quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

"Bittersweet Bundle Of Misery"



Now the end is in sight, I'm just tired
Lying awake at night so wired
And fired up with biological urge in my belly
And I hunt for the words on my telecaster
Spinning faster, goodnight you

You're beautiful, I love to watch your face in the morning light
You're really cool, I like the way we fight right through the night
And the way we used to kiss was way out of sight
But I can never hope to set you free
Cos you're my bittersweet bundle of misery

As I study the lines on the ceiling
I find the fact you're unkind quite appealing
I'm feeling sure that I have come to the end of you tether
And there's no such thing as happily ever
After it just gets dafter, goodnight you

You're beautiful, I love to watch your face in the morning light
You're really cool, I like the way we fight right through the night
And the way we used to kiss was way out of sight
But I can never hope to set you free
Cos you're my bittersweet bundle of misery

It would take me an age to marry you
Now I've seen you use my razor like you do, its true

You're beautiful, I love to watch your face in the morning light
You're really cool, I like the way we fight right through the night
And the way we used to kiss was way out of sight
But I can never hope to set you free
Cos you're my bittersweet bundle of misery

(Graham Coxon - "Bittersweet Bundle Of Misery")

Eu já assisti esse clipe uma dezena de vezes, mas nunca desde o começo. Só hoje descobri que o Coxon cai do céu pra tocar. Já achava "cool" o dito, agora ficou mais ainda.

p.s.: um ótimo "reveillon" senhores; e espero que o Natal tenha sido um bom momento de reflexão e diversão para todos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

o ócio criativo e o mundo cor-de-rosa

("O Ócio Criativo", Domenico de Masi, 2000, ed. Sextante)

Esses tempos eu terminei de ler o livro "O Ócio Criativo" do sociólogo Dominico de Masi (depois de alguns anos de atraso). Confesso que eu tinha uma expectativa na leitura que acabou não se confirmando. Tudo bem que não se pode pedir muito de um livro baseado em uma entrevista, e eu nem queria realmente algo mais profundo e denso pra ler, mas o problema na verdade foram as "cores" pintadas. Tudo muito cor-de-rosa, otimista. Nunca li algo tão otimista vindo de um sociólogo.

Bom, a teoria do "ócio criativo" do autor é baseada em larga escala nas idéias do pensador Alvin Toffler, que formulou a chamada "terceira onda", ou o que se costuma denominar de era pós-industrial. A nova divisão social do trabalho, o propalado "fim do emprego", a revolução tecnológica. Isso tudo que nós da geração dos 20 e poucos anos já estamos sentindo na pele. Nesse ponto, a análise feita no decorrer do livro é perfeita. Ele discorre sobre o que chama de "traços" da "nova sociedade" que está surgindo: globalização, tempo livre (graças à tecnologia), "intelectualização", subjetividade (criatividade, estética), androgenia (emotividade, feminilidade), e o carisma. Até chegar no "ócio criativo", a síntese de todos esses fatores que será o grande motor econômico/social do novo milênio. Tudo muito bem dissertado. Mas a questão que fica sem resposta é: tem pra todo mundo? Ele tenta se explicar, mas lá no fundo fica implícito o temido "não".

O que eu mais gostei no livro foi que o De Masi busca sair um pouco daquela supervalorização do trabalho tão cara aos sociólogos em geral, escapando um pouco de uma certa crítica marxista pura que não cabe nos dias atuais como enfrentamento da exploração capitalista. Em suma, tanto o capitalismo liberal quanto a crítica marxista jogam o trabalho no centro da "engrenagem social", elegendo-o como o fim de tudo e o motivo básico da nossa existência. Visão essa que não teria espaço na sociedade pós-industrial. Essa passagem é muito boa:

"O trabalho oferece sobretudo a possibilidade de ganhar dinheiro, prestígio, e poder. O tempo livre oferece sobretudo a possibilidade de introspecção, de jogo, de convívio, de amizade, de amor e de aventura. Não se entende por que o prazer ligado ao trabalho deveria acabar com a alegria do tempo livre.

