quinta-feira, 31 de julho de 2008

Kelly Lebrock (6)

(Kelly Lebrock depois do banho, muito tempo atrás em uma galáxia muito distante..)

Foi a minha primeira musa, poderíamos dizer. A minha "musa da sessão da tarde". E tudo começou por causa disso aqui:

: P

Eu devia ter lá meus 9, 10 anos. E não perdia uma sessão da tarde em que rodasse o "clássico" "A Dama de Vermelho".

obs: postagem não recomendada para menores de 25 anos.

terça-feira, 29 de julho de 2008

da importância geopolítica da vaca (ou coisa parecida)

Nós não costumamos dar muita bola pra esse bovino, mas é notável a importância dele pro equilíbrio do nosso meio ambiente em escala mundial. Eu particularmente gosto de vacas, daquele olhar blasè e desinteressado de quem parece que mesmo inconscientemente (ou não) sabe da sua importância para nós humanos. Ruminando capim e abanando as charmosas orelhas, elas sempre despejam um belo "fuck off" quando buscamos um "diálogo" mais profundo. Eu volta e meia, quando posso, parto pra um bate-papo (até registrei aqui: She Came in Through the Bathroom Window).
A macacada ponta-de-lança lá da gringolândia está se dando conta do "cow power", olha só:

EUA querem atender 3% do consumo energético do país com cocô de vaca

Um grupo de americanos quer usar uma fonte de energia diferente para lutar contra o aquecimento global no país: cocô de vaca. É, você leu direito e não, não é brincadeira. Cientistas querem usar os dejetos do gado para levar eletricidade para até 3% de toda a América do Norte.

A tecnologia não é nova. O uso do estrume para geração de energia é comum em pequeníssima escala. Já é usado aqui no Brasil em comunidades rurais mais isoladas, onde a rede de energia elétrica não alcança. A novidade é que os pesquisadores americanos acreditam que essa técnica pode servir para energizar milhões de lares americanos.

O estrume gera dois gases com grande potencial energético: o óxido nitroso e o metano. O interessante é que esses dois gases também são poderosos vilões do aquecimento global. O óxido nitroso é 310 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono; o metano, 21 vezes mais.

A equipe da Universidade do Texas comparou duas alternativas. A primeira era a continuação de tudo como está hoje: o estrume sendo deixado para se decompor naturalmente e a energia sendo obtida principalmente da queima de carvão. A segunda era uma nova alternativa: o uso do estrume para a geração de biogás e energia.

Segundo as contas dos cientistas, 100 bilhões de quilowatts/hora poderiam ser gerados com o número atual de gado que os Estados Unidos possuem. O bônus? Tirar de circulação o metano e o óxido nitroso e reduzir em 4% a emissão de gases do efeito estufa do país.

“A eletricidade gerada seria usada mais em áreas rurais, não em cidades”, explicou ao G1 o autor do estudo, Michael Webber. “A melhor maneira de expandir essa tecnologia é incentivar grandes fazendas a lidar com o estrume de maneira a ser convertido em biogás”, explica.

De acordo com Webber, a geração de energia dessa forma pode até resultar em uma nova fonte de renda para os pecuaristas. “Eles podem vender o biogás ou a eletricidade gerada”, diz ele. E economizar o dinheiro gasto para se livrar do estrume.

Os resultados foram apresentados nesta semana na revista especializada “Environmental Research Letters”. (Fonte: Marília Juste/ G1)

fonte: Ambiente Brasil

Só no Brasil são mais de 140 milhões de cabeças de gado pastando sertão afora. Já imaginaram o potencial energético disso? Só falta um pouco de vontade política pros macacos locais.

ADENDO: UM ALERTA

"O estrume gera dois gases com grande potencial energético: o óxido nitroso e o metano." (...) "O óxido nitroso é 310 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono; o metano, 21 vezes mais."

