quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Obama lá!


"O dia 4 de novembro de 2008 representa o fim de uma era. Economicamente, marca o final do longo boom iniciado em 1983. Politicamente, provavelmente marca o final do domínio conservador iniciado em 1980. Geracionalmente, marca o final da supremacia da geração baby boom, iniciada em 1968."

- David Brooks, do "New York Times", na Folha de S. Paulo.

A tribo de liberais de esquerda de todo o mundo deve estar aliviada. Se teremos reais mudanças, são outros quinhentos. Porém, todas as condições estão postas. Que este é um momento histórico, não resta dúvida. Depois da queda do Muro de Berlim (1989), das Torres Gêmeas (2001), temos mais uma nova "onda" política no ar.
Um presidente multi-étnico, multi-nacional, jovem, de origem social simples e batalhadora, dirigindo a maior potência econômico-político-militar do planeta.
Não será nada fácil, mas estou com ele na torcida.

img: http://blogs.westword.com/

11 comentários:

Aline-NC disse...

Que a força esteja com Obama! E que tenha muita sorte, porque vai pegar uma bomba (e nem falo de guerra...)

Sunflower disse...

eu, é claro, olho para o meu umbigo

http://olhometro.com/2008/10/27/a-verdade-sobre-barack-obama/

beijas

Alexandre disse...

Sunflower,

Esse é um traço característico dos democratas. No quesito econômico, são bem mais protecionistas que os republicanos. Estão defendendo o quinhão deles, nada mais natural.

Mas essa questão do etanol é um "preço" a se pagar em face de uma visão mais holística do "babado" político todo.

Obama carrega todo um complexo conjunto ideológico-político-econômico-social que passa por cima do pragmatismo da questão do etanol. Tanto é que nosso presidente-etanol Luís Inácio deixou de lado essa questão e apoiou escancaradamente a eleição do negão.

E economia é pragmatismo, negociação. Nesse quesito estamos bem lá na ponta do governo. Nada que nosso guia-sindicalista possa botar na mesa e tirar o máximo em nosso favor.

:)

Cecilia disse...

Viva! Viva! Viva!

Claro que rola um medinho - afinal, é um ambiente desconhecido -, mas, vamos concordar, todos precisamos de um pouquinho de esperança. E Obama já até parece presidente.

Tenho até simpatia pelo velhote McCain, porém, meu maior medo era ele bater as botas (o que é provável) e o mundo ser dominado por mulheres-Sarah-Palin. Já não basta a Prop 8 ser aceita, uma doida como essas no governo só pioraria as coisas.

(e sim, Obama é um tanto quanto pegável. Pessoalmente, mais pelo inglês bem falado. Piro em entender perfeitamente inglês alheio hahahahahaha)

Cecilia disse...

Quanto a orelha: só um brinco, e já estava bom. A culpa não foi necessariamente minha - o farmacêutico aprendiz que fez errado (há anos atrás). Isso já estava para acontecer há muito tempo, porém, somente este ano tomou proporções maiores. Nem brinco pesado eu costumava usar. Já estava tão arrombadinha que bastou um leve toque para ela se abrir.

(ok, a última frase ficou mais ambígüa do que planejado)

Sunflower disse...

Alexandre,

tá, eu concordo, em partes, com vc. Concordo que a ele ser eleito foi uma coisa boa, talvez, melhor que o MacCain, talvez. Mas eu ainda não consigo ficar toda paêtes e serpentinas e Obanismo (que ismo é bom?):

1. a Esperança é uma faca de dois gumes, por causa da estória da caixa de Pandora, sabe? Ela abre a caixa, as mazelas do mundo saem, e ela fecha apenas em tempo de guardar a esperança. Aí, a esperança é uma coisa boa, pq por mais que as pragas estejam assolando o mundo, esperamos que algo melhore. Ao mesmo tempo, de vez em quando, existe algo ruim, que devemos largar e seguir em frente mas a esperança faz com que nos agarremos aquilo. "Mas, porra, - você me pergunta - se não tivermos a esperança, o que nos resta?". Eu voto pela ponderança. Euzinha. Toooooda torta. É que eu sou do partido que tem horas que devemos chutar o pau da barraca, e tem horas que devemos ter cautela.