Mas a missão que temos diante de nós consiste em educar nós mesmos e aos outros a contaminar o estudo com o trabalho e com o jogo, até fazer do ócio uma arte refinada, uma escolha de vida, uma fonte inesgotável de idéias. Até realizarmos o 'ócio criativo'". (p. 320)

De qualquer maneira, eu recomendo a leitura do livro sem pestanejar. Principalmente pro pessoal da minha geração, nós que estamos começando a pegar a "rabeira" desse furacão sócio-político-economico que está surgindo no horizonte.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

empty spaces musas: comunicação de gravidez

(futura mamãe..)

Eu vi na televisão agora a noite, aí fiz uma rápida pesquisa na internet pra confirmar. Verídico:

Lily Allen está grávida de seu primeiro filho

Qua, 19 Dez, 10h39

Londres, 19 dez (EFE).- A cantora britânica Lily Allen está grávida de seu primeiro filho, fruto de sua relação com Ed Simons, da dupla "The Chemical Brothers".

O porta-voz do casal confirmou hoje que Allen, de 22 anos, está "entusiasmada" por ter ficado grávida de Simons, de 37, com quem começou a sair em setembro.

O representante pediu à imprensa britânica que respeite a intimidade do casal e esclareceu que não fará nenhum outro comentário a respeito.

A cantora apareceu na mídia por meio do MySpace, e em apenas um ano lançou seu primeiro disco, "Alright, Still".

O porta-voz explicou que a gravidez não atrasará a publicação do segundo álbum de Allen, previsto para 2008.

(http://br.noticias.yahoo.com/)

Minha musa "caçula" embuchou. Agora só resta a Natalie "zerada" no quesito maternidade. Essas moças não perdem tempo. Depois de 3 meses de "rolo" e já tem pimpolho na área.

PFAR (Pacotão de Filmes Assistidos Recentemente) - adendo

Adicionando mais duas películas ao PFAR (vistos a poucos dias no cinema). Vamos lá:

"Viagem a Darjeeling"


É um filme do mesmo diretor de "Os Excêntricos Tenenbaums" (Wes Anderson). Na verdade a história é uma continuação sobre a saga da bizarra família americana. Só que dessa vez o pai deles morreu e a mãe escafedeu-se pras montanhas do Himalaia. O mote do filme é justamente o encontro dos três filhos (mal se falavam antes disso), que saem em viagem (de trem recortando a Índia) a procura do paradeiro da mãe. É puro humor negro, sarcástico ao extremo (na mesma linha dos "Tenenbaums"). Pra quem não curte esse tipo de comédia é perda de tempo ir assistir, porque vai achar uma merda. Mas pra quem curte (como eu), é divertido. É aquele típico filme de "gargalhadas internas", onde você tem que prestar atenção pra entender as "piadas". Muito bom. Sem falar que conta com a participação de dois dos meus atores favoritos: Bill Murray e a Natalie Portman (a atuação dela é sensacional no começo do filme).

Ficha Técnica

Título Original: The Darjeeling Limited
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 91 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Site Oficial: www.foxsearchlight.com/thedarjeelinglimited
Estúdio: American Empirical Pictures / Cine Mosaic / Scott Rudin Productions / Indian Paintbrush
Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation
Direção: Wes Anderson
Roteiro: Roman Coppola, Wes Anderson e Jason Schwartzman
Produção: Roman Coppola, Lydia Dean Pilcher e Scott Rudin
Fotografia: Robert D. Yeoman
Desenho de Produção: Mark Friedberg
Direção de Arte: Aradhana Seth e Adam Stockhausen
Figurino: Milena Canonero
Edição: Andrew Weisblum
Efeitos Especiais: LOOK! Effects


Elenco

Owen Wilson (Francis)
Adrien Brody (Peter)
Jason Schwartzman (Jack)
Amara Karan (Rita)
Camilla Rutherford (Alice)
Irfan Khan (Padre)
Bill Murray (Empresário)
Anjelica Huston (Patricia)
Trudy Matthys (Alemã no trem)
Natalie Portman
Roman Coppola


"Conduta de Risco" ("Michael Clayton" no original)