Isto é, com uma ação coordenada de flatulência global, as vacas podem eliminar a espécie humana do planeta. E você ainda duvida da supremacia bovina? Cuidado.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

o melhor clipe da melhor banda em atividade



I don't want to be your friend
I just want to be your lover
No matter how it ends
No matter how it starts

Forget about your house of cards
And I'll do mine
Forget about your house of cards
And I'll do mine

Fall off the table
And get swept under

Denial, denial

The infrastructure will collapse
From voltage spikes
Throw your keys in the bowl
Kiss your husband goodnight

Forget about your house of cards
And I'll do mine
Forget about your house of cards
And I'll do mine

Fall off the table
And get swept under

Denial, denial
Denial, denial
(Your ears should be burning)
Denial, denial
(Your ears should be burning)


("House of Cards" - Radiohead)


Não acho exagero essa afirmativa. Concordam?..

OBS: o clipe foi totalmente produzido em animação computadorizada; e foi escrito em código aberto, ou seja, o petardo é algo como um "Linux musical".

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Todo homem tem seu preço

Agência ambiental dos EUA baixa o valor da vida humana

O "valor da vida humana", usado por burocratas de Washington para determinar se políticas públicas com o potencial de salvar vidas valem o custo, baixou na estimativa da Agência de Proteção Ambiental (EPA). O valor caiu de US$ 8,04 milhões para US$ 7,22 milhões, de acordo com o jornal The Washington Post.

A redução é a primeira realizada pela EPA, e deixa ambientalistas preocupados, já que cálculos feitos com o novo número talvez indiquem que medidas de controle da poluição, benéficas para a saúde, podem não valer o custo.

Representantes do governo americano chama atenção para o fato de que esse "valor da vida" é uma medida genérica, que não se refere á vida de ninguém em especial.

Um economista ouvido pelo Post diz que a idéia de pôr um preço na vida humana pode soar estranha, mas que as pessoas fazem isso o tempo todo - ele cita como exemplo o fato de que seria possível salvar vidas reduzindo drasticamente o limite de velocidade nas estradas, mas que as pessoas aceitam os riscos maiores em troca de benefícios econômicos.
(Fonte: Estadao.com.br)

fonte: Ambiente Brasil

O seu e o meu é sete milhões e duzentos mil dólares. Nada mal hein? Apesar do deságio.

sábado, 19 de julho de 2008

pausa para o momento culinário


Bolo de cenoura da senhorita Cristina. Irreparável. Acompanha uma xícara de café ou chá. Para o nobre leitor entediado, uma ótima pedida pra um final de tarde de sábado.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

girando a roleta (mais uma vez)

Lá vou eu embarcando em mais uma empreitada de estudo pra concurso. Tenho uma pasta preta enfiada no fundo do meu armário onde deixo guardados os materiais de todos os concursos que prestei até hoje desde que terminei a faculdade. A última vez que resolvi contar já eram mais de 13, ou 14 tentativas em mais ou menos 4 anos.
A verdade é que aos poucos estou voltando a me animar. Desde meados de 2005 (quando a panela de pressão simplesmente explodiu e eu meio que fui "expelido" pra uma guinada em busca de um caminho alternativo) que eu não vejo o meu "lado concurseiro" tão provocado. Noto que estou numa situação muito similar ao pré-setembro de 2005, e ainda não sei até que ponto isso realmente está sendo bom ou ruim. Aquele "cheiro de acomodação" volta e meia bate o meu nariz e começa a me deixar preocupado.
O que me anima é que por muito pouco eu não consegui uma vaga num concurso de porte. Por um erro crasso que eu poderia facilmente ter evitado talvez nesse momento eu estivesse a ponto de me tornar um servidor público federal (ou não). Vi gente com pontuação pior do que a minha com vaga garantida, simplesmente porque não "chutou" em uma prova em que o "chute" é um tiro na cabeça. E a anta aqui chutou (vivendo e aprendendo - ou não, como diriam os nosso amigos do Ira!).
Enfim, algumas "verdades" foram descobertas: 1) eu preciso de foco, e de preferência estudando algo que realmente me interesse e eu goste (eureka!); 2) a não-expectativa é uma "arma" indispensável pra se travar essa batalha (pelo menos pra mim, provou-se ser o melhor aparato psicológico).
É isso, agora o negócio é girar a roleta e esperar.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Birthday!



