sexta-feira, 12 de setembro de 2008

My Iron Lung (parte 3)

Os cínicos de plantão costumam ironizar sobre a inocuidade de se "bancar o cidadão consciente". Pois taí o resultado. Graças à pressão de ONGs, outros institutos, e as mais diversas formas de manifestação civis (incluindo a desse blog), nosso caro Ministro "supimba" do Meio Ambiente voltou atrás e disse que vai cumprir sem concessão a resolução 315 do CONAMA.
Tá "boiando"? Então acesse o resto da brincadeira aqui (My Iron Lung, parte 1) e aqui (My Iron Lung, parte 2).
Tomava café tranquilamente na manhã de ontem quando me deparei com a  animadora notícia na Folha:

AFRA BALAZINA
ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA 

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) desistiu, após ser alvo de críticas, de fazer qualquer acordo com as montadoras e a Petrobras para adiar o cumprimento da resolução que determina a redução de emissão de poluentes por veículos movidos a diesel. A medida entra em vigor a partir de janeiro do próximo ano.
Minc disse ontem que a resolução 315, do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), que prevê o diesel S-50 (com 50 partes por milhão de enxofre) para 2009, não sofrerá nenhuma alteração e terá de ser cumprida, sem exceções.
Hoje, o diesel nas regiões metropolitanas tem 500 ppm (partes por milhão) de enxofre e, fora dessas regiões, chega a 2.000 ppm.

(...)

"As empresas que não cumprirem vão ter de se acertar na Justiça", afirmou o ministro. Ele ressaltou que, se não se adequarem ou não fizerem um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) na Justiça, os "caminhões e ônibus novos não serão licenciados pelo Ibama e não saem da fábrica". 

(...)

"O diesel hoje é inaceitável, é um veneno", afirmou Minc aos conselheiros do Conama.

(...)

A resolução tramitará em regime de urgência no Conama e deve ir à votação em um prazo de cinco semanas. Antes disso, a proposta será analisada por câmaras técnicas e poderá ser modificada.
Como a parte polêmica foi retirada, a expectativa é que seja aprovada sem grandes dificuldades. "Todo mundo quer isso, há um sentimento de bastante desconforto com o que aconteceu [possível descumprimento]", disse a secretária.


Então tá. A palavra da autoridade está posta. Agora é aguardar e fiscalizar o desenrolar dos fatos. E cobrar se for o caso. O meu, o seu, os nosso pulmões agradecem, caro ministro.

ATUALIZAÇÃO  - 17/09/2008**

Adendo com novas reportagens:




Um comentário:

Cristina disse...

O que dá um certo medo é o "Antes disso, a proposta será analisada por câmaras técnicas e poderá ser modificada." De qquer forma, as críticas valeram alguma coisa dessa vez.