Um dos melhores filmes que eu vi esse ano. E o primeiro que eu assisto a menos de 3 metros da tela (minha estréia na primeira fila do cinema - pior que deu pra assistir sem maiores dificuldades). Se todos os atores escolhessem roteiros como o George Clooney, os grandes "micos" do cinema desapareceriam. O sujeito é criterioso (sabe bem escolher uma boa película pra atuar) e competente (assista que é fácil entender porque). Em síntese, ele interpreta um advogado endividado cuja principal atividade no escritório onde trabalha é dar um jeito na "sujeira" da clientela. A partir daí se desenvolve toda uma trama sobre moral e ética profissional. Um excelente "suspense jurídico". E não precisa ser advogado pra "rasgar a seda".

Ficha Técnica

Título Original: Michael Clayton
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 119 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Site Oficial: http://michaelclayton.warnerbros.com
Estúdio: Castle Rock Entertainment / Mirage Enterprises / Section Eight / Samuels Media
Distribuição: Warner Bros. Pictures / Imagem Filmes
Direção: Tony Gilroy
Roteiro: Tony Gilroy
Produção: Jennifer Fox, Kerry Orent, Sydney Pollack e Steve Samuels
Música: James Newton Howard
Fotografia: Robert Elswit
Desenho de Produção: Kevin Thompson
Direção de Arte: Clay Brown
Figurino: Sarah Edwards
Edição: John Gilroy
Efeitos Especiais: Handmade Digital


Elenco

George Clooney (Michael Clayton)
Tom Wilkinson (Arthur Edens)
Sydney Pollack (Marty Bach)
Michael O'Keefe (Barry Grissom)
Tilda Swinton (Karen Crowder)
Dennis O'Hare (Sr. Greer)
Julie White (Sra. Greer)
Austin Williams (Henry Clayton)
Jennifer Van Dyck (Ivy)
Frank Wood (Gerald)
Bill Raymond (Gabe Zabel)
Sharon Washington (Pam)
Ken Howard (Don Jefferies)
Rachel Black (Maude)
Christopher Mann (Tenente Elston)
Cynthia Mace (Wendy - voz)
Michael Countryman (Evan - voz)
Jonathan Walker (Del - voz)
Thomas McCarthy (Walter - voz)
Danielle Skraastad (Bridget Klein - voz)
Wai Chan (Traficante chinês)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

"oh by the way" (Pink Floyd box)

("oh by the way" - catálogo completo em versão original - torturante)

Bom, o Natal já está muito perto pra isso, mas caso alguém tenha interesse em me dar um presente de aniversário em meados do ano que vem, fica aqui uma dica. Essa singela caixinha com o catálogo completo dos álbuns de estúdio do Pink Floyd, trazendo encartes originais em versão "mini-vinil" (as capas dos CDs são uma versão miniatura da arte de capa dos vinis originais) e mais alguns "extras" ("Dark Side of The Moon" vem com um poster e mais dois adesivos; "Wish You Were Here" com um postal). Coisa fina. Essencialmente delirante pra qualquer fã da banda.

Pois bem, não deixem um pobre ser humano desamparado e passando vontade. Seja solidário, altruísta, faça a sua grande boa ação de 2008. Um dia você será recompensado (de alguma forma). Só seja rápido e generoso, a edição é limitada e custa a bagatela de $214 euros (!).

Dá pra fazer um "tour virtual" 3-D pela caixa nesse link:

http://www.pinkfloyd.co.uk/obtw

img: www.uncut.co.uk

sábado, 15 de dezembro de 2007

empty spaces musas: top of the pops

Lógico que eu não iria deixar isso passar em branco. Minha amiga cinéfila Lucie informa que a revista Empire divulgou uma lista com as "100 celebridades mais sexys do cinema". Eis que na "pole position" e na vice-liderança encontram-se, respectivamente:

(my dear Jolie..)



