segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

bloco de notas (8)

Eu sempre gostei da efervecência humana de São Paulo, mas o clima propriamente dito daqui nunca me agradou muito. Não que eu não goste de garoa, tempo nublado, um friozinho. Eu acho o máximo. O problema é que faz tempo que a cidade deixou de ser a "terra da garoa" e se tornou uma espécie de laboratório de climatologia radical. O clima muda a cada estalar dos dedos. Ontem, por exemplo, o tempo estava assim:


Hoje o dia já amanhaceu ensolarado e com uma temperatura agradável. Porém, foi só a noite cair pra um friozinho escroto marcar presença. E tudo leva a crer que amanhã o grande irmão também irá raiar (uma olhadela na janela essa noite e notei o céu estrelado), mas garanto que no final da tarde irá bater uma brisa fria denovo. Um clima sem sal de outono em pleno verão, I don´t get it. O pior é que essa esquizofrenia climatológica desregula o meu "termostato interno". Não é de hoje que eu observo que algumas crises de dor de cabeça minha tem uma relação direta com essas variações no clima. Eu li em algum lugar que nós estamos vivenciando um clima atípico esse verão porque um "sistema" está atuando na região centro-sul e aumentando a quantidade de chuva. Mas sei lá, pelo menos na capital o clima já está chato faz um bom tempo, diria anos. Ou foi sempre assim e eu não notei. Vai saber.

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Vou aproveitar pra fazer um "jabá" de utilidade pública hoje no blog. O pessoal do clickarvore está participando do prêmio Ibest na categoria "ações sociais e ongs". Pra quem não conhece, o clickarvore é um projeto da ong SOS Mata Atlântica em parceria com a ong Vidágua e a Editora Abril onde a pessoa se cadastra e contribui gratuitamente (com um click) para o reflorestamento da Mata Atlântica a partir de plantações de árvores patrocionadas em projetos ambientais. Eu e alguns amigos ajudamos (plantando virtualmente) no projeto desde o final de 2004. Se o nobre leitor ainda não conhece, vale a pena colaborar. Projeto sério, pragmático, e de resultados, dá até pra acompanhar (com fotos) os locais onde as árvores são plantadas.


* pra acessar o site e se cadastrar: clickarvore.
* pra votar no projeto no site Ibest: prêmio Ibest.

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A coisa mais divertida que tenho feito nos últimos dias? Assistir o ultra-tosco programa Fantasia no começo da madrugada no SBT. Demorei pra descobrir essa bizarrice e dar boas gargalhadas. Involuntariamente, acho que é o melhor programa humorístico da televisão brasileira. Observar os apresentadores tendo que segurar o riso enquanto atendem um bando de desocupados no telefone gritando que é fã da rede de TV do apresentador Silvio Santos é muito, digamos, terapêutico. Eu não lembro como era esse programa nos tempos vespertinos da Carla Perez, mas essa versão noturna é uma pérola. Tudo é milimetricamente bizarro e despretensiosamente sarcástico. Fantasia (no ar!) rocks!

"Eu sou fã do SBT!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!" : 0

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Influenza rocks!

("I live my life in the body.. there´s no easy way out..")

Eu diria que poucas coisas no mundo podem ser classificadas como "fodonas". Uma delas é o vírus da gripe, o famigerado Influenza. Eu tiro o chapéu pra esse ser microscópico. Conseguiu me deixar totalmente inerte e imprestável por 5 dias. Não é exagero dizer que sofrer os sintomas da gripe clássica é pior do que sobreviver ao abraço de uma jibóia.

Fazia muito tempo que eu não tinha uma recaída dessas. Desse naipe, acho que desde a minha adolescência. Dores pelo corpo, febre full time, e noites de completo e chapante estado comfortably numb. Era inevitável lembrar da clássica música do Pink Floyd enquanto gemia na cama. Assim como a música sugere que uma boa crise de febre se assemelha muito com uma overdose de drogas, é notável como a citação lírica é pertinente. A febre nos deixa em um estado de êxtase com sinal inverso. Ela produz uma leve e tênue sensação de prazer em meio a uma avalanche de dores e sensações negativas, e assim consegue nos imobilizar. Não tem como não se sentir um verdadeiro zumbi. Imagino que deva ser algo muito semelhante com o efeito do veneno de um animal peçonhento.