2. Outra coisa que vejo recorrente, é o Sebastianismo. Essa história de Portugal que deve ter sido repetida muitas vezes em diferentes aspectos do mundo. "A espera do rei bom". Don Sebastião, o bom rei, partiu para guerra de navio, e por lá morreu, sem deixar um príncipe regente. Então, a corte foi tomada por um rei espanhol e foi um desastre. Os portugueses ficaram pra sempre esperando que o D. Sebastião voltasse, daí a expressão "ficar a ver navios". Foi assim com o Lula, aqui e está sendo com o Obama, lá.

3. Outro ponto histórico é os presidentes dos Estados Unidos que eram super a favor de mudanças. Abrahan Lincoln - vamos unificar esse país e acabar com a escravidão? Bang Bang. JFK?
- vou enviar tropas para o Sul e garantir os direitos dos negros? Bang Bang. Até o próprio Martin Luter King - eu tive um sonho - Bang Bang.

Sei que foram poucos casos, mas repetidos e com repercursão o suficiente para eu me perguntar: Quão a favor de mudança o americano realmente é?

Ah, só mais um adendo, quanto ele ser um presidente boa pinta, nós também já tivemos um, se lembra? A midia o amava e ele proclamou que tem "aquilo roxo"? E a mídia - sempre a mídia - levou com que os jovens às ruas para que rolasse o primeiro presidente da história brasileira a ser afastado por Impeacheman.

- NÃO ESTOU DIZENDO QUE ISSO FOI RUIM -

Mas, ei, o cara já taí de volta. E o povo continua esperando por D. Sebastião, continua a ver navios, continua agarrado a esperança, continua a ter o coração partido.

Isso tudo não foi uma réplica a vc, foi mais que um desabafo generalizado, é claro que eu quero o melhor, mas digo cautela com que esperamos, pois acredito que a alma é uma coisa tão linda e tão escassa, que deveria se ter mais cuidado com aonde se põe para que ela não se perca.

beijas

Sunflower disse...

Impeachment*

Garota no hall disse...

Não sou partidária - ainda mais de outras nações -, prefiro esperar. No início achei que ele fosse a mudança necessária, mas andei lendo umas coisas sobre ele, assistindo Daily News e não vi tanta diferença assim entre o Obama todos os outros governantes, e até mesmo o McCain.

Alexandre disse...

Sun.

Entendo o seu ponto de vista, e concordo na maioria dos aspectos com ele.

Mas na política, ao mesmo tempo que temos que agir com essa cautela e visão crítica que você bem discorreu, temos que apostar também e arriscar.

Obama pode se revelar um grande engodo, mas é um risco que temos que correr. Pelo menos da minha (e imagino que seja a sua também) posição política, é o movimento inevitável frente a situação atual.

E não consigo colocar ele na mesma posição do Collor. Em que pese a inexperiência e a dita "boa pinta". Não exergo um voluntarismo "playba" inconsequente e deslumbrado nesse caso. Obama dá todos os sinais de quem tem "lastro".

E pode-se argumentar: mas o McCain não é o Bush, haveriam mudanças também. Mas até que ponto? E a questão de fundo? Eu pessoalmente discordo dessa idéia de que republicanos e democratas são tudo farinha do mesmo saco. Tirando a questão dos "pilares" filosóficos da América, existem diferenças no mundo de enxergar a si mesmos e ao mundo. Fora as nuances, que não são poucas.

O mais provável é que o governo de Obama seja algo muito semelhante ao do Clinton, com algumas pitadas de idéias mais progressistas aqui e ali, mas isso já é muito levando-se em conta a cagada gigantesca que foi feita nos últimos 8 anos.

Num primeiro momento, o que eu espero é isso. O que vier além é lucro.

Mas enfim, vamos aguardar.

E precisamos combinar um dia pra sentar e tomar um café/chopp pra estender esse papo. Gostei disso aqui. (rs)

É raro encontrar gente com maturidade e boas idéias sobre política pra conversar.

;)

Cristina disse...

Eu vim fazer um comentário simples aqui e lendo os outros comecei a me sentir burra e deprimi :/
rs

Sunflower disse...

Então, Grande Alexandre, não sou contra o cara, sou apenas pró uma atitude crítica e investigativa.

E com certeza, chá, breja ou café fazia essa conversa descer mais gostasa.

beijas