(..and sweet Natalie)


Como vocês podem observar, o blogueiro aqui possui um alto padrão de qualidade no quesito "platonismo pedestáltico". E a mulher perfeita existe sim, está aí. Aliás, caso você veja a simbiose desses dois seres femininos andando pela rua, por favor, avise-me. É questão de vida ou morte.

img: arquivo pessoal.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

PFAR (Pacotão de Filmes Assistidos Recentemente)

Bom, o Lula tem o seu pacote de aceleração do crescimento (econômico), o famigerado PAC, e eu tenho o meu PFAR, o pacotão de filmes assistidos recentemente. Nada como fazer um "sanduichão prensado" dos filmes vistos (e que merecem ser lembrados) com comentários em "pinceladas" rápidas pra facilitar as coisas. Vamos lá:


"O Grande Ditador"


Vi hoje esse. Aliás, a primeira película do Chaplin que eu vejo inteira. O filme é de 1940, então você tem que assistir o bicho com aquele olhar de historiador (o que acarreta numa certa falta de referência pra alguém que não tem uma extensa bagagem cinematográfica). Gostei do filme, em especial das sequências/cenas em que o Chaplin interpreta o ditador Adenoid Hynkel (uma sátira sensacional do Hitler). Ver esses filmes também deixa a gente com uma certa sensação de resignação em constatar que o gênero da comédia mudou muito pouco nos últimos 67 anos. Apreciando a atuação do Charles Chaplin dá pra visualizar desde Monty Python até Chapolim Colorado. Falar que o cara era gênio é pouco.

Ficha Técnica Direção: Charles Chaplin Roteiro: Charles Chaplin Gênero: Comédia/Drama/Guerra Origem: Estados Unidos Duração: 124 minutos Tipo: Longa Elenco Henry Daniell: Garbitsch Charles Chaplin: Adenoid Hynkel Jack Oakie: Benzini Napaloni Reginald Gardiner: Commander Schultz Billy Gilbert: Field Marshal Herring Grace Hayle: Madame Napaloni Paulette Goddard: Hannah


"Closer"


Passou na TV recentemente. Já tinha assistido na época do lançamento, mas não perdi a oportunidade de ver denovo. Aliás, foi depois de ter visto esse filme pela primeira vez que a nossa querida Natalie Portman entrou no meu "panteão" particular de musas. Gosto de uma certa humanidade apelativa que a película exala, e um leve sarcasmo difuso. E claro, a antológica cena de striptease da Portman. Minha colega de "bloguismo" Cris fez uma excelente resenha sobre o filme: aqui.

Ficha Técnica Título Original: Closer Gênero: Drama Tempo de Duração: 100 minutos Ano de Lançamento (EUA): 2004 Site Oficial: www.pertodemais.com.br Estúdio: Icarus Productions / John Calley Productions / Avenue Pictures Productions Distribuição: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment / Buena Vista International Direção: Mike Nichols Roteiro: Patrick Marber, baseado em peça teatral de Patrick Marber Produção: Cary Brokaw, John Calley, Robert Fox, Mike Nichols e Scott Rudin Fotografia: Stephen Goldblatt Desenho de Produção: Tim Hatley Figurino: Ann Roth Edição: John Bloom e Antonia Van Dermellan Elenco Natalie Portman (Alice) Jude Law (Dan) Julia Roberts (Anna) Clive Owen (Larry) Jaclynn Tiffany Brown (Turista) Steve Benham (Motorista) Nick Hobbs (Motorista de táxi)


"Um Estranho no Ninho"


O mais legal de ter assistido esse filme foi descobrir que o Jack Nicholson foi jovem um dia. No mais, eu acho que criei expectativas demais sobre o dito (sempre que comentava que ainda não tinha visto todo mundo falava que era um filme fora de série). Bom, o filme obviamente não é ruim, muito longe disso, mas digamos que não me empolgou muito. Eu não sei se eu que estava meio de mau humor quando assisti. Até porque pra assistir uma película rodada quase o tempo todo dentro de um manicômio você tem que estar com o estado de espírito bem "up". Por outro lado, o que eu mais gostei foi justamente a temática: oficialmente ou não, de louco todo mundo tem um pouco.