They say it's your birthday!
It's my birthday too, yea!
They say it's your birthday!
We're gonna have a good time!
I'm glad it's your birthday!
Happy birthday to you!

Yes we're going to a party, party..
Yes we're going to a party, party..
Yes we're going to a party, party..

I would like you to dance! (Birthday)
Take cha cha cha chance! (Birthday)
I would like you to dance! (Birthday)
Oh, yea

They say it's your birthday!
It's my birthday too, yea!
They say it's your birthday!
We're gonna have a good time!
I'm glad it's your birthday!
Happy Birthday to you!

("Birthday" - J. Lennon/P. McCartney)

É hoje, é hoje! Palmas ou vaias para mim!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

sobre a regularização da internet

E por falar em enfiar milhões de pessoas na cadeia, foi aprovado pelo senado federal o projeto de lei relatado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que enquadra os crimes cometidos pela internet e endurece a pena dos já existentes, entre outros dispositivos. Dêem uma olhada na notícia: aqui.
Se por um lado tal projeto facilita a punição de pedófilos e crackers, abre espaço também para "fichar" vossa senhoria que neste exato momento está baixando aquele disco arrebatador da sua banda de rock favorita. Veja só:

De acordo com os professores da FGV, artigos do projeto que tratam dos crimes contra a segurança de sistemas informatizados atingem ações triviais, praticadas por milhares de pessoas --um dos artigos estabelece pena de reclusão de 1 a 3 meses e multa a quem "acessar rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado sem autorização do legítimo titular, quando exigida".

Segundo Ronaldo Lemos, professor da instituição, ao se referir a "rede de computadores", "dispositivos de comunicação" e "sistema informatizado", o projeto engloba não só computadores mas reprodutores de MP3, aparelhos celulares, tocadores de DVD, sistemas de software e até conversores de TV digital, além de sites.

É tudo uma questão de hermenêutica jurídica, mas é bom o nobre leitor que hora abunda já ter fácil o telefone de um bom advogado.

fonte: Folha de SP.

sobre o aborto

Estava lendo hoje de manhã no jornal que a Câmara dos Deputados, em uma tacada só, arquivou duas propostas de descriminalização do aborto.
Eu gosto de observar essas situações veladas de hipocrisia e refletir sobre o quão complexas são as relações sociais e políticas quando atingem diretamente as pessoas em sua individualidade.
Bom, o assunto não é lá dos mais simples, muito pelo contrário. Juridicamente é tão complicado que os juristas não se entendem e "brigam" sem muita cerimônia em pleno século 21 pra determinar se o nascituro (o ser humano ainda em estado fetal) é ou não pessoa (seja fisiologica ou - em especial - juridicamente falando). Aliás, a turbulência do tema fez com que eu o elegesse objeto da minha monografia de final de curso na faculdade *. Não entrei muito na seara criminal, mas mesmo assim tive um contato bem próximo com todo o "arranca-rabo".
Visão acadêmica à parte, eu já pautei minha opinião anteriormente pelo simples bom senso. Uma olhadela rápida nos números dos casos de aborto registrado pelo SUS no Brasil em 2005 e já temos por volta de 247 mil intervenções. Isso dentro do sistema, na legalidade. Na clandestinidade, já em 1991, foram estimados mais de 1 milhão e 400 mil "assassinatos" espalhados pelo país.
O artigo 2º do Código Civil diz que "a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida". Mas mesmo que estendamos o artigo 5º da Constituição Federal (que assegura o direito à vida) até o ponto da concepção humana, como vamos deixar a hipocrisia de lado e enfiar mais de um milhão de mulheres brasileiras na cadeia a cada ano?
Eu gostaria de saber qual seria a solução que o nobre e cômico deputado Carlos Willian (PTC-MG) poderia nos dar:

(que gracinha, hein?..)