Talvez eu tenha reparado no óbvio, e imagino que 99,9% das pessoas já tenham se contaminado com uma gripe mais hardcore pelo menos uma vez na vida. Mas só dessa vez comecei a pensar nisso, nesse poder de subjulgamento que um "cotoco" de vida microscópio possui. E comecei a imaginar também as possibilidades futuras de atuação da "fluflu" no nosso cada vez mais desequilibrado meio-ambiente. Com certeza ela é uma das armas que o planeta irá utilizar vez ou outra pra reestabelecer a "ordem" na casa. Sem falar nos outros "armamentos".

Eu não tinha a intenção de escrever sobre esse assunto aqui, mas a querida Influenza subiu na minha cotação depois do nocaute desse final-de-semana. Àtila -o huno-, Alexandre -o outro, aquele que chamam de "grande"-, Gengis Khan, Adolf Hitler, Stálin, Darth Vader, Chuck Norris.. podemos encontrar alguns seres humanos (ou não) que poderíamos classificar de "fodões" (para o bem ou para o mal). Mas nenhum deles conseguiu (ou consegue) deixar milhões de pessoas ao redor do globo ano a ano totalmente grogues, "anestesiadas", e tomadas por uma horrível sensação de impotência. Isso só a "fluflu" consegue.

Pra ser "fodão" não basta ser um, é preciso ser vários ao mesmo tempo, e com estilo.

img: http://www.fiocruz.br/

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Luiza Possi (4)

("uma beleza inocente que disfarça uma forte sensualidade dissimulada" - Doctor Van Nostrand)

A primeira musa tupiniquim do blog. Depois de séculos sem lembrar da moça, eu a vi no programa "Altas Horas" da Rede Globo ontem à noite. Não sei exatamente porque, mas me "lembrei" que ela fazia parte do panteão de seres oníricos desse espaço.

Ignoremos o fato de que eu simplesmente desconheço o trabalho musical dela (e nem sei se iria gostar), e que a moça carrega sempre consigo uma frauda velha que usava quando era criança como uma espécie de amuleto (?). Enfim, esses pequenos defeitos mundanos não contam mesmo nos nossos sonhos platônicos.

You´re added, mistress Possi.

img: http://ego.globo.com

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Homem-rã (at last)

(eu quero uma raia dessas pra mim)

Eu ainda estou de mau-humor (não sei o porquê, logo passa), mas o meu dia foi "iluminado" por algumas braçadas. A redenção aconteceu. Depois de uma violenta postergação, voltei a nadar.

Um dia quente e estressante como hoje clamava por isso. Tudo já estava combinado (na teoria), mas a combinação caoticamente espontânea de São Paulo deixou tudo com um sabor muito mais gostoso. Não é que tenha sido tudo as mil maravilhas, até porque eu descobri (de um forma assim, digamos, reveladora) que, tal como em qualquer aspecto da vida cotidiana paulistana, existem "filas" nas raias da piscina do SESC. Isso mesmo, congestionamento na piscina (!). Parecia a 23 de maio em véspera de feriado. Tráfego intenso de pretensos nadadores. Até "atropelei" o sujeito que estava sofrendo pra nadar na minha frente, assim como fui "atropelado" pelo Ian Thorpe que vinha logo atrás mim.

Mas o saldo final? Felicidade, pura felicidade por voltar a fluir n´água. Sentir algumas sensações que só o entremear de "abraços" com a nossa caríssima e sensual H2O é capaz de propiciar. Um grande e profundo inspirar relaxante num dia "asmático".

img: www.aparentemente.blogspot.com

Curriculum Escrotae (participação especial: Nelson Ned)

Hoje estou aqui pra reclamar, não tem jeito. No total, tenho 10 modelos diferentes de currículos, digamos, ativos salvos no meu computador. Se as chances de conseguir emprego fossem proporcionais a essa criatividade no modo de exibir minhas qualidades profissionais aos "headhunters" tupiniquins, eu estava feito.

