sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Blur anunciando a reunião



E eu acho que finalmente consegui formatar os vídeos "widescreen" do youtube no blogspot/firefox.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

sobre o ser pontífice

Assim como a imensa maioria da "blogosfera" faz nessa época, vou tirar uma licença pra um "balanço" rápido do ano que se passou. Aproveitando que não tenho outro assunto interessante pra escrever por essas bandas.

2008 foi um ano totalmente improdutivo pra mim, se formos fazer uma análise a partir do âmbito estritamente pessoal e profissional. Minha carteira de trabalho passou totalmente em branco e, como não poderia deixar de ser em uma sociedade pós-moderna capitalista, minha auto-estima inevitavelmente acabou indo pras cucuias.

Consegui sobreviver metade do ano sozinho, aniquilando o que sobrou do último emprego, e a ajuda da família. Até que a corda estourou e eu tive que voltar pra casa. Aliás, as vezes eu penso sobre a opção que eu fiz, e se ela era realmente inevitável. Se a corda realmente havia estourado ou se foi apenas uma ilusão minha. Se eu não poderia ter tentado esticar um pouco mais.

De qualquer maneira, a mudança foi feita. E ficou uma certa sensação amarga de que eu retrocedi uns 3 anos na minha vida. Mas com o tempo eu percebi que era o caminho a ser seguido, considerando isso como retrocesso ou não. Materialmente falando, saí e voltei pra casa na mesma. Não deu nem pra esboçar pelo menos pagar o investimento da faculdade.

Por outro lado, se traçarmos o ano (e não só o último, mas esses três últimos anos) por uma perspectiva mais objetiva e interpessoal, o quadro se inverte. O que eu ganhei espiritualmente é incomensurável. Pessoas, lugares, perspectivas que vivenciei, não há dinheiro que pague isso. E há um outro aspecto pelo qual andei refletindo esses dias: a criação de "pontes". Percebi que a minha grande vitória nesse últimos anos foi ter tido a possibilidade de ajudar os outros e criar boas (e fortes) ligações, amizades, relacionamentos. Ser pontífice.

Não sei se isso é uma qualidade pessoal, se posso desenvolvê-la, mas talvez seja um sinal do rumo a seguir. Talvez seja a "chama" pessoal que eu precise aprimorar e direcionar pra buscar inclusive o rumo profissional. Talvez seja o óbvio que eu esteja negando, deixando o fingimento tomar conta.

A grande questão é que o relógio está correndo, e eu não posso mais ficar masturbando as possibilidades ad eternum.

Mas já chega, ponto final por hoje.

Com o desejo de boas festas a todos os nobres leitores, fiéis ou eventuais, desse espaço.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Lily e a relatividade da beleza

Lá estava eu navegando tranquilamente pela net quando uma amiga minha me intima no msn com essa foto:

(Festival de Cinema de Cannes; Lily tomando um banho de piscina)

Sabendo da minha "babação de ovo" por essa moça aí de cima, não perdeu muito tempo em detonar a dita, e tirar sarro da minha cara obviamente. "Olha, eu me olho no espelho e me sinto super feliz vendo essa foto, eu estou melhor que ela!", começou com algo assim. E terminou com um "aff.." quando eu disse que mesmo com a barriguinha e a celulite eu a achava deliciosamente sexy.

Não a consegui convencer de jeito nenhum que uma mulher nessas condições pode ser tão ou mais bela e gostosa do que aquele ser projetado pela mídia com photoshops, fotos bem tiradas, muita maquiagem, e um belo serviço de marketing.

Lily com a palavra: "Eu só tirei a parte de cima do biquíni. Não tenho vergonha do meu corpo". E eu concordo plenamente com ela. Aliás, é algo que eu insisto muito com a minha própria namorada. Antes de mais nada, a beleza é feita por nós mesmos, com o nosso espírito agindo sobre o nosso corpo. É engraçado como as pessoas esquecem fácil (ou mesmo nunca se lembraram) da importância da subjetividade quando falamos de beleza.

É lógico que não estou dizendo aqui que podemos transformar uma pessoa feia em um ser belíssimo só com a força do pensamento. Mas é óbvio que isso influi dentro dos nossos limites de beleza. Você pode ser um feinho muito mais feinho se acreditar nisso. E mostrar os seus eventuais traços físicos interessantes se antes de mais nada se dar conta de que você pode ser interessante.

Algo em que acredito: você pode objetivar a beleza, mas na essência ela é relativa, e gloriosamente subjetiva.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Sing The Changes



Macca em seu mais novo estilo "vovô fora de timing". Clipe do The Fireman, projeto musical paralelo do ex-beatle com o produtor Martin Glover, conhecido como Youth, na seara da música eletrônica. Aliás, comprem ou baixem o novo trabalho da dupla, Electric Arguments, recomendadíssimo. Um dos melhores e mais criativos trabalhos solo de Sir Paul McCartney.

E será que o homem aparece mesmo por aqui ano que vem? Na expectativa e já preparando psicologicamente a poupança bancária.

domingo, 7 de dezembro de 2008

again, again, and again


E vamos nós denovo, sem medo de ser feliz. Décimo sexto concurso em 4 anos. Desejem-me sorte. Vou precisar de toneladas.

sábado, 6 de dezembro de 2008

orgânico sim, mas vamos ser menos literais

Bom, é um ótimo sinal. Mostra que a verdura é realmente boa. Mas eu estou me sentindo "sortudo" por na mesma semana comprar dois pés-de-alface talvez um pouco orgânicos demais. Um veio com uma lesma (ou caramujo desalojado, não consegui decifrar) e o outro com uma "tesourinha" (a.k.a mini-lacraia) instalados nas folhagens.

Calma lá pessoal, consumo consciente e de qualidade é uma coisa, hippismo radical é outra.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

pausa

Na balada da mais nova crise financeira mundial, Empty Spaces Lines também entrou em estado de "férias coletivas".

Com três filiais de grande porte e em crescimento, este espaço hibernará até segunda ordem.

Para aqueles que acompanham e/ou possuem links do local, favor alterar o rumo para Empty Spaces Chronicles, agora no comando da esquadra.

a tríade crepuscular

(clique aqui para uma mais completa e detalhada visualização, via fotolog)

Foi um clique despretencioso. Estava na lavanderia do apê, comendo sobras do café e observando o belo pôr-do-sol campineiro. Eu suspeitei da junção. Consegui identificar Vênus (a famosa Estrela D´alva) junto à Lua, mas o outro pulso brilhante me deixava em dúvida. Arrisquei que fosse Marte, mas estava muita clara e alva pra ser o planeta vermelho.