* (A Situação Jurídica do Nascituro no Direito Civil - para os interessados, a dita cuja encontra-se arquivada sob as arcadas da biblioteca da faculdade de Direito da PUCCamp).

img: Folha/Ricardo Marques


quinta-feira, 3 de julho de 2008

Empitê Espeices, o idiota

(na "foto"- Eremildo, o idiota - grande conhecido e amigo de Empitê Espeices)

Feita a mudança, mas o estresse continua. Quando tudo parece que vai se acalmar e você vai conseguir sentar pra organizar sua vida, uma coisa chamada Telefônica aparece pra encher o seu saco. A mídia gosta de caracterizar os agentes políticos de certos setores do governo lulista atual com a alcunha de "aloprados", mas os verdadeiros aloprados desse país, com "a" maiúsculo, são os seres humanos que compõe o corpo de funcionários dessa empresa de telecomunicações. Senão vejamos:

Empitê Espeices, um pacato cidadão, pagador de seus impostos e degustador inveterado de café, é consumidor do serviço de banda larga da referida companhia. Um dia, por motivos de, digamos, logística e saúde física, resolveu mudar-se de cidade e residência. Feita tal mudança, Empitê entrou em contato com a citada nau de aloprados para proceder a uma simples alteração do local de prestação dos serviços, com a mudança da assinatura do serviço de banda larga da linha telefônica de uma cidade para a linha de outra.
Qual não foi o espanto do pobre Empitê quando informado de que tal alteração não poderia mais ser feita, pois um certo órgão governamental chamado ANATEL teria baixado uma resolução proibindo que tal tipo de transferência fosse realizada à partir do começo desse ano. Note-se:

1º) o senhor Espeices contratou o serviço no final do ano passado, lembrando a telealoprada da central de atendimento da nau que nada sabia sobre tal alteração de procedimento, e que quando contratou o serviço foi informado por uma outra telealoprada que poderia, a qualquer momento, transferir o serviço para outra linha telefônica;

2º) em uma busca rápida no site da urgida agência regulatória, Empitê não achou vestígio algum da existência de tal resolução citada pelo telefone - aliás, o idiota pediu à telealoprada o número da dita cuja para facilitar o trabalho, mas obteve como resposta um alopradíssimo "o senhor pode ter acesso a essas informações discando 10315-6-8"; (?)

Em condições normais de temperatura e pressão jurídicas, nosso caro amigo Empitê poderia simplesmente cancelar o serviço, mas, como era de se esperar, estava lá a famosa "telefônica-alopradiana" cláusula de "fidelidade" de serviço por quebra de contrato. Isto é, no mundo virtual dos aloprados, se o idiota vier a cancelar o serviço, vai ser impelido a pagar uma multa, mesmo não querendo fazê-lo.
Resumindo a ópera, o nobre e idiota Empitê entrou em um beco sem saída. Com uma única possível escapatória através da seguinte ultra-fatality-aloprada proposta:

Telealoprada: "a alternativa que eu posso dar pro senhor é que o senhor transfira a sua antiga linha pra nova localidade que o senhor vai morar, passando-a para o seu nome, e fazendo o mesmo no sentido inverso com a linha da cidade de onde o senhor vai morar, passando para o nome do proprietário da linha antiga."
Empitê: "mas eu posso manter os números dos telefones?"
Telealoprada: "só um minuto que eu vou me informar.. (musiquinha aloprada e alguns minutos depois) ..então senhor, infelizmente não, vai ser preciso gerar novos números para as linhas".

Desculpem, mas não tem jeito de terminar essa postagem de outra forma senão com um sonoro e bem audível: puta que pariu!