que para um cão, convivia muito mais com a gente do que com seus pares de espécie. Vai deixar muita saudade.

Rest in peace, my dear friend.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

empty spaces dicas: "Flores Partidas"


Comprei o DVD desse filme por 13 pilas numa famosa loja de varejo, saiu quase de graça. Eu adoro quando essas coisas acontecem. Eu "atiro no escuro", gasto pouco dinheiro, e descubro que o filme é exatamente do jeito que eu gosto.

É lógico que já tinha ouvido falar bem do dito cujo, mas isso não significa nada até a hora que você realmente aprecia o produto. Eu não tenho costume de comprar filmes para ter em casa, muito menos aqueles que eu ainda não tenha visto (normalmente, quando compro, são aqueles filmes já vistos, revistos, e aprovados pelo meu gosto pessoal).

Mas vamos ao que interessa. A película é um petardo de simplicidade e "elegância cinematográfica". Basicamente, conta a história de um solteirão cinquentão metido a "Don Juan" que leva um "pé-na-bunda" da namorada (mais nova) e resolve, dentro daquele tradicional "momento fossa", revisitar o seu passado afetivo, instigado pelo seu vizinho irriquieto e "normal" (casado e com filhos). Isso tudo após receber uma misteriosa carta anônima onde uma de suas aventuras amorosas passadas relata a existência de um filho seu de 19 anos de idade.

O melhor do filme (como em todo bom filme) não está na história em si, mas sim nas nuances. A forma singela e quase "lacônica" com que a narrativa se desenvolve, e a simplicidade com que a "humanidade" do filme vai surgindo. Tudo muito bem colocado e que leva a um final que muita gente vai odiar, mas que sintentiza bem a mensagem básica do filme.

Gostei muito do trabalho desse diretor (Jim Jarmusch). Provavelmente eu já devo ter visto outros trabalhos dele, mas como não sou nenhum especialista em cinema, não estou associando o nome a qualquer outro filme classudo que tenha visto. O que eu mais gostei (aí a maior identificação) é o fato de ele desenvolver todo o filme em cima do trabalho com o silêncio, os "espaços vazios", os poucos e pausados diálogos, as cenas longas e silenciosas, o excelente trabalho dos atores, mas sem em nenhum momento deixar o filme entendiante. Uma leve ironia e uma visão crítica despretensiosa sobre o ser humano permeiam todo o filme. É coisa fina.

Sem mais delongas, é recomendação certeira. Pra alugar, pra comprar, pra emprestar. Vale muito a pena assistir. Humanística e tecnicamente falando (como leigo), um dos melhores filmes que eu vi nos últimos tempos.


Ficha Técnica:

Título original: Broken Flowers
Gênero: Comédia

Ano: 2005
País de origem: Estados Unidos
Duração: 105 min.
Língua: Inglês
Cor: Colorido

Diretor: Jim Jarmusch

Elenco: Bill Murray, Jeffrey Wright, Sharon Stone, Jessica Lange

terça-feira, 18 de setembro de 2007

momento ombudsman (4): marcadores

Visando uma melhoria na "infra-estrutura" do blog, já estão disponíveis os marcadores de todas as postagens desse espaço virtual. Uma tentativa relativamente bem sucedida de separar as ditas cujas por índices temáticos (ou quase isso).

Depois de horas a fio com a buzanfa sentada na cadeira em frente ao computador, está tudo aí, próximo à margem direita da página de rosto. "As figurinhas do mundo alexandrino", as "musas", as "dicas" (musicais e cinematográficas), "o momento ombudsman", "a pausa para o informe publicitário", entre outras.

Assim, quando os nobres leitores desse espaço quiserem buscar alguma postagem específica lá onde "judas perdeu a bota" (acho que é isso né?), tudo fica mais fácil, simples, e acessível.

Qualquer dúvida, reclamação, sugestão, é só deixar um comentário no espaço logo abaixo. "Feedback" é sempre bem-vindo.

domingo, 16 de setembro de 2007

blogueiro viajante: no palácio

É clássico. Volta e meia você assiste na TV uma notícia do tipo: "o deputador/senador/ministro fulano de tal se reuniu informalmente com o Presidência da República na noite de ontem no Palácio da Alvorada para discutir os rumos/planos/estratégias de...", e por aí vai.


Eu sempre fiquei imaginando como seriam essas reuniões, o que se falariam nelas, como as pessoas se comportariam. Bom, acho que essa é uma curiosidade de todo cidadão que não é alienado e se interessa pela parte boa da política (ela existe).


Nessa minha recente passagem por Brasília tive a oportunidade de visitar e conhecer o Palácio da Alvorada (residência oficial do representante nº 1 da nação). Atravessar aquele gigantesco gramado, observar os salões, as salas de recepções, reuniões. Passear por aquele singelo "quintal" com um jardim belíssimo. A vista para o Lago Paranoá. Tudo muito idílico, eu dira, mas ao mesmo tempo gelidamente épico. Um clima pesado de formalidade e uma certa frieza que se misturam com um ar bucólico, como se fosse uma gigantesca chácara de algum maluco arquiteto visionário (o que não deixa de ter um fundo de verdade).


Conforme ia passando pelos salões, ficava imaginando o quanto de história existia ali, o quanto de história passou por aquelas cadeiras, mesas, livros, estátuas, presentes (alguns bem exóticos, aliás). As idéias que foram formuladas, os acordos (e os desacordos) fechados, os rumos que foram tomados, os acertos (e cagadas) que definiram a trajetória do país inteiro. Paredes que "ouviram" e presenciaram o destino de milhões de pessoas.