Lendo a Folha de SP hoje, a constatação:

"RARO ENCONTRO - Triângulo formado por Vênus, Júpiter e a Lua crescente (...); fenômeno, que só irá se repetir em 2052, pôde ser visto em vários lugares do mundo, inclusive no Brasil." (FSP; 03/12/2008; Cotidiano - p. C10)

Se eu posso me dar ao luxo de dar algum conselho, vamos com este: caro leitor, observe mais o céu; não importa onde, como, nem o horário do dia, mas observe. Faça disso um esporte, e note como as sutilezas da Beleza (com "b" maiúsculo mesmo) vão ficando mais claras, e o espírito mais forte e menos resignado.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

o mundo das noções e as minhas minhocas cerebrais

12- Noções de geologia estrutural. 13- Geologia do petróleo. 14- Mineralogia. 15- Noções de petrologia. 16- Sedimentologia. 17- Pedologia. 18- Edafologia. 19- Noções de geofísica. 20- Noções de geoquímica. 21- Geomorfologia. 22- Noções de cartografia. 23- Noções de sensoriamento remoto e geoprocessamento. 24- Mecânica dos solos. 25- Hidrologia. 26- Noções de hidrogeologia. 27- Noções de bioestatística e geoestatística. 28- Noções de mecânica dos fluidos. 29- Noções de geotecnia. 30- Noções de terraplenagem. 31- Noções de drenagem e seus principais dispositivos. 32- Tipos de obras de arte especiais e correntes. 33- Impactos ambientais de obras civis de infra-estrutura. 34- Noções de planejamento de transportes e de intermodalidade. 35- Noções de sistemas e obras hidráulicas. 36- Conceitos sobre geração de energia elétrica. 37- Matriz energética brasileira. 38- Noções de obras, sistemas e estruturas de transmissão de energia. 39- Noções de obras de normalização e regularização (dragagens,derrocamentos). 40- Noções de estruturas e funcionamento portuário. 41- Qualidade de água. 42- Controle da poluição. 43- Conservação de solo e água. 44- Técnicas de recuperação de áreas degradadas. 45- Manejo de bacias hidrográficas. 46- Química da água. 47- Química ambiental. 48- Noções de análise de risco. 49- Climatologia. 50- Noções de zoologia. 51- Noções de biologia da conservação. 52- Noções de fitossociologia. 53- Noções de limnologia. 54- Noções de modelagem matemática. 55- Ecossistemas brasileiros. 56- Noções de ecologia geral. 57- Ecologia da paisagem. 58- Noções de ecossistemas aquáticos. 59- Fitogeografia. 60- Noções de zoogeografia. 61- Noções de geografia humana. 62- Noções de Planejamento territorial. 63- Noções de sociologia. 64- Noções de antropologia. 65- Comunidades e meio ambiente. 66- Desenvolvimento econômico e social. 67- Impactos sociais e econômicos de grandes empreendimentos. 68- Noções de análise social e econômica de projetos. 69- Noções de economia ambiental. 70- Educação ambiental.

Eis um trecho (frise-se) do rol de itens para estudo do mais novo concurso que esse pobre escriba pretende prestar. Está certo que ser um auditor ambiental demanda uma certa visão generalista das coisas, mas será que não está havendo um certo exagero não?

***

Entrevistado: Bom dia a todos, meu nome é fulano, tenho 42 anos de idade, sou casado, tenho dois filhos, trabalhei 17 anos com análise de crédito na empresa.. (...) e estou desempregado atualmente.

Entrevistador: Mas a remuneração é de $1.100, o senhor está ciente? É a faixa salarial que o senhor almeja?

Entrevistado: Sim.

E eu estava lá, sentado ao lado desse senhor pai de família (que estava visivelmente nervoso), disputando uma vaga pra lá de sobrecarregada de supervisor de crédito. Passei todo o trajeto de volta pra casa matutando com minhas minhocas cerebrais: onde nós vamos (pretendemos) parar?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

George & The Whale



Na minha opinião, o ponto ápice da melhor série televisiva de todos os tempos.

Good Days, Bad Days

Já que estamos falando sobre Kaiser Chiefs, clipe pra "Good Days Bad Days" saindo do forno:



Segundo o povo do twitter, o clipe foi gravado aqui em São Paulo, quando da passagem da banda pra participar do Festival Planeta Terra. Dá pra notar que o tecladista está ausente do clipe, sendo substituído por uma plaqueta que diz "foi pro hospital". De fato, o dito cujo teve que operar o apêndice e acabou participando da apresentação no festival de muletas.

E o clipe é tão bom quanto a música. Gostei.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

blogs novos ativados

Pra quem tiver interesse, é só linkar.

Empty Spaces Music - música, vídeos, resenhas, e o gosto pessoal desse blogueiro na vitrola:


Empty Spaces Movies - cinema, seriados, programas de TV, e tudo mais com uma película envolvida e uma câmera na mão; editado em colaboração com a doutora e blogueira de primeira mão Cristina Traskine:


Empty Spaces Chronicles - empty spaces em sua faceta pessoal e introspectiva, cronicamente viável:


No mais, o destino desse espaço ainda é incerto. Mas como já comentei aqui, a idéia é mantê-lo vivo e atualizado. Com links, notas, e postagens ligeiras.

sobre como manter viva a sensação de descoberta

Eu acredito que esse seja o grande objetivo de todo ser humano adulto esperto que busca autenticidade e aquele "cheiro" maravilhoso de saber que se está realmente aproveitando e vivendo a vida no que ela tem de melhor.

Depois de uma certa idade, aquele nobre comichão da sensação íntima de descoberta vai se esvaindo. Parece que os novos desafios, embora essencialmente novos, já surgem com um fino "véu" de poeira que tiram deles aquele gosto especial da descoberta. Aquela sensação única que todos nós tínhamos em abundância quando criança.

O cinismo, a descrença, e o tédio espiritual apontam no seu horizonte existencial como se fossem a única e indubitável saída.

É a dita "maturidade" chegando. Não a maturidade real, mas essa com aspas mesmo. Uma certa maturidade que diz que você deve se conformar, "amarrar o burro", não questionar o horizonte, não questionar o próprio espírito.

Eu estava custando a aceitar, mas ironizando junto dos melhores livros de auto-ajuda, o universo todo conspira a favor dessa premissa: conforme seu espírito dentro da forma da aceitação.

Mas enfim, é dentro desse óbvio crítico que eu procuro respostas. Alternativas. Uma "flanela espiritual" para esse "véu" de poeira metafísica. Um alento pro endurecimento do espírito. E sinceramente, sempre achei que seria mais fácil.

Off With Their Heads



Notei que esse álbum novo do Kaiser Chiefs não foi muito comentado pela blogosfera, nem reverberado pela crítica, mas é muito bom. Aliás, o melhor da carreira da banda até agora.

Ao contrário dos outros dois, que são mais irregulares, com grandes hits e outros petardos bem mais fracos, esse é bem linear. Não que seja um disco cheio de "canções-hino", muito menos que se trate de um trabalho fora de série, mas está entre os melhores álbuns lançados em 2008, sem dúvida.

Desde que despontou no cenário da música pop, o Kaiser Chiefs sempre levou a pencha de ser um "chupinhador" do estilo do Blur. Até certo ponto eu concordo. Só não vejo ali uma cópia descarada da clássica banda de britpop como muitos argumentam. Muito pelo contrário. Se formos levar em conta a origem, o KC está muito mais próximo do Oasis, algo mais "workclass", do que o estilo londrino descolado cosmopolita do Blur.

Eventuais "chupinhadas" à parte, o som deles possui originalidade. Um estilo Kaiser Chiefs de ser, uma identidade sonora. Negar isso é babaquice. E é isso que dá vida às grandes bandas. E com esse terceiro disco eles demostraram, dentro do esquema-filosofia indie, que não fazem parte do 2º escalão sonoro.

O interessante é que o disco foi gravado meio às pressas, com canções que surgiram no meio do período de excursões do trabalho anterior (Yours Truly, Angry Mob - 2007). Apesar disso, o álbum não soa "ansioso". Pelo contrário, tudo ficou bem coeso.

Musicalmente, não traz grandes melodias, mas lapida ainda mais o estilo Kaiser Chiefs de ser: canções leves, extremamente despretensiosas, urbanas, jovens, com letras deliciosamente "bêbadas" como: "Like a tomato in the rain, I've got that feeling again...". E por aí vai.

Na ponta-de-lança eu colocaria faixas como "Never Miss a Beat", "Good Days Bad Days", e "Always Happens Like That". Essa última contando com uma participação especial da musa-cool (pelo menos desse espaço) Lily Allen.

