terça-feira, 20 de novembro de 2007

bloco de notas (6)

Eu gosto de feriados "híbridos", como esse do dia da consciência negra. São Paulo fica uma cidade deliciosa. A grande maioria das pessoas está viajando mas ainda sobra gente interessante pra se ver nas ruas. Pois o dia hoje está muito gostoso. Amanheceu com sol, ruas tranqüilas. Até me surpreendi com a quantidade de gente bonita andando na zona central da cidade, acima da média. Casais suburbanos de classe média perambulando pelo Largo do Paiçandú. Coisa rara. Normalmente umas poucas almas penadas. Quem ficou na cidade resolveu sair de casa, muito bom.

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E eu estava louco pra comprar uma caneca tematizada com o "logo" do Dark Side of The Moon do Pink Floyd na galeria do rock. Depois vi uma outra dos Beatles. Estava disposto a gastar, mas R$20 por uma caneca meia boca feita pra destro (muito legal isso, só tinha imagem do lado da caneca que aparece quando alguém segura com a mão direita; mother fuckers!) não dá.

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Flanando pelas vielas do centro velho, resolvi passar no Centro Cultural Banco do Brasil e ver a exposição da Yoko Ono. Como bom fã dos Beatles, fui com um pé atrás. Mas ela é uma artista competente. Obras interessantes, acessíveis. Diz lá que a exposição e a carreira da artista buscam justamente tirar a arte daquele campo restrito de críticos e especialistas e adotar uma linguagem mais objetiva. Eu gostei. Xícaras quebradas, mensagens escritas na parede expostas como se fossem um "manual" de simpatias e "dicas existenciais". Até aquela famosa obra que foi a causa do início do relacionamento dela com John Lennon está exposta (a escada, a lupa, e a pequena palavra escrita no teto: "yes!"). Ao contrário do talento musical, ela manda bem na arte visual. Dizem que os especialistas desdenham do trabalho dela, mas qualquer um que tente transformar algo elitizado em um trabalho mais pop, leva chumbo. Em tempo: sofri pra resistir à aprazível cafeteria local.

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Já que mencionamos cafeína, descobri (experimentei, finalmente) um negócio chamado café aromatizado. Sabia que existia mas nunca me movimentei o suficiente pra provar. Agora provei. Pra "cafeínomaníacos", é obrigatório (e ao mesmo tempo um perigo). Quem resiste a um café com aroma de chocolate com trufas? Começa e depois não pára mais, tá loco.

2 comentários:

Cristina disse...

-Minha irmã disse que nunca viu tanta gente feia num lugar só: na Praça da Sé rs
-Eu tbém não pagava esse preço numa caneca.
-Não conheço nada do trabalho da Yoko. Ela esteve no Brasil esses tempos, né? Deve ter sido por conta dessa exposição.
-Jesus, fiquei com vontade desse café :p

beijo!

Carol disse...

onde é que vc comprou o tal café aromatizado??!??!