Ficha Técnica Título Original: One Flew Over the Cuckoo's Nest Gênero: Drama Tempo de Duração: 129 minutos Ano de Lançamento (EUA): 1975 Estúdio: Fantasy Films / N.V. Zvaluw Distribuição: United Artists Direção: Milos Forman Roteiro: Bo Goldman e Lawrence Hauben, baseado em livro de Ken Kesey Produção: Michael Douglas e Saul Zaentz Música: Jack Nitzsche Direção de Fotografia: Haskell Wexler Desenho de Produção: Paul Sylbert Direção de Arte: Edwin O'Donovan Figurino: Aggie Guerard Rodgers Edição: Sheldon Kahn e Lynzee Klingman Elenco Jack Nicholson (Randle Patrick McMurphy) Louise Fletcher (Enfermeira Mildred Ratched) William Redfield (Harding) Michael Berryman (Ellis) Peter Brocco (Coronel Matteson) Dean R. Brooks (Dr. John Spivey) Alonzo Brown (Miller) Mwako Cumbuka (Warren) Danny DeVito (Martini) William Duell (Jim Sefelt) Josip Elic (Bancini) Lan Fendors (Enfermeira Itsu) Christopher Lloyd (Taber) Sydney Lassick (Charlie Cheswick) Will Sampson (Chefe Bromden) Scatman Crothers Anjelica Huston Vincent Schiavelli


"Tropa de Elite"


Provavelmente o Capitão Nascimento diria que eu sou um fanfarrão, e que blogueiro tem que pedir pra sair. Assim como "Um Estranho no Ninho", eu acho que vi o petardo tupiniquim também com um exagero de expectativa, por motivos óbvios. O país inteiro estava falando (e ainda está) sobre o dito cujo. É um filme muito gostoso de assistir, apesar da temática pesada. Porém, não é aquela coisa maravilhosa que meio mundo estava pintando. O legal é que a película exige bastante dos atores, e eles correspondem. É inevitável destacar a atuação do Wagner Moura, tendo que interpretar um personagem que poderíamos classificar como um tipo de "Rambo shakesperiano". Em suma: esculhachar ou não esculhachar? That´s the question.

Ficha Técnica Título Original: Tropa de Elite Gênero: Ação Tempo de Duração: 118 minutos Ano de Lançamento (Brasil): 2007 Site Oficial: www.tropadeeliteofilme.com.br Estúdio: Zazen Produções Distribuição: Universal Pictures do Brasil / The Weinstein Company Direção: José Padilha Roteiro: Rodrigo Pimentel, Bráulio Mantovani e José Padilha Produção: José Padilha e Marcos Prado Música: Pedro Bromfman Fotografia: Lula Carvalho Desenho de Produção: Tulé Peak Figurino: Cláudia Kopke Edição: Daniel Rezende Elenco Wagner Moura (Capitão Nascimento) Caio Junqueira (Neto) André Ramiro (André Matias) Milhem Cortaz (Capitão Fábio) Fernanda de Freitas (Roberta) Fernanda Machado (Maria) Thelmo Fernandes (Sargento Alves) Maria Ribeiro (Rosane) Emerson Gomes (Xaveco) Fábio Lago (Baiano) Paulo Vilela (Edu) André Mauro (Rodrigues) Marcelo Valle (Capitão Oliveira) Erick Oliveira (Marcinho) Ricardo Sodré (Cabo Bocão) André Santinho (Tenente Renan) Luiz Gonzaga de Almeida Bruno Delia (Capitão Azevedo) Alexandre Mofatti (Sub-Comandante Carvalho) Daniel Lentini

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

as filhas da mãe

Eu fiz um cálculo rápido (por baixo). Em qualquer saída despretensiosa que eu fazia pela rua, com intuito de gastar dinheiro (ou não), eu voltava pra casa em média com duas sacolas plásticas na mão (isso sem contar as eventuais idas ao supermercado - quase diárias hoje em dia pra qualquer ser humano urbano normal - onde poderíamos facilmente triplicar esse número). Bom, jogando essa média pro lapso temporal de uma semana, cheguei a 10 "mocinhas". No mês, 40 sacolas plásticas enfiadas embaixo da pia da cozinha. Fiquei assustado com o resultado.