Como já disse, não é um disco de hits memoráveis, é algo pra se tocar do começo ao fim (sem interrupções) num daqueles fins de noite em que você se acha a última bolacha do pacote do universo, de preferência com uma cerveja na mão. Nada além disso, pura diversão.

a melhor música pop de todos os tempos

Versão do especial para TV "One Hand Clapping":



Versão original do álbum:



Confiem em mim. Não há como esse "riff de piano" desgrudar da cabeça de um ser humano normal.

Cloverfield (2008)

(Cloverfield - 2008)

Bom, até hoje eu não consegui "engolir" direito o seriado Lost. Talvez seja uma certa preguiça. Com a própria série e na busca dos trabalhos do produtor, diretor e roteirista J.J. Abrams. Mas desse Cloverfield eu gostei. Não pela própria história em si, mas pelo desenrolar do roteiro e pelo estilo diferenciado da produção.

Não que seja uma novidade essa coisa de fazer uma "narração" a partir daquela câmera amadora na mão de um sujeito qualquer. Pois ao contrário de A Bruxa de Blair e seus congêneres, Cloverfield não fica só naquela coisa meio indie-pedante, e parte pra um suspense profissional, fincado com mais propriedade na quadratura hollywoodiana.

Talvez seja esse fino equilíbrio entre o esquema hollywood e as referências estilísticas alternativas que deixam esse filme interessante. Enfiar uma espécie de Godzilla dentro da NY contemporânea sem dar explicação alguma tem um "q" de Tarantino, mas sem deixar que aqui e ali o filme lembre coisas como o tosco Armaggedon e o meia-boca O dia depois de amanhã.

De qualquer maneira, fazia tempo que um filme de suspense não prendia tanto a minha atenção como esse. Dizer que dá realmente medo é complicado, mas em alguns momento sobe um bom friozinho pela espinha, o que eu credito ao esquema esperto de narração do filme. A melhor palavra para o que o trabalho tenta despertar (e consegue) é angústia. Não tem como não ficar angustiado com o desenrolar do roteiro. E o anticlímax do final também conta pra dizer que o filme está graduado entre os bons trabalhos do gênero.

Eu assisti em DVD, mas acredito que esse filme deve ter uma outra dimensão numa sala de cinema. Pena que deixei passar pela minha rabugice com a "onda Lost".

Ficha Técnica

Título Original: Cloverfield
Gênero: Ação
Tempo de Duração: 85 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.cloverfieldmovie.com
Estúdio: Bad Robot / Paramount Pictures
Distribuição: Paramount Pictures / UIP
Direção: Matt Reeves
Roteiro: Drew Goddard
Produção: Bryan Burk e J.J. Abrams
Fotografia: Michael Bonvillain
Desenho de Produção: Martin Whist
Direção de Arte: Doug J. Meerdink
Figurino: Ellen Mirojnick
Edição: Kevin Stitt
Efeitos Especiais: Double Negative / Fugitive Studios / The Third Floor / Tippett Studio

Elenco

Lizzy Caplan (Marlena Diamond)
Jessica Lucas (Lily Ford)
T.J. Miller (Hudson "Hud" Platt)
Michael Stahl-David (Rob Hawkins)
Mike Vogel (Jason Hawkins)
Odette Yustman (Beth McIntyre)
Margot Farley (Jenn)
Theo Rossi (Antonio)
Brian Klugman (Charlie)
Kelvin Yu (Clark)
Liza Lapira (Heather)
Lili Mirojnick (Lei)
Ben Feldman (Travis)
Chris Mulkey (Tenente-coronel Graff)
Anjul Nigam
Blake Lively

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

contra a mordaça na internet

Repassando direto do Blog do TAS.


Esse blog também se manisfesta contra o mal redigido e tortuoso projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que visa regular as relações na internet, o que já foi inclusive tema de postagem por aqui. Segundo o Blog do Tas, o projeto será votado semana que vem.

Se você também é contra, manifeste-se.

Indo pra rua:

Apóie e participe dos protestos.

Amanhã, sexta-feira, 14 de novembro, às 18 horas: Protesto de rua.
Apareça e participe do primeiro flash mob pela liberdade na Internet.

Em São Paulo: na Avenida Paulista, canteiro central, altura do número 900 (em frente ao Objetivo).

No Rio de Janeiro: na Cinelândia, em frente à Câmara Municipal.

Leve sua câmera, filmadora, celular, notebook, não importa o quê; mas registre e espalhe.
Pode ser apenas a primeira batalha de uma nova guerra pela liberdade de informação no país.

Ou por meios indiretos:

Segue o link pra um manifesto que visa exalar a contrariedade, bem como pressionar os nobres congressistas contra a bela cagada que está pra sair do forno.

http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html

Eu já votei.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Empty Spaces Inc.

Empty Spaces não é a Starbucks, mas abrirá filiais.

Blog em nova fase, agora desmembrado em "subsidiárias" temáticas. Assim, se você curte as eventuais e potenciais crônicas pessoais que surgem por aqui, haverá um espaço específico para se desfrutar da leitura delas. Caso queira ler as pretensas resenhas musicais ou cinematrográficas, também teremos um espaço específico para ambas.

A idéia surgiu depois da insatisfação desse humilde blogueiro com os excessos e a "poluição" temática do espaço. O objetivo é focar os marcadores, deixar os assuntos mais homogêneos e facilitar a leitura.

Uma das poucas e mais corriqueiras críticas que recebo em relação a esse blog é o ambiente "pesado" e o cansaço na leitura. Ainda mais com os textos longos. Com a segmentação, tudo ficará mais claro (literalmente), organizado e agradável.

E já deixo claro aliás que o processo de desmembramento não implicará na desativação desse espaço. Muito pelo contrário, Empty Spaces Lines (novo nome) será uma espécie de central com postagens curtas e headlines que abastecerão os demais "tentáculos" do mais novo "império" blogueiro.

Será um trabalho hérculo, pois pretendo transferir a esmagadora maioria das postagens antigas arquivadas para suas novas e respectivas "casas".

Portanto, se por acaso eu sumir ou diminuir minha presença por aqui, já sabem o motivo. Mas eu chego lá. Em breve os novos blogs estarão prontos e possivelmente atualizados.

Aguardem.

domingo, 9 de novembro de 2008

"I´m Outta Time"



Here is a song
It reminds me of when we were young
Looking back at all the things we've done
You gotta keep on, keepin on
Out to sea, it's the only place
I Honestly
Can get myself some piece of mind
You know it's gettin' hard to fly
If I'm to fall
Would you be there to applaud?
Or would you hide behind them all?
'Cause if I have to go,
In my heart you'll grow
And that's where you belong...

If I'm to fall
Would you be there to applaud?
Or would you hide behind them all?
'Cause if I have to go,
In my heart you'll grow
And that's where you belong...

If I'm to fall
Would you be there to applaud?
Or would you hide behind them all?
'Cause if I have to go
In my heart you'll grow
And that's where you belong...
Guess I'm outta time...
I'm outta time...
I'm outta time
I'm outta time
I'm outta time

("I´m Outta Time" - Liam Gallagher)

Novo clipe do Oasis na praça. Aliás, belo clipe. Esses dias estava escutando a música e imaginando mesmo que daria um elegante petardo com toques oníricos. E o rock and roll mantém-se vivo, ainda bem.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama lá!


"O dia 4 de novembro de 2008 representa o fim de uma era. Economicamente, marca o final do longo boom iniciado em 1983. Politicamente, provavelmente marca o final do domínio conservador iniciado em 1980. Geracionalmente, marca o final da supremacia da geração baby boom, iniciada em 1968."

- David Brooks, do "New York Times", na Folha de S. Paulo.