Nós estamos tão acostumados a olhar a política como algo menor que não nos damos conta disso. Vivenciar esses momentos de contato direto com os ditos aparatos do poder nos traz uma nova perspectiva além daquela que vemos pela mídia (muitas vezes viciada). Uma visão mais humana, pode-se dizer.


É lógico que tinha gente ali que não via nada além de um prédio bonito, especial, em um local agradável, bom pra se tirar fotos. Porém, uma parada para olhar os ráios do sol surgindo por detrás daquelas colunas e vigas magistralmente curvilíneas nos faz tomar ciência do quão simbolicamente forte é a existência daquele palácio para a identidade do nosso querido bebê que se encontra deitado eternamente em berço explêndido.


curiosidade: segundo os guias do local, os traços das colunas do palácio foram inspirados nas redes que existiam nas sacadas dos antigos casarões das fazendas do interior do país.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

blogueiro viajante: Independência ou Morte!


ordináriooooo, marche!!.. rup.. rup.. rup.. rup.. rup.. rup..



rup.. rup.. rup.. rup.. rup.. rup.. rup.. rup..



rup.. rup.. rup.. rup.. ooooooooooooup Brasil!!!.. rup.. rup.. rup.. rup..



rup.. rup.. rup.. rup.. rup.. rup.. rup.. rup..



rup.. rup.. rup.. rup.. ooooooooooooooooup Brasil!!!.. rup.. rup.. rup.. rup..



iscatabum!!..



senhoras e senhores.. o armamento das Forças Armadas da República Federativa..



.. do Brasil!!



* Brasília, Esplanada dos Ministérios, 07 de setembro de 2007.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

blogueiro viajante: Bon Odori

Justificando o lapso de ausência por aqui, o blogueiro local está com o "pé na estrada" a mais de duas semanas. Aproveitando a "mini-férias" para rever amigos e familiares distantes e queridos, e também para curtir os eventuais acontecimentos culturais locais.

Eu já tinha ouvido falar algo sobre essa festa nipônica. Na minha mais recente viagem a Urânia City, pude participar de uma das celebrações.


Segundo a minha assessora para "assuntos enciclopedianos", Dra. Wikipedia:

"..é um festival que ocorre anualmente durante o verão, sempre após o pôr do sol, pois prevalece a crença de que os espíritos somente saem durante a noite. Cada localidade escolhe uma data específica para fazer os seus festejos durante esse período. O Bon Odori é um festival de tradição budista que tem as suas origens na China. Durante o Bon celebram-se as almas dos antepassados com danças em grupo e levando-se lanternas acesas saudosamente lembrando da sabedoria dos antepassados. Apesar de análogo ao dia dos finados, durante o Bon são tocadas músicas tradicionais alegres e, sobretudo, predomina um clima de jovialidade, gratidão e participação geral."


Eu sempre me enturmei bem em eventos orientais, até por uma questão de afinidade filosófico-comportamental. Dessa vez porém, senti-me mais à vontade que o normal. Como dito ali em cima, apesar de ser um ritual, digamos, fúnebre, o clima é de pura empatia e confraternização.

Uma típica festa japa, a qual sempre tive contato do tempo em que morava em Suzano-SP (talvez a cidade com maior concentração por metro quadrado de japoneses do hemisfério ocidental), com aquela "indústria coletiva" que eles montam de uma forma espetacular pra produzir as iguarias típicas da terra do sol nascente, aquele clima todo de uma gigantesca "gincana social" que só eles sabem criar.


O diferencial (que eu não conhecia) eram as danças, a celebração em si. Achei muito legal. Mais legal ainda que eu pude participar da dita cuja como parte de uma delegação (no caso, da cidade de Urânia). A festa (nesse caso) baseia-se na "competição" entre as várias delegações das cidades da região (na época dos festejos -agosto-, cada cidade sedia o evento em um final-de-semana diferente do mês). Elas se reúnem, apresentam-se ao público, e partem pra dança. Todos vestidos à caráter (kimono; eu também ganhei um), executam as três primeiras danças. Em seguida, a "pista" é liberada ao público em geral, pra quem quiser dançar e acompanhar.


Bom, eu não arrisquei dançar. Junto com a amiga Cris (já experiente no assunto, e quem me convidou pro festejo), saímos do "palco" antes do começo do repertório. Mas a dança é bem simples, qualquer um aprende rápido.

Aliás, o que eu achei mais bonito e interessante na festa toda foi essa questão do aprendizado. A dança acontece em círculos, com os músicos no centro (numa parte mais alta), enquanto o povo vai dançando, dando voltas, com os mais antigos (os velhinhos), por fora, e os mais novos (a criançada), por dentro, formando uma "espiral geracional" que acaba se tornando uma bela metáfora para o caminho da nossa existência, que, por sinal, é anti-horária (detalhe importante).


Subi as escadas laterais do salão e pude observar essa bela imagem de cima. Algo como um "vórtice espiritual" expelindo energia vital de dentro pra fora. Foi o grande "instantâneo" que ficou na minha cabeça de tudo que vi lá.

Bom, eu já "pagava pau" de uma forma geral para a filosofia de vida japa. A cada dia que passa viro um entusiasta maior do "japonese way of life". Críticas? Sim, fiquei sem yakissoba. Mas a gente tem que dar um desconto, haja macarrão pra tanta gente.

obs: o "Bon" que eu fui aconteceu em Fernandópolis-SP.