segunda-feira, 31 de março de 2008

bloco de notas (10)

Há pouco tempo eu postei aqui sobre a iminente "tarde regada a vinho" desse começo de ano. Não que eu não sinta o cheiro de vinho por perto, nem que eu não tenha realmente bebido alguns, mas tudo leva a crer que não abrirei os vinhos que eu quero tão cedo. Uma sensação de que as coisas não saem do lugar se instalou por definitivo. E as pessoas já começam a mostrar pra você as garrafas vazias de outrora.

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Por falar em postagem, esse blog anda lerdo. E provavelmente vai ficar mais lerdo ainda. Em compensação, talvez mais intenso, e despretensioso. Ou não. Quem sabe. Clichê ou não, essa coisa realmente tem vida própria.

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Hoje eu fui abrir meu e-mail no yahoo e me deparei nas manchetes do site com essa notícia:

O americano Ronald Long de Deepwater, Missouri, tentava instalar uma antena de TV em seu quarto quando feriu mortalmente sua esposa Patsy Long, de 34 anos.

Segundo o site Gizmodo, a fatalidade ocorreu apenas porque Ronald achou que seria mais rápido abrir um furo na parede, necessário para a instalação do equipamento, com a ajuda de uma pistola calibre .22. No segundo disparo, a esposa que estava no cômodo ao lado recebeu a bala no peito.

Patsy foi socorrida imediatamente pelos vizinhos e familiares, que prestaram os primeiros socorros até que fosse levada de helicóptero de resgate, mas não resistindo aos ferimentos chegou morta ao hospital.

O major Robert Hills explicou à rede televisiva KCTV5 que casos como este costumam ser julgados como homicídio culposo, mas a polícia ainda precisa traçar um diagrama completo do incidente para que o promotor possa decidir como conduzirá o caso.

fonte: Yahoo

Estava lendo isso e lembrei na hora de um artigo que vi ontem no jornal Folha de SP comentando o lançamento do DVD do filme da série de TV Simpsons, onde o roteirista da série filosofava sobre a universalidade do personagem Homer, e de como ele reflete perfeitamente o "cidadão médio" norte-americano. Parei tudo, me concentrei, e raciocinei no melhor estilo "close na testa do Homer Simpson". Só faltou a mão na cabeça e aquela famigerada e clássica gemida. O pior é saber que um sujeito como esse Ronald tem a mesma quantidade de gene que você.


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E eu resolvi adotar um hobby: cantar. Não vou entrar em nenhum curso de canto e nem pretendo virar o novo Elvis, mas também não tem nada a ver com aquela cantoria tosca de banheiro, é pra ser afinado o negócio (na medida do possível). A idéia é simplesmente selecionar algumas boas músicas (que eu goste, obviamente), imprimir as letras (o objetivo final é formar um "dossiê", igual aquele da Dilma), colocar na vitrola, e soltar o gogó junto sem muita cerimônia. E não será algo solitário, doutora Cris era me acompanhar formando um "duo" classudo. Aliás, depois do convite, ela me mostrou essa notícia:

Quem canta seus males espanta, diz estudo

Viena, 31 de Março de 2008 - Cantar não é apenas uma das formas de expressão mais antigas do ser humano, mas também pode curar muitos males, garantem cada vez mais médicos, que recomendam a prática do canto com regularidade, embora os estudos sobre seus efeitos benéficos do canto sejam recentes.

Até pouco tempo, não existiam estudos científicos a respeito do assunto, mas resultados de pesquisas recentes confirmam inclusive que cantar deveria ser receitado pelos médicos, afirma a doutora Gertraud Berka-Schmid, psicoterapeuta e professora da Universidade de Música e Artes de Viena.

A especialista critica pais e professores que tentam proibir as crianças de cantar porque não sabem, pois assim as privam de sua capacidade de personificação e o acesso à experiência do som.

"Isso faz com que a consciência da personalidade mude, reduzindo seu desenvolvimento, porque poder levantar a voz, ser ouvido, ser reconhecido e aceito é de importância vital para um ser eminentemente comunicativo como o ser humano", afirma Berka-Schmid em declarações à revista de medicina austríaca Medizin Populär.

"Cantar é a respiração estruturada", afirma a médica, explicando o efeito fisiológico da respiração abdominal - a mais profunda -, que prevalece quando se canta e que se transforma em massagem para o intestino e em alívio para o coração. Além disso, garante a doutora, essa respiração fornece ar adicional aos alvéolos pulmonares, impulsiona a circulação sanguínea e pode melhorar a concentração e a memória.

Na opinião da especialista, cantar é um ótimo remédio para os males específicos do nosso tempo, porque equilibra o sistema neurovegetativo e reforça a atividade dos nervos parassimpáticos, responsáveis pelo relaxamento do corpo.

Cantar gera harmonia psíquica e reforça o sistema imunológico, importantes frente a problemas tão freqüentes hoje, como transtornos do sono, doenças circulatórias e a síndrome de burnout - a exaustão emocional.

As conseqüências de um estímulo nervoso excessivo são típicas dos tempos atuais, afirma a especialista: as pessoas não agüentam os próprios impulsos, se isolam, se bloqueiam e paralisam ou acumulam agressividade. Por meio da voz, o ser humano é capaz de expressar seus sentimentos de tal maneira que pode se desfazer de uma série de más sensações.

Em algumas ocasiões, isso não é possível apenas falando normalmente e, por isso, o canto desempenha um papel essencial. Lembrando o ditado "quem canta, seus males espanta", não há diferenças em cantar sozinho, em dupla, em coro ou no banheiro, assim como não importa se a pessoa desafine, garante Berka-Schmid.

O corpo é o instrumento de que dispomos para nos comunicar e jogar fora a ira acumulada. A respiração varia de acordo com as emoções, pois quem está agitado, por exemplo, tende a respirar de forma diferente de quem está triste.

(Gazeta Mercantil - EFE)
fonte: Yahoo

Com o tempo a idéia é criar um "estúdio para vocal". Um cantinho do apê devidamente paramentado com um daqueles microfones de rádio antigos classudos. Eu ainda acho um (provavelmente quebrado) em alguma dessas lojas de antigüidades. Mas isso é pro futuro, quando cantar afinadinho Love me Tender vai ser mais fácil que assobiar "Atirei o pau no Gato".

4 comentários:

Cristina disse...

A gente precisa começar a cantar logo; quem sabe num futuro próximo possamos cobrar cachê pra fazer isso rs
E esse Homer, quer dizer, Ronald, é mais um típico cidadão de bem - esses que gostam de cometer homicídio culposo...

Aline-NC disse...

Ai que bom, já vai ter alguém pra cantar enquanto eu toco violão hahaha! Vocês cantam afinadinho "Asa Branca"? :D

Bruna_ disse...

isso que é ócio criativo. hehehe.
a Cris eu não sei, mas quando vocês forem cantar me avisa que eu vou pegar qq ônibus que não seja "T. Princesa Isabel" rs.

brincaderinha. boa sorte e nos vemos nas paradas de sucesso. rs

Celular disse...

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