A tribo de liberais de esquerda de todo o mundo deve estar aliviada. Se teremos reais mudanças, são outros quinhentos. Porém, todas as condições estão postas. Que este é um momento histórico, não resta dúvida. Depois da queda do Muro de Berlim (1989), das Torres Gêmeas (2001), temos mais uma nova "onda" política no ar.
Um presidente multi-étnico, multi-nacional, jovem, de origem social simples e batalhadora, dirigindo a maior potência econômico-político-militar do planeta.
Não será nada fácil, mas estou com ele na torcida.

img: http://blogs.westword.com/

domingo, 2 de novembro de 2008

é o começo do fim?

Essa semana que passou a ong WWF divulgou o seu Índice Planeta Vivo. Algo como um relatório sobre o "estado do mundo" ecológico. Vejamos:

(vou cobrar royaties por essa capa de relatório.. :P )

"Nossa pegada ecológica global excede, hoje, em cerca de 30% a capacidade de regeneração do mundo. Se nossa demanda continuar nesse mesmo ritmo, em meados de 2030 precisaremos de dois planetas para manter nosso estilo de vida. O relatório deste ano registrou, pela primeira vez, o impacto de nosso consumo sobre os recursos hídricos do planeta e nossa vulnerabilidade à escassez de água em muitas regiões."

(...)

"As emissões de carbono ocasionadas pelo uso de combustíveis fósseis e as mudanças no uso do solo constituem o maior componente da Pegada da humanidade, o que realça a principal ameaça ao nosso planeta: as mudanças climáticas. Pegada Ecológica é a área necessária para produzir os recursos que utilizamos e para absorver as emissões de carbono, expressa em hectares (média) de terra ou mar produtivo no mundo. A análise geral feita pela GFN da Pegada Ecológica mostra que a área necessária chegou a 2,7 hectares globais por pessoa. A área disponível hoje, per capita, é de 2,1 ha."

(...)

"As cinco maiores Pegadas per capita nacionais são dos Emirados Árabes, Estados Unidos, Kuwait, Dinamarca e Austrália. As cinco menores pertencem a Maláui (país no leste da África), Afeganistão, Haiti, Congo e Bangladesh."

(...)

"Oito países – Estados Unidos, Brasil, Rússia, China, Índia, Canadá, Argentina e Austrália – possuem mais do que a metade do total da biocapacidade mundial."

(...)

"O desmoronamento do crédito ecológico é um desafio mundial. O relatório Planeta Vivo 2008 nos diz que mais de 75% da população mundial vive em nações que são devedoras ecológicas, pois seu nível de consumo nacional superou a biocapacidade do país. Assim sendo, a maioria dessas nações está sustentando seu atual estilo de vida e crescimento econômico por meio da retirada cada vez maior do capital ecológico de outras partes do mundo."

(...)

"Os EUA e a China possuem as maiores pegadas nacionais, cada um totalizando cerca de 21% da biocapacidade global. Mas cada um dos cidadãos dos Estados Unidos demanda uma média de 9,4 ha (ou quase 4,5 planetas se a população mundial tivesse os mesmos padrões de consumo deles), enquanto os cidadãos da China usam uma média de 2,1 ha do mundo por pessoa (um planeta)."

(...)

"Passaram-se quase quatro décadas desde que os astronautas da Apollo 8 fotografaram o famoso “Nascer da Terra”, que constituiu a primeira imagem do Planeta Terra. Nas duas gerações que se seguiram, o mundo passou de uma situação de crédito ecológico para déficit ecológico."

(...)

"A espécie humana possui um histórico notável de engenhosidade e solução de problemas. Agora, o mesmo espírito que levou o homem à lua deve ser empregado para livrar as gerações futuras de um colapso ambiental."

Versão na íntegra do relatório em inglês: Living Planet Report 2008.

Pois bem, não vou chover no molhado mais uma vez. Só acho que o "gerações futuras" da última frase está meio defasado. No andar da carroagem, é bem provável que eu, você, nós amiguinhos consigamos ver ainda com nossos próprios olhos o circo pegar fogo.
Eu tento mas não consigo ser tão otimista como o pessoal da WWF consegue ser, confiando no "histórico notável de engenhosidade e solução de problemas" da humanidade. Esse dias mesmo estava navegando pelo blog do Marcelo Leite quando me deparei com a engenhoca Gapminder. Uma espécie de simulador animado de estatísticas gráficas as mais variadas e interessantes, com um arco gigantesco de possibilidades combinatórias. Fui lá brincar e criei a minha, uma linha do tempo do crescimento populacional mundial X emissões de CO2 em todo o planeta:

(clique aqui; depois de aberto o link, aperte o "play")

Dando uma olhadela nesse gráfico não tem como não ser pessimista. Por mais que busquemos o equilíbrio de sustentabilidade da nossa existência no planeta (o que é nossa obrigação moral, existencial e o escambau), a bomba está armada. É fisicamente impossível. Ou assistiremos a uma hecatombe social sem precedentes nos próximos 50 anos que leve a humanidade a um patamar populacional viável pra sobrevida da espécie, ou é o fim.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

My Iron Lung (parte 4)

E foram colocados os ignóbeis panos quentes.
Nosso ministro conseguiu fazer a pior barbeiragem possível. A palavra foi dada, e não foi cumprida. Pior, na surdina, com uma "cara de pau" assustadora. A falação desembestada e os atos concretos estão cada vez mais distantes um do outro, e a confiança acabando. Precisamos de um mínimo de coerência, meu caro Ministro.


Governo recua e autoriza diesel com 1.800 ppm de enxofre

Petrobrás e indústria automobilística desrespeitaram decisão para reduzir a proporção a 50 ppm até 2009

SÃO PAULO - A partir 1º de janeiro de 2009, passa a ser obrigatória a utilização do diesel S50 - com 50 partes por milhão de enxofre - somente nas frotas cativas de ônibus urbanos dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro, e não em todos os veículos diesel de todo o País, como previa resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de 2002. A indústria automobilística e a Petrobrás alegam que não tiveram tempo de se adaptar à nova norma. Já o diesel usado nas demais frotas nacionais poderá ter até 1.800 ppm de enxofre, ante os 2.000 ppm atuais.

Com o novo acordo, só a partir de 2011 que a obrigação passará a valer de forma mais ampla, e ainda assim apenas para as cidades de Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e para as regiões metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista, Campinas, São José dos Campos e Rio de Janeiro.

A decisão é parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado na madrugada desta quinta-feira, 30, na presença do Ministério Público Federal (MPF), entre o governo federal e representantes da Petrobrás, da Fecombustível, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), do governo do Estado de São Paulo, da Anfavea e das montadoras de motores.

O ajustamento de conduta teve de ser fechado como parte das compensações pelo descumprimento da resolução original.

Pelo acordo firmado, a Petrobrás, a partir de 1º de janeiro do próximo ano, substituirá totalmente a oferta do diesel atualmente utilizado, com 2 mil partes por milhão (ppm) de enxofre, por um novo diesel que conterá 1.800 ppm. E a partir de janeiro de 2014, será totalmente substituída a oferta de diesel com 1800 ppm de enxofre por um com 500 ppm.

Os fabricantes de veículos deverão apresentar até 2012 relatório de valores das emissões de dióxido de carbono e de aldeídos totais dos veículos pesados a diesel. Também deverão atender aos novos limites máximos de emissão de poluentes a serem elaborados e deliberados pelo Conama, em uma nova resolução.

Ao governo, representado pelo Ibama, caberá apresentar proposta de resolução com pedido de urgência ao Conama para disciplinar uma nova etapa para limites de emissão de poluentes por veículos leves comerciais movidos a diesel.

Em setembro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, havia afirmado que, a partir de 2009, somente veículos com motores adaptados para usar combustível S50 seriam licenciados. "Quem não cumprir que se entenda com a Justiça", afirmara o ministro.

