quarta-feira, 22 de outubro de 2008

o contra-filé nosso de cada dia

(o contra-filé nosso de cada dia.. - esse ficou tão bonito e gostoso que eu até registrei pra posteridade)


Sudeste consome carne originária de área desmatada
 
A maior parte da carne produzida em áreas de desmatamento na Amazônia está sendo consumida no Sudeste, segundo um levantamento feito por pesquisadores do Imazon. Os números indicam que apenas 5% da carne produzida na região é exportada. E dos 95% que ficam no País, quase 70% são enviados para o Sudeste. A pecuária é o setor produtivo que mais influencia no desmatamento da Amazônia. Cientistas e ambientalistas estimam que mais de 70% das derrubadas florestais são feitas para a abertura de pastagens. Os pesquisadores do Imazon calculam que 253 mil km2 foram ocupados por pastos na Amazônia entre 1990 e 2006 - uma área maior do que o Piauí. O rebanho da região aumentou 180% no mesmo período, passando de 26 milhões para 73 milhões de cabeças, o equivalente a 36% do total nacional 

fonte: OESP, 22/10, Vida, p.A18 - Instituto Socioambiental 

Minha inteligente e bem informada amiga Luciana já partiu pra esse caminho, mas eu (ainda) não tenho planos de me tornar vegetariano. De qualquer maneira, começarei a adotar uma progressiva e completa readequação da minha dieta pra comer o mínimo possível de carne vermelha, e priorizar as ditas carnes "brancas" (frango, peixe, etc.). Bom, na verdade já venho fazendo isso, mas vou traçar o objetivo como uma insistente e brava política pessoal. Que tal um bife de vaca apenas uma vez por semana como 1ª meta? Tendo em vista a minha genética arcaica (um provável e rústico sangue O-), não será simples. Porém, é a única saída inteligente e evolutiva pra questão (tanto no âmbito pessoal como global).
Com uma simples análise do que se passa na questão da segurança alimentar e do meio ambiente atualmente, mais um pouco de bom senso, é natural concluir que a evolução da nossa civilização passa pelo lento e seguro abandono da carne vermelha do cardápio.
Em que pese a simpatia que eu pessoalmente tenho pelas nobres vaquinhas, é fisicamente impossível que toda população mundial possa um dia manter aquele saboroso bifinho no cardápio cotidiano. Sem contar outras variantes socioambientais que nos levam ao caminho inevitável da conclusão de que os bovinos são um problema, e não há solução.
É lógico que isso não vai (e nem deve) mudar da noite pro dia, mas é um assunto a se pensar, e que passa longe das nossas rotineiras rodas de discussões políticas.
O custo sócio-econômico-ambiental de um boi, em especial aqui no Brasil, é sensivelmente alto em vista dos benefícios. Isto está claro. Agora a bola está do nosso lado e a mudança de atitude no consumo é o grande ato político que está faltando.

Um bye-bye pro nosso contra-filé de cada dia.

4 comentários:

Sunflower disse...

meu, sou uma vegetariana inrustidade. Meu corpo nao tira ferro de vegetal, aí fico desmaiando de anemia, só vejo uma vaquinha sorrindo ali.

Garota no hall disse...

Não sou bem uma vegetariana. Não consigo dispensar peixes, crustáceos e frutos do mar - siri eu parei de comer quando me contaram que cozinham ele vivo. Mas ainda assim, como esse tipo de carne no máximo duas vezes por semana. E ainda bem que tem restaurante vegetariano barato perto da editora.

Aline-NC disse...

Lá na empresa costumamos dizer que qualquer dia a gente sai voando, dada a quantidade de frango servida. Em casa, ninguém é muito fanático por carne vermelha. Sendo assim, posso dizer que diminuí muito o consumo nos últimos tempos. Mas, ironicamente, amanhã vou a um churrasco!

Cristina disse...

Acho que dá tranquilamente pra diminuir o nosso consumo de carne vermelha. E nem só por uma questão ambiental; meu estômago agradece tbém. Só não vou chegar ao ponto de recusar convites pra churrascos no fim de semana.