domingo, 18 de maio de 2008

Sobre o tempero das questões fundamentais


Observar a química dos condimentos de um clássico da culinária preguiçosa e filosofar a partir disso. Notar como o "bate-cabeça-idiossincrático-existencial" do nosso dia-dia pode ser visualizado dentro de uma panela fervente no fogão. Tudo isso é bem inusitado, bizarro, mas também interessante. Pelo menos pra mim.
Eu tinha pensado nessa postagem enquanto cozinhava meu macarrão alho & óleo. Basicamente, refletir sobre a arte de "temperar" a própria existência até atingir o ponto ideal. Pois se formos pensar bem, dar rumo para a própria vida não é algo muito diferente de saber a exata proporção de sal e óleo para um litro de água.
Fazer um bom e apetitoso macarrão exige perícia, mas também é um ato de sorte. Algumas vezes com pouco sal, outras excessivamente oleoso, vez ou outra o bicho deslizando perfeito na sua boca, e você se perguntando como ráios conseguiu chegar naquele paladar sui generis.
Em suma, é de um alento incomensurável saber que meu macarrão pode ser muito mais esclarecedor e revigorante pra minha inquieta mente do que todos os escritos do Sartre reunidos.
Ave spaghetti!

3 comentários:

Bruna_ disse...

Tem uma bruxa, a Márcia Frazão que fala exatamente isso. hauehauea. cozinhar é uma arte, um ritual, uma filosofia.

=)

Aline-NC disse...

Hum... vou pensar nisso quando for fazer meus bolos de liquidificador... :)

Cristina disse...

Culinária é terapia ;]