Não vejo isso como questão de bom mocismo, ser politicamente correto, ou qualquer tagarelice do tipo. Pra mim é bom senso. A medida que vou me interessando e estudando cada vez mais as ditas questões ambientais, fico mais convencido disso (já falei sobre: aqui).

(chegando do mercado: antes era assim..)

Confesso que achei que fosse ser mais fácil, mas mudar um simples costume do dia-dia requer disciplina (em doses cavalares) e uma boa memória. Pra trocar esses pequenos estorvos derivados do petróleo por uma singela sacola de pano é preciso antes de tudo lembrar que a última existe. Bom, tratei de providenciar que ela ficasse num lugar bem visível, ou seja, perto da porta de saída do apê. Mesmo assim, depois de dois meses, volta e meia esqueço de levar a "rapariga" verde comigo no supermercado.


De qualquer maneira, já estou me acostumando, e sentindo a diferença. A quantidade de sacolas plásticas estocadas diminuiu drasticamente (apesar da reserva ainda gigantesca; meu primo - antigo morador do "cafofo" - caprichou no trabalho de estocagem) e as caixas do mercado já não me olham com aquela cara de espanto quando solto um: "não precisa de sacolas não, eu tenho a minha aqui..".


(agora é assim..)

É lógico que não dá pra abolir totalmente o uso das sacolas plásticas, até porque surge um outro problema: onde guardar o lixo. Questão que dá mais "pano pra manga", e uma bela postagem à parte. Mas enfim, já é um começo no intuito de mudar os costumes e a nossa mentalidade consumidora "plástica" contemporânea.


Pra descolar sacolas de pano "engajadas"*:

- Pão de Açucar (boa parte das lojas da rede vendem as ditas cujas, em parceria com a SOS Mata Atlântica - foi num dos mercados deles que eu comprei a minha);

- a ong Instituto Socioambiental vende uma "ecobag", dá pra comprar no site: aqui (o problema é o preço, bem salgadinho).

* parte do dinheiro obtido com a venda das sacolas é repassado às respectivas ongs.

Só pra constar, uma iniciativa muito boa da prefeitura de São Paulo: campanha "eu não sou de plástico".

"Bodysnatchers"



I do not
Understand
What it is
I've done wrong

Full of holes
Check for pulse
Blink your eyes
One for yes
Two for no

I've no idea what I am talking about
I am trapped in this body and can't get out
Ooooohhhh

You killed the sound
Removed backbone
A pale imitation
With the edges
Sawn off

I've no idea what you are talking about
your mouth only moves with someone's hand up your ass
Ooooohhhh

Has the light gone out for you?
Because the light's gone out for me
It is the 21 century
It is the 21 century
It can follow you like a dog
It brought me to my knees
They got a skin and they put me in
They got a skin and they put me in
On the lines wrapped around my face
On the lines wrapped around my face
Are for anyone else to see
Are for anyone else to see

I'm a lie

I've seen them coming.
I've seen them coming.
I've seen them coming.
I've seen them coming.

("Bodysnatchers" - Radiohead)

Eis que surge em outubro desse ano a melhor música de rock and roll do século XXI (pelo menos até agora)! E eu estava esperando por ela. Sim, sim. Um pouco de ar puro, de oxigênio realmente criativo na primeira década desse milênio. Podem me xingar, mas essa pequena "pituzinha marota" sozinha vale mais do que os dois álbuns juntos dos paparicados Macacos Polares.

E claro, ainda pretendo voltar a falar (bem) do Radiohead por essas bandas. Aguardem. Propaganda (de coisa boa) é a alma do negócio (do meu blog).

domingo, 2 de dezembro de 2007

é "nóis" na segundona


A capacidade bélica dos EUA, a competência pop-musical dos Beatles, e a fé da torcida do Corinthians. Não quero ser prepotente, mas são poucos os fatos mundiais inquestionáveis.

