quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Influenza rocks!

("I live my life in the body.. there´s no easy way out..")

Eu diria que poucas coisas no mundo podem ser classificadas como "fodonas". Uma delas é o vírus da gripe, o famigerado Influenza. Eu tiro o chapéu pra esse ser microscópico. Conseguiu me deixar totalmente inerte e imprestável por 5 dias. Não é exagero dizer que sofrer os sintomas da gripe clássica é pior do que sobreviver ao abraço de uma jibóia.

Fazia muito tempo que eu não tinha uma recaída dessas. Desse naipe, acho que desde a minha adolescência. Dores pelo corpo, febre full time, e noites de completo e chapante estado comfortably numb. Era inevitável lembrar da clássica música do Pink Floyd enquanto gemia na cama. Assim como a música sugere que uma boa crise de febre se assemelha muito com uma overdose de drogas, é notável como a citação lírica é pertinente. A febre nos deixa em um estado de êxtase com sinal inverso. Ela produz uma leve e tênue sensação de prazer em meio a uma avalanche de dores e sensações negativas, e assim consegue nos imobilizar. Não tem como não se sentir um verdadeiro zumbi. Imagino que deva ser algo muito semelhante com o efeito do veneno de um animal peçonhento.

Talvez eu tenha reparado no óbvio, e imagino que 99,9% das pessoas já tenham se contaminado com uma gripe mais hardcore pelo menos uma vez na vida. Mas só dessa vez comecei a pensar nisso, nesse poder de subjulgamento que um "cotoco" de vida microscópio possui. E comecei a imaginar também as possibilidades futuras de atuação da "fluflu" no nosso cada vez mais desequilibrado meio-ambiente. Com certeza ela é uma das armas que o planeta irá utilizar vez ou outra pra reestabelecer a "ordem" na casa. Sem falar nos outros "armamentos".

Eu não tinha a intenção de escrever sobre esse assunto aqui, mas a querida Influenza subiu na minha cotação depois do nocaute desse final-de-semana. Àtila -o huno-, Alexandre -o outro, aquele que chamam de "grande"-, Gengis Khan, Adolf Hitler, Stálin, Darth Vader, Chuck Norris.. podemos encontrar alguns seres humanos (ou não) que poderíamos classificar de "fodões" (para o bem ou para o mal). Mas nenhum deles conseguiu (ou consegue) deixar milhões de pessoas ao redor do globo ano a ano totalmente grogues, "anestesiadas", e tomadas por uma horrível sensação de impotência. Isso só a "fluflu" consegue.

Pra ser "fodão" não basta ser um, é preciso ser vários ao mesmo tempo, e com estilo.

img: http://www.fiocruz.br/

2 comentários:

Aline-NC disse...

Achei "fluflu" o máximo! hahaha

Cristina disse...

Nem me fale em influenza... essa conversa de vírus me lembra aquele filme do Will Smith. Medo.