“Eles aceitaram a proposta da Petrobrás e da Anfavea”, lamentou Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo. Grajew afirma que Minc havia assumido o compromisso de se reunir com representantes da sociedade civil antes de assinar o TAC.

“Infelizmente, fizeram isso de madrugada e sem a participação dos principais interessados.” Ele também questionou a atuação do MPF no caso.

O Conama aprovou ainda resolução que antecipa para 2012 a adoção do diesel S10 (com 10 ppm de enxofre) no abastecimento de veículos pesados - ônibus e caminhões - no Brasil.

(com Alexandre Gonçalves, de O Estado de S. Paulo)


Pra quem aterrisou agora, acompanhe os capítulos anteriores, aqui: My Iron Lung - parte 1 - parte 2 - parte 3.


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

divagações sobre o "ser mãezona"

Eu começo a pensar sobre isso e me deprimo, deixo a melancolia tomar conta. Lembrando dos tempos difíceis porém completamente livres e oníricos de "sampa city à mil por hora". Era um bom momento pra sentar na beira da colina, beber um chá verde, e tomar uns conselhos com um velho e descolado sábio chinês.
Irmãos, namorada, todos no mesmo barco, uma "casa" pra cuidar (pais distantes), e aquela sensação de que uma "família virtual" caiu no meu colo e eu virei a "mãezona". O plano três anos atrás era fugir disso tudo, viver a própria vida, rumar ao sabor das próprias temperanças. Ser "mãe" era pra depois (e ainda é). Mas sempre elas, as contingências, o rasgo fundo no casco, faz você refazer os cálculos.
Sem dinheiro, sem emprego, sem grandes perspectivas, a maré econômica em refluxo, o universo conspirando contra, são inevitáveis os questionamentos virais.
Hoje de manhã tomando banho estava refletindo comigo mesmo sobre esse grande "deslumbramento" da vida adulta. A tomada de consciência de que você não mais navega na marola dos outros, que você tem a sua própria, e que junto com ela todo um oceano de possibilidades se altera ao sabor das suas atitudes. E que não adianta voltar atrás, uma vez que você resolve cortar a superfície da água, suas posssibilidades estão contingenciadas, e você terá que conviver com elas.

NOTA: graças aos b-sides do nosso grande Graham Coxon essa postagem pôde deixar o conturbado plano das sinapses cerebrais de hoje.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Voltamos!

(primeirona, at last.. we are back!)

"A volta do Corinthians à divisão especial é a volta da alegria ao futebol brasileiro. Uma coisa importante é o seguinte: a gente foi para segunda divisão porque era um título que o Palmeiras tinha e a gente não tinha. Então a gente foi lá buscar um igual e mais bonito ainda."

- falou o Excelentíssimo Senhor Presidente Luís Inácio Lula da Silva; caderno eleições, FSP, p.9.

Gostei do "mais bonito ainda". Porque realmente foi. Campanha perfeita. Poucas derrotas. Eficiência. Trabalho simples, humilde, pragmático, sem frescuras. Agora precisamos tratar de segurar o nosso caro milagreiro Mano Menezes nas cercanias do Parque São Jorge, e manter a mesma filosofia. Sem perde, é claro, a boa e velha megalomania.

Corinthians sem empáfia não tem graça (nem alma). Afinal, nós somos o Oasis do futebol brasileiro. E vamos nessa.

Campanha até o presente (e raçudo) momento:

10/05 Corinthians 3 x 2 CRB
Gols: Chicão e Herrera(2) 
17/05 Gama 1 x 3 Corinthians
Gols: Acosta, Douglas e Herrera
24/05 ABC 0 x 1 Corinthians
Gol: Douglas 
31/05 Corinthians 2 x 0 Fortaleza
Gols: Alessandro e Herrera
07/06 Barueri 1 x 4 Corinthians
Gols: Ávalos (c), Acosta, Douglas e Lima
14/06 Corinthians 4 x 1 Brasiliense
Gols: André Santos, Chicão, Herrera e William
21/06 Ponte Preta 1 x 1 Corinthians
Gol: Herrera
25/06 Bragantino 1 x 1 Corinthians
Gol: Chicão
05/07 Corinthians 1 x 0 São Caetano
Gol: Dentinho 
08/07 Corinthians 5 x 0 Marília
Gols: André Santos, Chicão, Denis e Dentinho(2)
12/07 Santo André 1 x 1 Corinthians
Gol: Wellington Saci
19/07 Corinthians 0 x 1 Bahia
22/07 Ceará 2 x 2 Corinthians
Gols: Dentinho(2)
26/07 Paraná 0 x 2 Corinthians
Gols: Dentinho(2)
02/08 Corinthians 0 x 0 Criciúma
05/08 Corinthians 2 x 0 Juventude
Gols: Fabinho e Herrera
09/08 Vila Nova-GO 2 x 1 Corinthians
Gol: André Santos
12/08 Avaí 1 x 1 Corinthians
Gol: Douglas 
16/08 Corinthians 2 x 0 América-RN
Gols: Anderson Bill (c) e Douglas
23/08 CRB 1 x 2 Corinthians
Gols: Careca e Herrer
26/08 Corinthians 5 x 0 Gama
Gols: André Santos, Bebeto, Douglas, Elias e Herrera
30/08 Corinthians 4 x 0 ABC
Gols: André Santos, Chicão, Douglas e Elias 
06/09 Fortaleza 1 x 3 Corinthians
Gols: Preto (c), André Santos e Chicão
13/09 Corinthians 1 x 0 Barueri
Gol: André Santos
16/09 Brasiliense-DF 1 x 1 Corinthians
Gol: Elias 
20/09 Corinthians 3 x 0 Ponte Preta
Gols: Chicão, Douglas e Morais
24/09 Corinthians 2 x 0 Bragantino
Gols: André Santos e Dentinho
27/09 São Caetano 2 x 2 Corinthians
Gols: Dentinho e Herrera
04/10 Marília 1 x 1 Corinthians
Gol: Fábio Ferreira
11/10 Corinthians 2 x 2 Santo André
Gols: Dentinho(2)
18/10 Bahia 0 x 3 Corinthians
Gols: Dentinho(2) e Morais
25/10 Corinthians 2 x 0 Ceará
Gols: Douglas e Chicão.


Jogos que restam:

01/11 Corinthians x Paraná 
08/11 Criciúma x Corinthians 
11/11 Juventude x Corinthians
15/11 Corinthians x Vila Nova-GO 
22/11 Corinthians x Avaí
29/11 América-RN x Corinthians

fonte: IG Esporte.