Estive numa situação semelhante dois anos atrás. Apesar de alguns "lapsos" de desânimo, sempre mantive aquela verve de instinto de sobrevivência que, uma vez inserido no mundo adulto, você descobre que tem e que precisa cultivá-la. Lembro até da minha descida "maluquete" à pé por todo a Avenida Paulista distribuindo currículos porta a porta dos arranha-céus locais (santa inocência).

Esse início de ano parece que está sendo bem "morno", economicamente falando, em terras brazucas. Ainda é cedo pra dizer, mas tudo indica que a "porra-louquice" consumista recente (e costumeira) dos "yankees" esfriou as coisas por aqui (antiglobalização mode on: motherfuckers!).

Bom, como também pude constatar em tempos passados, quando menos se espera as coisas viram de ponta cabeça e você está com um crachá no peito, nem que seja pra tomar chibatada no tronco todo dia (e o dia inteiro). Em face do nosso quadro sócio-econômico nacional (e global), poderíamos chamar (e muitos chamam) isso de sorte (?!).

Mas enfim, como já disse aquele velho sábio lá naquela cabaninha lá no alto daquela montanha, ou, se você preferir, aquele cantor anão que já me deixou traumatizado uma vez:



Um dia eu ainda vou tomar um porre num boteco da Augusta ao som dessa música.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

"Cuca Fresca" Buster Fatality

(Adição de tomate, espinafre, beterraba, e suco de espinafre com maçã. Muito bom.)

* por incrível que pareça, suco de espinagre com maçã é gostoso, e é uma boa forma de aproveitar as sobras daquele pé de espinafre que adora apodrecer silenciosamente na sua geladeira.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

bloco de notas (7)

Eu não pretendo passar o resto da minha vida em São Paulo, mas também, se possível, quero ficar um bom tempo por aqui ainda. Digo isso porque é uma das poucas cidades brasileiras (se não for a única) e do mundo onde você pode se sentar em um bar com alguns amigos pra tomar um chopp e de repente ser abordado por um consultor de marketing olfativo franco-tunisiano (?) com dificuldades pra mexer no seu celular (e pra falar português). Papo vai papo vem e o sujeito discorre (num inglês sofrível) sobre o ofício de "fabricar aromas" para ambientes comerciais com a específica e "nobre" finalidade de induzir as pessoas a gastar mais (dinheiro). Ele logo apressa-se em informar que essa não é uma atividade muito comum em terras tupiniquins, e que ele está aqui pra isso (desbravar a selva). Saí desse bate-papo com duas boas assertivas: executivos franco-tunisianos são pessoas simpáticas, e a Avenida Paulista continua um lugar surpreendente e a "cara" de São Paulo.

* pra quem tiver maior interesse, a empresa do nosso amigo: http://www.h2r.com.br


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Consegui me livrar da atividade não lá muito agradável (pra quem não tem carro) de levar roupas sujas na lavanderia. Descolei (em parceria) um "tanquinho". Não preciso mais me "ensardinhar" no busão com uma mala a cada quinze dias pra ter minhas roupas limpas. Por outro lado, eu me tornei uma "centrifugadora humana", pois, como é sabido, esse citado eletrodoméstico "dispensa" essa tarefa das suas atribuições. Junto com isso descobri que torcer roupas é uma arte. Em especial as calças jeans. Nem muito nem pouco, existe um ponto certo de "torcimento" (ainda totalmente desconhecido pra mim). Outra coisa, pra quem não possui um eletrodoméstico "descolado" (e ecologicamente dispensável) chamado secadora de roupas e mora num apartamento minúsculo, o ato de secar roupas também é uma nobre arte. E que não depende só de você, mas também de "desígnios divinos" (vide São Pedro) pra dar certo. Sem sol, ar seco é algo fundamental, sem ar seco, as roupas ficam "intragáveis". Bom, eu ainda chego lá.