Era pra eu estar triste, mas pra dizer a verdade, não estou. Quer dizer, não tanto quanto deveria. Foi bonito ver uma torcida gritando e batendo no peito pra um time totalmente destruído jogando em campo. Digo totalmente porque não sobrou nada. Já faz um bom tempo que a "esquadra alvi-negra" virou um "time de várzea" (com todo o respeito aos times desse calibre), sem qualquer qualidade técnica, empenho grupal, trabalho coletivo. Pensando bem, essas duas últimas variantes até os times ditos de várzea tem.

Bom, isso tudo sem falar na destruição extra-campo. Essa sim a mais vergonhosa, e também repugnante. Já até comentei sobre isso no blog: aqui. Mas não vou me esticar nisso porque é chover no molhado.

Além disso, cair pra série B faz parte da vida de um clube de futebol. Assim como uma pessoa perde um emprego, leva um "pé-na-bunda" da(o) namorada(o), são coisas da vida. Coisas aliás que só agregam, e fazem amadurecer, melhorar na essência. Sem falar que outros times de garbo e elegância já passaram por essa situação. Palmeiras (vade-retro!), Grêmio, Botafogo, entre outros. Pelo que me recordo, todos se saíram relativamente bem da "fossa futebolística".

É difícil dizer, mas a algo de especial na simbologia que o time do Parque São Jorge tem no "inconsciente coletivo" nacional. Seja para o bem, seja para o mal. Coisa que eu senti na pele com a "tremida" que deu nos alicerces do meu prédio depois que o juiz apitou o fim do jogo (Grêmio 1X1 Corinthians), sem falar nos rojões e na gritaria pelas janelas.

E eu termino essa postagem escutando o Michael Stipe cantarolar na caixa de som: "it´s been a bad day..." E bota "bad" nisso.

img: http://www.moscanasopa.blogger.com.br/

"A Via Láctea"

Esse sábado eu inventei de ir ver um filme nacional no cinema. Esse aqui:

("A Via Láctea")

Tinha visto um trailer recentemente e achado interessante. Eu fui imaginando que seria algo na linha dessas "superproduções" nacionais mas é um filme "cabeça". Não que eu despreze e não goste desse tipo de filme, mas sempre tive um pé atrás com as produções tupiniquins desse estilo. Não sei explicar o porquê disso também, mas logo me vem na cabeça a imagem daquele estudante de faculdade de cinema recém-formado querendo mostrar que aprendeu tudo direitinho.

Bom, talvez seja essa mesmo a implicância, um certo excesso de didatismo. Pois o filme começa com essa "chatice". Você logo imagina que vai ser um porre acompanhar até o final, mas a coisa vai melhorando. Da metade pra frente o filme fica bem interessante, e prende a atenção. O roteiro cronologicamente intermitente ajuda nessa irregularidade, mas é ao mesmo tempo o ponto forte do filme.

Eu não quero ficar falando muito mas, em linhas gerais, conta a história de um professor de literatura e escritor de meia-idade e uma jovem atriz-veterinária que durante uma crise de relacionamento brigam por telefone. Aí o filme se desenrola em cima do período do "trajeto" de carro que ele faz da casa dele até a dela pra tentar contornar a situação (destaque pra fotografia urbana de São Paulo).

Mas o que me marcou nessa película foi que eu saí confuso da sala de cinema. Fazia muito tempo que um filme não me deixava assim. Não conseguia "decifrar" pra mim mesmo se tinha ou não gostado do filme. Aliás, até agora, não está bem claro pra mim.

De qualquer maneira, se tiver oportunidade, não é algo pra se deixar passar em branco. Vale a pena assistir.

Ficha Técnica

Título Original: A Via Láctea
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 88 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2007
Site Oficial: www.avialactea.com.br
Estúdio: Girafa Filmes / M & G Ricca / Europa Filmes / M.A. Marcondes / TeleImage
Distribuição: Europa Filmes
Direção: Lina Chamie
Roteiro: Aleksei Abib e Lina Chamie
Produção: Lina Chamie
Fotografia: Kátia Coelho
Direção de Arte: Mara Abreu
Figurino: Marjorie Gueller e Joana Porto
Edição: André Finotti


Elenco

Marco Ricca (Heitor)
Alice Braga (Júlia)
Fernando Alves Pinto (Thiago)