sexta-feira, 21 de novembro de 2008

sobre como manter viva a sensação de descoberta

Eu acredito que esse seja o grande objetivo de todo ser humano adulto esperto que busca autenticidade e aquele "cheiro" maravilhoso de saber que se está realmente aproveitando e vivendo a vida no que ela tem de melhor.

Depois de uma certa idade, aquele nobre comichão da sensação íntima de descoberta vai se esvaindo. Parece que os novos desafios, embora essencialmente novos, já surgem com um fino "véu" de poeira que tiram deles aquele gosto especial da descoberta. Aquela sensação única que todos nós tínhamos em abundância quando criança.

O cinismo, a descrença, e o tédio espiritual apontam no seu horizonte existencial como se fossem a única e indubitável saída.

É a dita "maturidade" chegando. Não a maturidade real, mas essa com aspas mesmo. Uma certa maturidade que diz que você deve se conformar, "amarrar o burro", não questionar o horizonte, não questionar o próprio espírito.

Eu estava custando a aceitar, mas ironizando junto dos melhores livros de auto-ajuda, o universo todo conspira a favor dessa premissa: conforme seu espírito dentro da forma da aceitação.

Mas enfim, é dentro desse óbvio crítico que eu procuro respostas. Alternativas. Uma "flanela espiritual" para esse "véu" de poeira metafísica. Um alento pro endurecimento do espírito. E sinceramente, sempre achei que seria mais fácil.

4 comentários:

Cristina disse...

Acho que esses questionamentos existencialistas são inevitáveis (pelo menos pra nós), mas talvez a graça da maturidade seja mesmo a aceitação - mas aceitação no bom sentido.
Gostei do marcador do post rs.

Garota no hall disse...

Não sei, mas me parece que os jovens de hoje se sentem mais pressionados e melancólicos do que os de outra época. Temos mais preocupações e nos cobramos mais. O jeito é ir levando e variar de vez em quando.

Obs.: Adorei o slide de fotos!!

Cecilia disse...

Eu tenho um certo problema em aceitar essa "conformidade". O que, óbvio, é um sinal de imaturidade. No fundo, ainda sou uma criancinha ridícula que possui certas ideologias de vida. Coitada de mim. =P

Sunflower disse...

háááááááá, como eu sei disso, certo? tão horrível que chega a ser adorável. Que nem cachorro, sabe? É feinho e você quer proteger?