domingo, 16 de setembro de 2007

blogueiro viajante: no palácio

É clássico. Volta e meia você assiste na TV uma notícia do tipo: "o deputador/senador/ministro fulano de tal se reuniu informalmente com o Presidência da República na noite de ontem no Palácio da Alvorada para discutir os rumos/planos/estratégias de...", e por aí vai.


Eu sempre fiquei imaginando como seriam essas reuniões, o que se falariam nelas, como as pessoas se comportariam. Bom, acho que essa é uma curiosidade de todo cidadão que não é alienado e se interessa pela parte boa da política (ela existe).


Nessa minha recente passagem por Brasília tive a oportunidade de visitar e conhecer o Palácio da Alvorada (residência oficial do representante nº 1 da nação). Atravessar aquele gigantesco gramado, observar os salões, as salas de recepções, reuniões. Passear por aquele singelo "quintal" com um jardim belíssimo. A vista para o Lago Paranoá. Tudo muito idílico, eu dira, mas ao mesmo tempo gelidamente épico. Um clima pesado de formalidade e uma certa frieza que se misturam com um ar bucólico, como se fosse uma gigantesca chácara de algum maluco arquiteto visionário (o que não deixa de ter um fundo de verdade).


Conforme ia passando pelos salões, ficava imaginando o quanto de história existia ali, o quanto de história passou por aquelas cadeiras, mesas, livros, estátuas, presentes (alguns bem exóticos, aliás). As idéias que foram formuladas, os acordos (e os desacordos) fechados, os rumos que foram tomados, os acertos (e cagadas) que definiram a trajetória do país inteiro. Paredes que "ouviram" e presenciaram o destino de milhões de pessoas.


Nós estamos tão acostumados a olhar a política como algo menor que não nos damos conta disso. Vivenciar esses momentos de contato direto com os ditos aparatos do poder nos traz uma nova perspectiva além daquela que vemos pela mídia (muitas vezes viciada). Uma visão mais humana, pode-se dizer.


É lógico que tinha gente ali que não via nada além de um prédio bonito, especial, em um local agradável, bom pra se tirar fotos. Porém, uma parada para olhar os ráios do sol surgindo por detrás daquelas colunas e vigas magistralmente curvilíneas nos faz tomar ciência do quão simbolicamente forte é a existência daquele palácio para a identidade do nosso querido bebê que se encontra deitado eternamente em berço explêndido.


curiosidade: segundo os guias do local, os traços das colunas do palácio foram inspirados nas redes que existiam nas sacadas dos antigos casarões das fazendas do interior do país.

2 comentários:

Cristina disse...

Eu já fui à Brasília 3 vezes, mas nunca entrei nesses palácios e "monumentos" (só no Memorial JK mesmo). Pelas fotos dá pra sentir isso que você comentou sobre formalidade. E é tudo de muito bom gosto também.
beijo!

Menina Enciclopédia disse...

quer dizer q se pode visitar, tem tour por lá? olha! bom saber!
beijo!