Se muito, acompanhei na íntegra dois ou três jogos. Isso sim é que é um perfeito exemplar de torcedor "fiel".

foto: Ernesto Rodrigues/AE

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

o contra-filé nosso de cada dia

(o contra-filé nosso de cada dia.. - esse ficou tão bonito e gostoso que eu até registrei pra posteridade)


Sudeste consome carne originária de área desmatada
 
A maior parte da carne produzida em áreas de desmatamento na Amazônia está sendo consumida no Sudeste, segundo um levantamento feito por pesquisadores do Imazon. Os números indicam que apenas 5% da carne produzida na região é exportada. E dos 95% que ficam no País, quase 70% são enviados para o Sudeste. A pecuária é o setor produtivo que mais influencia no desmatamento da Amazônia. Cientistas e ambientalistas estimam que mais de 70% das derrubadas florestais são feitas para a abertura de pastagens. Os pesquisadores do Imazon calculam que 253 mil km2 foram ocupados por pastos na Amazônia entre 1990 e 2006 - uma área maior do que o Piauí. O rebanho da região aumentou 180% no mesmo período, passando de 26 milhões para 73 milhões de cabeças, o equivalente a 36% do total nacional 

fonte: OESP, 22/10, Vida, p.A18 - Instituto Socioambiental 

Minha inteligente e bem informada amiga Luciana já partiu pra esse caminho, mas eu (ainda) não tenho planos de me tornar vegetariano. De qualquer maneira, começarei a adotar uma progressiva e completa readequação da minha dieta pra comer o mínimo possível de carne vermelha, e priorizar as ditas carnes "brancas" (frango, peixe, etc.). Bom, na verdade já venho fazendo isso, mas vou traçar o objetivo como uma insistente e brava política pessoal. Que tal um bife de vaca apenas uma vez por semana como 1ª meta? Tendo em vista a minha genética arcaica (um provável e rústico sangue O-), não será simples. Porém, é a única saída inteligente e evolutiva pra questão (tanto no âmbito pessoal como global).
Com uma simples análise do que se passa na questão da segurança alimentar e do meio ambiente atualmente, mais um pouco de bom senso, é natural concluir que a evolução da nossa civilização passa pelo lento e seguro abandono da carne vermelha do cardápio.
Em que pese a simpatia que eu pessoalmente tenho pelas nobres vaquinhas, é fisicamente impossível que toda população mundial possa um dia manter aquele saboroso bifinho no cardápio cotidiano. Sem contar outras variantes socioambientais que nos levam ao caminho inevitável da conclusão de que os bovinos são um problema, e não há solução.
É lógico que isso não vai (e nem deve) mudar da noite pro dia, mas é um assunto a se pensar, e que passa longe das nossas rotineiras rodas de discussões políticas.
O custo sócio-econômico-ambiental de um boi, em especial aqui no Brasil, é sensivelmente alto em vista dos benefícios. Isto está claro. Agora a bola está do nosso lado e a mudança de atitude no consumo é o grande ato político que está faltando.

Um bye-bye pro nosso contra-filé de cada dia.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Stayin´ Alive (literalmente)

Hit dos Bee Gees ajuda a salvar vidas, diz estudo

O hit disco dos anos 70 Stayin' Alive, música-tema do filme Os Embalos de Sábado à Noite pode ajudar a salvar vidas, de acordo com uma reportagem publicada no jornal The Daily Telegraph de sábado (18).

O ritmo da canção dos Bee Gees, segundo o autor da pesquisa, o médico americano David Matlock, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos,ajuda os médicos a realizarem uma manobra conhecida como ressuscitação cardiopulmonar (CPR) mais eficientemente.

Estudos anteriores indicam que a CPR pode triplicar as chances de sobrevivência de pacientes com paradas cardiorespiratórias, mas para isso, precisa ser realizada no ritmo certo.

E é aqui que a música que a música que embalou John Travolta no filme de 1977 pode ajudar: com 103 BPM (batidas por minuto), ela é apenas três batidas mais rápida que o ideal - recomendado pela Associação Americana do Coração, de 100 BPM.

Emergência - A CPR é um procedimento de primeiros-socorros que consiste em aplicações ritmadas de pressão sobre o peito do paciente.

Matlock, segundo o Daily Telegraph observou dez médicos e cinco estudantes de medicina realizarem a manobra ao som de Stayin' Alive.

Em média, eles mantiveram as compressões em 109 BPM. Cinco semanas mais tarde, o teste foi repetido, desta vez sem o auxílio dos Bee Gees.

O ritmo dos socorristas subiu para 113 BPM, mais rápido que o ideal, mas ainda no limite aceitável, segundo os médicos.

O resultado do estudo deve ser apresentado ainda neste mês na conferência da American College of Emergency Physicians, a associação que reúne médicos de emergência americanos.

"Todo mundo já ouviu essa música na vida. As pessoas conseguem ouví-la na cabeça e isso os levou a manter o ritmo, que é a coisa mais importante", afirmou Matlock, segundo a reportagem do diário britânico.

A idéia é que o clássico das pistas de dança seja usado como técnica para treinar médicos de emergência. O método de treinamento já foi até recomendado pela American Heart Association.

"O tema Stayin' Alive (Mantendo-se vivo, em tradução livre) é bastante apropriado para a situação", brincou o autor da pesquisa, de acordo com o Daily Telegraph.

(Fonte: Estadão Online / Ambiente Brasil)

Só pra registrar que no meu ataque cardíaco eu também quero ser ressuscitado ao som do Bee Gees. E claro, que filmem para posteridade essa cena hilariamente bizarra.


sábado, 18 de outubro de 2008

sobre o babaquismo

Dizem por aí que acabou a "era dos ismos". As grandes ideologias, teorias, socialismo, comunismo, anarquismo, fascismo, tudo teria ido pro vinagre em definitivo com a virada do século. Discordo.
Embora esteja relativamente bem dissimulado no cotidiano, um "ismo" em especial tem se desenvolvido de forma vertiginosa nos últimos tempos, na minha modesta opinião: o babaquismo.
Não sei se sou o único que chegou a essa conclusão, mas o número de babacas andando pelas ruas das cidades brasileiras aumentou muito. Eu não consigo andar dois quarteirões (ir até o mercado) sem me deparar com uma "situação babaca". E não falo de babaquismos leves e clássicos como pessoas que tropeçam nos próprios pés ou que batem com a cabeça em placas de anúncios, mas gente urrando pela janela do carro e buzinando desesperadamente porque outro babaca parou o carro em local que não devia. Ou ainda gente na fila do caixa no supermercado reclamando em voz alta de outro babaca que empacota as compras como se estivesse dopado.
Poderíamos dizer que o babaquismo se fundamenta em três pressupostos básicos: o babaca primário (que dá causa ao imbróglio), o babaca secundário (que reage de forma mais babaca ainda à situação, dando vazão descontrolada a um sentimento "mal cozido" de raiva e prepotência), e o elemento neutro (aquele que não é portador do babaquismo e tem que se sujeitar - de forma involuntária - aos "caprichos" dos dois primeiros elementos).
Uma das situações mais estapafúrdias de babaquismo que eu tive que enfrentar - como elemento neutro - foi na piscina onde pratico natação. Nesse caso em particular, tivemos dois babacas de potencial secundário (coisa antes rara mas cada vez mais comum) em ação. Em resumo, um deles chutou ou bateu com a perna no outro (não me lembro bem, mas um fato normal e tolerável que ocasionalmente acontece em uma piscina lotada) e sucedeu-se uma discussão bizarra de mais de 15 minutos pra saber quem havia "insultado" quem e atrapalhado a "pilotagem" que faziam n´água. Pois ambos queriam reciprocamente saber quem era mais Michael Phelps (macho) que o outro. Foi necessária até a intervenção de um "árbitro" (o salva-vidas) para acalmar a situação e retomar a normalidade na piscina.
Quando até a raia livre de uma piscina recreativa, um dos locais de convivência mais "zen" que a sociedade contemporânea já conseguiu criar é atingida pelo babaquismo, a coisa está realmente feia e fora de controle.
Com seguidores mais fiéis que os do próprio nazismo, e uma quantidade de "trabalhadores da causa" muito mais numerosa que o do socialismo/comunismo real chinês, o babaquismo é o grande "fantasma" que ameaça a destruição do mundo do bom senso como o conhecemos. Aquele ainda livre da idiotização em massa e da falta de comunicação.
E não pensem que essa ideologia tem origem e prospera nas classes trabalhadoras, o grande "núcleo de ação" acontece na chamada classe média, e aniquila famílias inteiras. Tenho até um sério receio que meu irmão tenha se tornado um deles (nesse exato momento ele está escutando Emerson Nogueira a todo volume na sala e atormentando todo o apartamento).
Assim como a Regina Duarte, eu tenho medo. Muito medo.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

dispersão

Em tese, eu tenho todo o tempo do mundo. Mas a dificuldade pra organizar pensamentos, projeções, projetos, planos, atitudes (e o escambau) está começando a me incomodar.

