terça-feira, 20 de julho de 2010

sobre rédeas e planos

Tempos atrás eu escrevi aqui sobre um baita fork in the road que estava se aproximando. O momento exato em que ele chega é difícil de visualizar, mas é "sentível". Todos nos passamos por forks no decorrer da nossa existência, uns conseguem identificar e refletem sobre o dito cujo, outros não, simplesmente engolem e digerem sem qualquer brainstorm.

O meu, que estava lá na esquina, agora está ali no meio do quarteirão. E se eu não estiver enxergando mal, deixou de caminhar e passou a correr na minha direção.

Pra ennfrentar os forks da vida, os seres humanos se armam como podem. Na cabeça desse ser que vos escreve, e que pensa muito além da conta, existem dois planos existenciais hipotéticos em curso, paralelos: um plano A e um plano B. O plano A vem regado a insegurança e liberdade plena, onde o "ser convexo" domina. Já o plano B traz consigo segurança e liberdade castrada, onde o "ser côncavo" dá as cartas.

O plano A é o que rege no cerne o espírito desse escriba, ganhou cara própria e delineou suas curvas há uns cinco anos atrás e vem se aprimorando, porém, como não poderia deixar de ser, foi, e é, um total fracasso, financeiramente falando.

O plano B é a "saída de emergência", um alçapão obscuro mas extremamente realista. Discreto, é trabalhado com má vontade desde o início da faculdade. Mais como "prestação de contas" para família do que qualquer outra coisa. Uma espécie de consolo pragmático pra uma consciência cheia de si.

A grande questão é: ambos os planos ainda não se perfizeram, e ambos são as únicas alternativas de uma total tomada de rédeas da existência. No caso do plano B, de imediato, no plano A, de forma diferida. A independência, o adulto hipoteticamente completo.

Até recentemente, o plano A, o plano do cerne do espírito, estava na dianteira. Mas nessa troca de semestre tudo mudou. O plano B, tudo leva a crer, tomou a dianteira, e fez com que o meu fork parasse de caminhar e começasse a empreender uma bela corrida.

Desde o dia onze deste mês, 29 anos nas costas. Plano A ou plano B, uma decisão crucial terá de ser tomada a curto prazo. E as perguntas pipocam. Se o plano B chegar antes, o que será do espírito? Uma vez no plano B, conseguirei voltar para o A, é possível? Em quanto tempo o plano A me dará as rédeas?

Enfim, temos aí  de 5 a no máximo 12 meses para botar o espírito na ponta. Desejem-me sorte.

3 comentários:

Kelly disse...

Good Luck! =*

Cecilia disse...

Segura na mão de Deus e vai. Uma hora as respostas aparecerão mais claras e você poderá decidir entre um e outro com maior facilidade e sem tanta "auto-pressão". Pelo menos eu acho que as coisas funcionam assim de vez em quando - pelo menos é desse modo que vejo, quando em situações similares.

Seja lá como for, boa sorte! :)

Persiolino disse...

Que decisão!