domingo, 24 de agosto de 2008

6.000 toneladas

Lá vai mais uma postagem de utilidade pública. Dessas que obviamente não aparecem no Jornal Nacional. Mas como sempre, "Empty Spaces News Corp." junto com sua amiguinha Folha de S. Paulo estavam a postos e não deixaram passar.

Brasil importa agrotóxico vetado no exterior

Até julho, país importou mais de 6.000 toneladas de substâncias que foram proibidas nos próprios países onde são produzidas

Segundo a OMS, esses produtos podem causar problemas no sistema nervoso, câncer e danos ao sistema reprodutivo

ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Enquanto a Justiça proíbe a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de fazer a avaliação toxicológica de agrotóxicos comercializados no país, o Brasil já importou, até julho deste ano, mais de 6.000 toneladas de substâncias que foram vetadas pelos próprios países que as produzem.
Essas substâncias são usadas para fabricar cerca de cem agrotóxicos utilizados em culturas de frutas, feijão, grãos, batata e café, entre outros.
Entre os possíveis efeitos decorrentes da ingestão dessas substâncias, apontados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelas agências da União Européia e dos Estados Unidos, estão problemas no sistema nervoso, câncer e danos ao sistema reprodutivo.
Os mais afetados são os trabalhadores da agricultura, que manipulam diretamente os produtos. Especialistas afirmam que há também risco para o consumidor dos produtos agrícolas. No entanto, ressalvam que, muitas vezes, é difícil estabelecer um nexo causal entre a substância e a doença.
Nos últimos anos, a evolução dos estudos levou outros países, principalmente da União Européia, a proibir determinados componentes dos agrotóxicos. Por causa do cerco internacional, a Anvisa decidiu reavaliar neste ano o registro de nove deles, que fazem parte da composição de 99 agrotóxicos.
Em agosto, o processo foi suspenso por uma decisão liminar do juiz Waldemar Claudio de Carvalho, da 13ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, em favor do Sindag (sindicato das indústrias de defensivos agrícolas).
A entidade argumenta que o procedimento adotado pela Anvisa não dava aos fabricantes direito a ampla defesa.
José Roberto da Ros, vice-presidente-executivo do Sindag, afirma que alguns países podem cancelar o registro de algumas substâncias por terem encontrado um similar mais barato, e não por questões toxicológicas (leia nesta página).

A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.

fonte: Folha de São Paulo; notícia publicada em 23/08/2008.

Modo "complexo de vira-lata" ativado, como sempre. Pense bem, converse muito com o seu amigo tomate na seção de hortifruti do mercado preferido, relaxe, e goze.

2 comentários:

Garota no hall disse...

Alê, assista a um documentário canadense (se já não assistiu) chamado A Corporação. É baseado no livro de mesmo nome do estudioso Joel Bakan. Apesar de mostrar muita coisa que estamos "carecas de saber", ele impressiona pela forma como apresenta suas fontes e argumentos.

Cristina disse...

Não entendi a parte do "conversar com o tomate" rs
Falando sério, tem tudo a ver com aquela mesma questão de educação. E de vergonha na cara, principalmente.