Isso era pra ser uma postagem.

Procuro por causas.





p.s. 1: deve ser o calor.
p.s. 2: vou começar a reclamar mais da vida por aqui, esse blog está precisando de neurose.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sleepy feeling

De volta ao blog dos sonhos, depois de um razoável hiato. Culpa da dificuldade em lembrar-me das minhas pobres interpéries oníricas.


Capítulo de hoje: o tetraplégico.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

boiando na reserva de bom senso (ou pitacos sobre a dita crise econômica mundial) - continuação: "only the strong are survivors"

"Bolsas disparam com socorro de US$ 2,5 tri."

"Governos anunciam ajuda maciça e mercados recuperam parte das perdas; Bovespa sobe 14,6% e Dow Jones, 11%."

"As Bolsas mundiais emergiram da profunda fossa em que mergulharam na sexta para uma exuberante euforia, com subidas tão espetaculares como haviam sido as quedas na semana passada. Numa óbvia conseqüência dos pacotes de ajuda ao setor financeiro, Nova York registrou o maior crescimento em pontos da história. Houve altas acima de 10% na Europa e na Bovespa."

fonte: Folha de SP; nesta terça.

Eu estava pensando aqui, tentando achar uma metáfora. E cheguei à seguinte conclusão: esse tal de "mercado", uma idéia abstrata que vai muito além do próprio conceito de mercado, parece, age, e vive tal qual uma criança mimada de 5 anos com um pirulito na mão. Se você tira o doce, ela abri a boca e começa a chorar desesperadamente. Aí você enfia de volta na boca do pirralho, e tudo volta a ser um "mar de rosas".
Resumindo: o "olho do furacão" do nosso sistema econômico funciona com o raciocínio instintivo de um ser humano de 5 anos. Whatta fuck is that? That´s capitalism, baby.

Bom, vamos lá. Todos juntos com o professor PHD. Sir Paul McCartney:



Se o homem não ganha o Nobel de Economia, pelo menos leva o Nobel Honorífico Vitalício da Música Pop.

Just have fun about it is the best medicine.

sábado, 11 de outubro de 2008

boiando na reserva de bom senso (ou pitacos sobre a dita crise econômica mundial)

"As Bolsas de todo o mundo perderam US$ 6,2 trilhões, o equivalente a seis Brasis, só nesta semana."

"A Bolsa de NY teve a pior perda semanal da história, superior à da semana do 11 de Setembro: 18,15%."

"Tóquio recuou 9,62%, para o menor nível em 20 anos."

"Madri recuou 9,14%, maior queda de sua história."

Foram essas as notas de capa da Folha de São Paulo deste sábado. Algo bizarro, meio assustador. Porque de duas uma: ou o mundo as we know it está realmente acabando ou as pessoas - capitalistas - perderam o menor sentido de senso e racionalidade.

Há algo de errado em um sistema econômico que "evapora" U$ 6,2 trilhões em uma singela semana. Algo em torno de U$ 885 bilhões por dia (!). Sem querer ser chato (mas já sendo), é muuuuito dinheiro. Não tem lógica nisso. Ou pior, tem. Uma lógica com fundamentos que realmente nos dão sérios indícios de que a espécie humana pelo jeito está realmente nos últimos dias.

Reinterando: é assustador. Principalmente se levarmos em conta que o sistema inteiro opera no nível da burrice. Não aprendendo com os erros e os cometendo novamente. Filosofando: o neoliberalismo acabou? Que nada, mais algumas décadas e já teremos o neo-neoliberalismo pipocando por aí denovo (quanta novidade!) nas vozes do mais diversos "profetas" da economia política.

Eu não sou economista, nem intelectual, muito menos um político visionário, mas a minha reserva de bom senso é suficiente pra entender o quão trágica é a situação. Pra não dizer cômica. Porque não há outra saída a não ser rir disso tudo até que a água finalmente comece a molhar a nossa bunda. E ela vai, de um jeito ou de outro.

Pelo menos, como diria o já imortal Nelson Ned, tudo passa. E como não poderia deixar de ser, sem que a esmagadora maioria dos tupiniquins tenham consciência de que o barco passou e a merda ficou boiando na água.


obs: concordo que falar sobre esse assunto é um pé no saco dos nobres leitores, mas.. inevitável; não tinha como deixar isso passar em branco por aqui.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

"Dig Out Your Soul" (2008)


O álbum ainda está saindo do forno, mas já dá pra dar alguns pitacos.
Esse período de divulgação, em se tratando desta banda, é sempre uma diversão à parte. Os Gallagher começam a falar mais besteira do que o já alto nível usual e conseguem aparecer em tudo quanto é canto da mídia judaico-cristã-ocidental (e além; não podemos nos esquecer dos devotos fãs japas da banda), sem falar nos "arranca-rabos" que pipocam em todos os grupos de discussão e comunidade roqueiras espalhadas internet afora entre fãs "xiitas" da banda e o resto do mundo.
Sou um grande fã deles, mas não chego a ser um "xiita" (apesar de quase ter me tornado um). Aliás, tenho dificuldade em entender como bandas muito mais inventivas e novidadeiras no cenário rock and roll, como Radiohead por exemplo, não conseguem chamar tanta atenção como os moços (hoje "tios") de Manchester. Por falar nisso, esse é o grande "confronto de platéia" existente no universo dos fãs de música pop atualmente: Oasis X Radiohead. Algo como um PSDB X PT do mundinho "indie". E como na política, uma babaquice sem tamanho. Eu consigo apreciar as duas bandas com o mesmo gosto sem grandes problemas.
Bom, mas voltando ao que interessa, esse 7º álbum da banda está muito bom, figurando entre os melhores da discografia deles (montei um adendo com um "ranking bovino" em cima da dita cuja). Como era de se imaginar, não supera as duas obras diferenciais da banda (Definitely Maybe e [What´s The Story] Morning Glory?), porém fica acima de discos que não são ruins - mas que não "decolam" -, como Standing in the Shoulders of Giants e Heathen Chemistry ".
Ao contrário do antecessor e também bem cotado Don´t Believe the Truth, que ainda segue com fortes traços da "cartilha" mais ortodoxa e original do som da banda, esse trabalho é bem mais flexível e - dentro do padrão (conservador) Oasis - mais criativo. Aliás, o primeiro que dá uma certa entortada na "fórmula Oasis". Saindo um pouco daquele estilo "melodias-hino" e tateando com algo mais - no dizer do Noel - "grooveado". Talvez seja o resultado da crescente democracia dentro da banda, com o "faz-tudo" guitarrista abrindo cada vez mais espaço para os outros integrantes colaborarem no trabalho de composição (5 das 11 faixas foram compostas pelos demais membros - Liam com 3). Ou não, talvez Noel apenas tenha assumido de vez que virou "tio" e esteja encarando melhor o fato de que o "mundo supersonic" dele não existe mais.
E já que citamos o senhor Liam Gallagher, ele pra mim é um dos destaques desse álbum. Além de ter aparentemente colaborado mais que o habitual, produziu uma das melhores canções do disco: I´m Outta Time. Sem falar que deixou registrado um dos vocais mais equilibrados de toda a carreira da banda, e ainda virou o porta-voz na divulgação mundial do disco. Uma maturidade e serenidade surpreendentes pra um sujeito que até dias recentes mal e porcamente dava entrevistas e arranjava brigas (suficiente pra perder uns dentes) nos hotéis por onde passava.

