quinta-feira, 22 de novembro de 2007

de passagem ("cause i'm the man on the outside looking in", parte 1)

Eu acordei prometendo pra mim mesmo que não ia escrever sobre o meu humor, mas cá estou já sentado na frente do computador, comendo um daquelas mini-bolos sabor "café da manhã", tomando um chocolate, deixando a música contaminar o ambiente, e fluindo.

Eu acredito que um dos principais males de se morar sozinho (relativamente isolado) são as "recaídas". O seu humor necessariamente vai ao fundo do poço de uma forma violenta durante certos momentos. Isso já até foi registrado involuntariamente no blog: aqui. As atividades cotidianas se tornam demasiadamente tediosas (ou a falta delas), você sente uma falta fudida de interlocutores (mesmo que os amigos estejam por ali), e começa a se aproximar de uma daquelas "conversas a um" que não são muito saudáveis.

E é a tal história, você sabe que é algo químico e fugaz, e que necessariamente irá passar rápido, mas você não perde tempo em culpar até as baratas do ralo do seu banheiro pelas suas aflições. E como quem sofre de uma forma mais aguda desse "mal" é daquelas pessoas que "pensam demais", você se torna necessariamente um sujeito insuportável.

Eu reparei que até consigo lidar bem com isso, e "deglutir" muita coisa sem "contaminar" muito as pessoas a minha volta, mas é uma tarefa árdua. É impossível você eximir-se por completo, e a melhor tática acaba sendo um misto de reclusão e atividades "iluminadoras" (da última vez fui sozinho assistir um show cover do Pink Floyd na madrugada de uma noite congelante).

Estou pensando no que irei fazer dessa vez. Talvez seguir no curso normal do dia seja a melhor opção. Até no final da tarde pode acontecer um "revertério químico-psico-cerebral" e tudo voltará ao normal. Da última vez acho que durou uns três dias (já estou contando este como o segundo). Bom, nessas horas eu procuro sempre lembrar dos monges budistas, e a melhor receita é deixar fluir (vide primeiro parágrafo).

De qualquer maneira, esqueçam essa postagem. Era pra ser algo muito mais profundo (sentimentalmente falando) e pretensamente libertador, mas o tiro saiu pela culatra. Tá muito pedante isso aqui. E eu vou almoçar.

* To be continued (ainda quero desenvolver esse assunto com a cabeça mais equilibrada).

Um comentário:

Cristina disse...

Sei como vc se sente; não estou me saindo mto bem ficando muito tempo sozinha aqui. O bom é saber que isso passa. beijo!