Então vamos lá, faixa por faixa (focando no exame "espiritual-melódico"):

01 - Bag it Up: tirando Rock and Roll Star, acho que é a 2ª melhor abertura de um álbum da banda, e é a 2ª melhor música do disco - uma espécie de Got to Get You into My life do começo do século XXI;

02- The Turning: The Who com The Doors, ficou muito bom isso - Noel num dos seus melhores momentos de "colagens sonoras", com o final homenageando Beatles (pra variar) - uma das minhas favoritas, pulsante;

03- Waiting for the Rapture: "viajando" na maionese, essa me lembra Paul McCartney solo nos melhores momentos (roqueiros), principalmente o vocal, quando escuto me vem Oh Woman Oh Why na cabeça, e dá pra achar The Doors e White Album ali também - boa canção;

04- The Shock of The Lightning: o "hino-single" do álbum e a 3ª melhor do plantel, puro e clássico "oasis way of music" - entre as minhas favoritas também (junto com o resto da torcida do Corinthians) - esse blog já postou o clipe aqui;

05- I´m Outta Time: essa aqui é 100% John Lennon que, segundo Liam, está encarnado nele - de qualquer maneira, talvez o melhor que ele já contribuiu pra banda até hoje;

06- (Get Off Your) High Horse Lady: muito boa, tem hora que lembra bastante The Verve; Noel nas "colagens" novamente, "chupinhando" Hi-Heel Sneakers - tem um pouco de Macca aqui também;

07- Falling Down: essa é um passeio pelo Revolver dos Beatles com um "q" de Pink Floyd, classuda, e marca o fim do melhor do disco - aliás, é a melhor do disco;

08- To Be Where There´s Life: cítaras indianas, o clima me lembra um pouco Who Feels Love - boa, mas já num nível mais baixo do que as 7 primeiras;

09- Ain´t Got Nothing´: na minha opinião é a mais fraca do disco, lembra de muito longe Mucky Fingers;

10- The Nature of Reality: gostei dessa, e não me perguntem de onde eu tirei isso mas me lembra uma mistura bizarra de riffs de guitarra do Blur com Pink Floyd (?);

11- Soldier On: numa linha parecida com a anterior, mas mais fraquinha - um final escroto pro álbum.

Em suma, recomendadíssimo. Inclusive pra aqueles que tem uma certa afinidade com o som da banda mas sempre viram o Oasis "certinho demais". O melhor desse álbum é isso, eles continuam na mesma toada mas com um rock and roll menos "redondinho". Adquirindo maturidade mas sem decair o nível. Uma evolução, com certeza.

ADENDO:

"Ranking Bovino" da discografia:

1) Filé-mignon: "Definitely Maybe" & "(What´s the Story) Morning Glory?";
2) Alcatra: "Don´t Believe the Truth" & "Dig Out Your Soul";
3) Patinho: "Be Here Now";
4) Músculo moído: " Standing on the Shoulders of Giants" & "Heathen Chemistry".

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

bolinando a urna

Todos preparados pra colocar o dedo lá? Bom, espero que sim.
Até anteontem estava sem candidato a vereador. E convenhamos que não existem muitas opções empolgantes pra esse cargo pra lá de subestimado no sistema político tupiniquim. Consegui encontrar alguns seres confiáveis e cheguei à minha escolha graças a uma das melhores iniciativas que já surgiram no âmbito da sociedade civil para a fiscalização da atividade política profissional: a ONG Transparência Brasil.
Relatórios estatísticos sobre assiduidade, quantidade de projetos propostos, aprovados, rejeitados, estão lá todos os dados que "desnudam" a atuação dos vereadores de Porto Alegre, do Rio, e de São Paulo. Além de muito material sobre a atuação dos nossos nobres congressistas de Brasília e um bacanudo "mapa de riscos de corrupção".
Link obrigatório nos favoritos de quem sabe da importância da consciência política pro exercício da cidadania. Fica a dica.
No mais, domingão estarei lá por debaixo das arcadas do Mosteiro de São Bento pra escolher os seres diferenciados que serão responsáveis pela administração, legislação e fiscalização da belíssima cidade que me acolheu por especiais três anos da minha existência. Não podia deixar passar a oportunidade, vou votar com tesão, estejam certos disso.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

deglutindo Gilmour

("On an Island" - David Gilmour - 2006)

Eu precisava acertar as contas com o último petardo musical do "tiozão" Gilmour. Quando comentei aqui elogiando o primeiro disco solo do guitarrista do Pink Floyd, não falei muito bem do recém saído do forno (à época - 2006) "On an Island". Em suma, disse que o disco era chato. Um pé no saco.
Acredito que muita gente vá continuar concordando com o meu "eu de 2006", mas o meu eu atual mudou de opinião. Talvez a minha porção "tiozão" tenha aumentado, não sei. Só sei que estou respeitando cada vez mais esse trabalho dele. Junto com "Amused to Death", do "tio sarado" Roger Waters, os melhores álbuns solo de membros do Floyd, com certeza.
Sir David Gilmour foi uma espécie de Paul McCartney da clássica superbanda inglesa de rock psicodélico-espacial-pop-bluseiro-progressivo. Era o homem das melodias, que formatava o lado pop e desenhava o vocal das canções do grupo. Enfim, o cara que "mastigava" e "cuspia" pro público as canções na forma mais vendável possível.
Se já era notável esse "lado macca" do Gilmour nos discos "pasteurizados" (no bom e no mal sentido da metáfora) que ele lançou liderando o PF sem o parceiro Waters, com esse trabalho solo dele fica evidente.
Mas ao contrário dos dois últimos discos do PF, "On an Island" é um trabalho intimista, voltado pra dentro, solene (como os álbuns do Floyd) mas ao mesmo tempo despretencioso. Gosto de ouvi-lo em momento reflexivos, ou quando estou com aquela senhora enxaqueca. Pois bem, essa é uma boa definição, é um som "analgésico" e/ou inibriante. Aliás, a temática ou "conceito" de todo o trabalho gira em torno disso: um ar meio onírico, com letras sonhadoras, românticas, e ao mesmo tempo maduras, delineando o trajeto de um homem e sua "ilha existencial".
Interessante notar aqui o desenvolvimento do Gilmour no trabalho lírico (ou da esposa dele, parceira desde o "The Division Bell"), que sempre foi o forte do companheiro e ex-líder de banda Waters. É só comparar com os dois outros álbuns solos do guitarrista, e até mesmo com os do Floyd feito sob sua liderança pra perceber a melhora.
Eu destacaria no repertório a faixa-título, a "silenciosa" "The Blue", a "pesada" e floydiana "Take a Breath", a bluseira "This Heaven", e a sigela e romântica "Smile". A guitarra estérea durante todo o percurso é insubstituível e inconfundível. Não localizada em qualquer outra "quitanda roqueira". 
Pra quem curte ou tem simpatia pelo som do Pink Floyd é algo quase obrigatório, pelo menos algumas audições. E mesmo pra quem passa longe desses tipos de "viajens sonoras chatonildas" vale a curiosidade, nem que seja pra falar mal.
"Tio" David é legal. Apesar da careca, da barriga, da penca de filhos, da obscena conta bancária, o rock and roll ainda está lá. Escondidinho mas está.
Redimido e recomendado.

Setlist:

01- Castellorizon
02- On An Island 
03- The Blue 
04- Take a Breath 
05- Red Sky at Night 
06- This Heaven 
07- Then I Close My Eyes 
08- Smile 
09- A Pocketful of Stones 
10- Where We Start

p.s.: quem não tiver saco pra baixar o disco, recomendo uma olhadela nos vídeos dos shows da turnê no youtube; vale a pena.